sábado, 1 de março de 2014

Assembleia municipal nos Paços do Concelho

Deve ser lembrado o dia 28 de Fevereiro de 2014. Nesta data, a assembleia municipal regressou aos Paços do Concelho e com instalações próprias. Para o efeito foi adaptada a sala de audiências do antigo tribunal. É certo que o espaço é relativamente pequeno, dada a dimensão da nossa AM, mas a adaptação deu à mesa, à câmara e aos membros da assembleia municipal o local próprio. Hoje fica aqui apenas o registo do que é mais positivo.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Notícias de Famalicão há muitas

Notícias de Famalicão há muitas. O que me falta é tempo para as comentar. Tentarei logo que possível.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Eleições – Falta de Informação

FALTA DE INFORMAÇÃO – Bem gostaria de conhecer os resultados das eleições da assembleia municipal e nas freguesias do nosso concelho. Tentei ver nos jornais e rádios locais (na net), mas nada encontrei. Pedia-se mais aos dois principais semanários.

CÂMARA MUNICIPAL  A vitória do PSD era esperada. A minha dúvida era saber se a diferença de vereadores seria a mesma (7/4). Parece que será. O PSD/CDS subiu a votação e o PS também, mas a diferença entre ambos é enorme. O PS tem de fazer uma forte reflexão/mudança interna. Não basta escolher um bom candidato. A crise do PS vem de longe.

FREGUESIA – Tenho de confessar a minha surpresa pelo resultado da nova e estranha freguesia denominada União das Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário. Não só o PS apresentava um bom candidato e uma boa equipa, como a escolha da candidata da coligação foi tudo menos normal, ao que consta.

FAMALICÃO  Vila Nova de Famalicão é um caso claro de que as eleições locais não são (pelo menos sempre) eleições nacionais. Todas estas reflexões sobre eleições a merecer mais distanciamento e melhor conhecimento dos resultados.

domingo, 29 de setembro de 2013

Autárquicas 2013

FOTOS  Acompanhei durante algumas semanas o número de fotos dos dois principais candidatos (os outros tiveram muito pouca expressão). Impressionava a diferença. Na última semana antes das eleições voltei a contar de novo e os resultados foram estes:

Jornal de Famalicão: Paulo Cunha – 9; Custódio Oliveira – 3
O Povo Famalicense: Paulo Cunha – 11; Custódio Oliveira – 1
Cidade Hoje: Paulo Cunha – 14; Custódio Oliveira – 3
Opinião Pública: Paulo Cunha – 10; Custódio Oliveira – 5

FREGUESIAS – O facto de não haver grande perturbação neste acto eleitoral quanto à reforma das freguesias não quer dizer que ela tenha sido bem recebida. Julgo que ainda se vai falar muito deste assunto. Há muito disparate nesta fusão feita à pressa e sem critério razoável.

MUDANÇA – Sejam quais forem os resultados, vai haver muita mudança. Que os novos eleitos estejam à altura dos desafios que têm pela frente.

ANMP – Gostaria de ver a Associação Nacional de Municípios a trabalhar em novos moldes. Precisa de uma reforma. Veremos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Isto não se faz!

Não imaginava ser possível publicar com largo destaque o resultado de uma sondagem sobre as eleições para a câmara municipal de Famalicão esta semana (a 4 dias das eleições) com trabalho de campo feito há 3 meses. Foi possível e foi em O Povo Famalicense. Tenho pena e tenho de tirar consequências. Uma delas é óbvia.

domingo, 22 de setembro de 2013

Fórum "Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro"

O Fórum "Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro", organizado pela Associação de Amigos de Famalicão, no dia 16 de Setembro de 2013, na Fundação Cupertino de Miranda, excedeu muito as expectativas dos organizadores. Um bom resumo do que nele ocorreu pode ver-se em Fama TV. Será bom que outras iniciativas sobre assuntos de interesse da nossa terra venham a ter lugar, para bem do nosso concelho.

PALAVRAS INICIAIS

Nesse fórum tive a possibilidade, dada pela Associação de Amigos, de fazer uma breve intervenção inicial da qual transcrevo também breves passagens: "Estamos aqui, na fundação, num 'templo de cultura', como se pode ler logo à entrada em texto escrito pelo fundador. Falar de cultura é, ao mesmo tempo, falar de algo difícil e muito complexo. É muito difícil, desde logo, definir cultura. Podemos, no entanto, sempre com muita cautela, dizer que cultura é o contrário da ignorância. É o conhecimento, o saber. Cultura é o que nos permite perceber o que se passa à nossa volta.

Mas a cultura é um mundo. Podemos falar de cultura musical, cultura cinematográfica, cultura histórica, cultura geográfica, cultura urbanística, cultura económica, cultura religiosa, cultura cívica, cultura social, cultura desportiva e também de cultura política. A cultura política é a que diz respeito ao governo da polis e ao modo de governar, ao bem comum.

Tratar aqui o tema 'Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro' é, neste sentido, um acto de cultura. Implica conhecer Famalicão e falar sobre o que queremos para o futuro da nossa terra. O futuro do nosso concelho está, com efeito, nas nossas mãos. 

Curiosamente, é uma manifestação de ignorância pensar que o futuro da nossa terra está nas mãos dos políticos. Também está. Mas não só! O futuro do nosso concelho está desde logo nas mãos da sua população activa (trabalhadores manuais ou intelectuais, empresários, artistas, criadores e muitos outros). E dos políticos também!

Políticos cultos. Um político culto não precisa de ter um curso superior, mas precisa de estudar e saber. Precisa de conhecer bem o território onde vai exercer funções e conhecer a integração desse território noutros. O território local no território regional, o território regional no nacional e o nacional no território global cada vez mais próximo de nós. Ele precisa de olhar para o futuro e planear.

(…)

Quando se trata de política local ele precisa de: planear e ordenar o território (urbanismo e ordenamento do território). Promover o desenvolvimento económico e ter em conta que a economia está ao serviço das pessoas. Contribuir para uma melhor cidadania, por mais civismo. Lutar pela qualidade de vida. Planear a saúde pública. Defender o ambiente.

(…)

Estamos em tempo de eleições. O tempo de eleições é um tempo curto. O tempo de preparar o futuro de Famalicão é um tempo longo e que não tem intervalos de quatro em quatro anos".

P.S.: Realizam-se no próximo domingo, dia 29, as eleições locais. Eleições para os órgãos do município e para não sei quantas freguesias (até agora eram 49). Quanto ao município, que os famalicenses escolham quem tiver melhor capacidade para rasgar novos horizontes para a nossa terra, pois muito precisa. Quanto às freguesias ditas "agregadas", que escolham quem saiba devolver aos famalicenses o direito de organizar melhor a sua rede de freguesias. Não é assim que se faz uma reforma do nosso território!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Memórias do senhor arcipreste

IMPRENSA