domingo, 28 de abril de 2013

As eleições estão aí!

As eleições estão aí e do lado do PSD/CDS nota-se bem. Vejam os jornais e tirem conclusões.

Do lado do PS quando a notícia de momento é saber se há problemas com o candidato, algo vai mal. O que esperamos do PS é saber o que pretende fazer de diferente se ganhar as próximas eleições. Queremos saber o que considera estar mal e pode ser bem resolvido. Queremos saber numa palavra o que pretendem fazer. E não basta um candidato firme e visível, é preciso uma equipa. É altura já (e é tarde) de termos notícias todas as semanas. Repito: todas as semanas. Olhem para o lado!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eleições Locais 2013 – Vila Nova de Famalicão

Pretendo estar atento na medida do possível às eleições locais de 2013, particularmente no meu município (Vila Nova de Famalicão) e na minha freguesia, que continua a ser a de Vila Nova de Famalicão.

Quanto ao município, observo que a candidatura do PSD/CDS está no terreno e a andar a todo o vapor. Quanto à candidatura do PS, noto silêncio. Vai haver luta? Quanto à freguesia, noto silêncio nos dois lados. Não me admira. Eu não sei, sequer, qual é a minha freguesia.

domingo, 18 de novembro de 2012

Famalicão vai perder 15 freguesias?

O jornal Cidade Hoje da semana passada titulava: "Famalicão perde 15 freguesias". O título engana, pois deve ser lido no contexto da proposta de reorganização administrativa do concelho. E nesse contexto o que existe é uma mera proposta de redução do número de freguesias do nosso concelho. Vai ser necessária nova legislação para extinguir e criar freguesias.

Essa proposta deve merecer o repúdio dos famalicenses, pois não é assim que se procede. Por um lado, não há razões de fundo, nomeadamente financeiras, que determinem uma tal redução e a toda a pressa. Por outro lado, os actuais eleitos locais que vêm extinta ou fundida a sua freguesia estão numa situação complicada. Há quatro anos, quando foram eleitos, nem sequer falaram desta possibilidade aos seus eleitores. E agora com que cara vão dizer-lhes que a freguesia que lhes foi confiada acabou ou já não é a mesma e nada fizeram para contrariar isso?

Nas próximas eleições, sim. Este assunto deve ser amplamente debatido. As pessoas devem ficar cientes da possibilidade de uma reforma territorial e, depois, ela far-se-á ou não, mas sempre com os procedimentos adequados.
É certo que há quem invoque sempre como última razão o memorandum de entendimento que foi assinado pelo governo português e pelos principais partidos. Mas o argumento não procede. Na verdade, o memorandum mandava reduzir municípios e freguesias e o governo só actuou sobre as freguesias. Acresce que a finalidade era diminuir despesas. Ora, a diminuição de despesas com a redução de freguesias é irrelevante e não incomoda a troika, desde que lhe seja devidamente exposta. E mais estranho ainda neste aspecto financeiro é verificar que o governo, quando apresentou a proposta de lei à Assembleia da República que deu origem à actual Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio, escreveu expressamente na exposição de motivos da proposta que a "racionalização do número de autarquias locais não visa uma redução da despesa pública a elas afecta".

Famalicão só perderá, desta forma atabalhoada, 15 freguesias se não reagir como deve, juntando-se a tantos outros municípios que pensam o mesmo e que não aceitam esta imposição.

domingo, 7 de outubro de 2012

Inauguração do Parque da Cidade

Foi inaugurado muito recentemente (dia 28 de Setembro) o Parque da Cidade. Ainda não tive possibilidade de o visitar demoradamente, mas os ecos que chegam são muito positivos. Darei também a minha opinião. Lutei por esse parque durante mais de três décadas.

Para já, duas notas:

1. É preciso tornar mais fácil a ligação entre a cidade e o parque, pois a Avenida Humberto Delgado é uma autêntica fronteira entre ambas.
2. Não se compreende que não haja continuidade entre a parte sul do Parque da Cidade (Devesa) e a parte norte (Sinçães). Estão separados e não deviam. O parque da cidade abrange ambos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Notícias de Famalicão – Apresentação

Trata-se de continuar a acompanhar, na medida do possível, a vida do município onde resido. É um dos maiores municípios do nosso país, que desejo cada vez melhor. Há muito trabalho a fazer. Tenciono dar conhecimento dos textos aqui publicados à imprensa local, que leio semanalmente.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Fundações

FUNDAÇÕES – As fundações existentes em Portugal foram objecto, não só de um censo, como de uma avaliação. É um trabalho que se saúda, embora não pareça ter sido feito com os cuidados que são devidos. Os elementos recentemente divulgados não me permitiram ainda encontrar todos os dados relativos às fundações famalicenses. Num ranking divulgado pelo jornal Público, que inclui 190 fundações, não encontramos, por exemplo, a Fundação Cupertino de Miranda. Encontramos, pelo contrário, a Fundação António Cupertino de Miranda do Porto situada, em termos de património, em 24.º lugar, com quase 16 milhões de euros. É de lembrar que esta fundação criada por um irmão de Artur Cupertino de Miranda começou em Famalicão, passou para Santo Tirso e daí para o Porto, enfrentando e ultrapassando várias dificuldades.

REPOVOAMENTO – O centro da cidade de Famalicão nos últimos anos despovoou-se. Não nascem crianças e os prédios vão ficando vazios. Importa reverter esta situação. Importa ter planos de futuro para a cidade. A reabilitação urbana é necessária, mas não basta. Importa disponibilizar habitação a preços acessíveis.

FREGUESIAS – Está em funcionamento na assembleia municipal uma "Comissão Eventual de Estudo e Acompanhamento do Processo de Reorganização Administrativa ao nível do concelho de Vila Nova de Famalicão". Pouco se sabe do trabalho desta comissão e deveria saber-se, a não ser que esteja à espera que a câmara municipal apresente uma proposta de fusão das freguesias do concelho. É um tema sobre o qual pouca gente, ao que parece, tem grande vontade de trabalhar. E muito menos em Agosto…

FESTAS – É impressionante a quantidade de festas no concelho durante os meses de Verão. Moro no centro da cidade e não preciso sequer de me deslocar para as sentir. Aos sábados, depois da meia-noite, o som dos foguetes vindos de vários lados lembram-nos que há festa(s).

terça-feira, 24 de julho de 2012

Imprensa famalicense

QUATRO JORNAIS  Temos quatro jornais semanais na cidade e no concelho, julgo. É interessante ver o que contêm, embora a opinião pública famalicense seja geralmente crítica e gostasse de ver melhores jornais (eu também gostava).Os jornais defendem-se em duas frentes. Por um lado, chamam a atenção para a dificuldade que é fazer sair semanalmente um jornal (os custos e as canseiras) e, por outro, lembram a falta de colaboração de quem tem e podia dar opinião de qualidade e não se dá ao trabalho de escrever.

OPINIÃO – Percorri os nossos jornais à procura de opinião. O Povo Famalicense traz um artigo que, como quase sempre incomoda, de Raul Tavares Bastos, intitulado "Cangalheiros", chamando a atenção para a forma como está a ser preparada a reforma territorial das freguesias do nosso concelho, particularmente naquilo a que chama o "estado maior da Psdylândia"; por sua vez, Mário Martins, colaborador habitual, também escreve um artigo nada cinzento sobre "Poder e oposição…". Ambos merecem leitura. Como leitura atenta merece também o artigo político e fortemente crítico de Camilo Lopes de Freitas, intitulado "A Islândia e a Crise" (no Cidade Hoje de 12 de Julho). Do Jornal de Famalicão realço um artigo de outro médico famalicense, Almeida Pinto, "Em defesa de um Serviço Nacional de Saúde de qualidade" ("o nosso mais precioso bem"). Finalmente, do Opinião Pública, com uma página inteira de opinião, permito-me realçar o texto, desta vez nada polémico, de Gouveia Ferreira, colaborador assíduo, lembrando os 75 anos do FAC.

FOTO – Os nossos quatro jornais reproduzem todos a mesma fotografia da "inauguração da Avenida do Brasil e de um Monumento ao Empreendedor" (Opinião Pública) e isso diz muito do nosso jornalismo. A central de informação e propaganda do município arranja cuidadosamente uma fotografia da Avenida do Brasil tirada do ângulo mais espectacular e difunde-a pelos jornais locais. Estes correm todos a publicá-la, sem sequer uma nota crítica. Os nossos jornais não procuram informação, ficam à espera que o município trate disso.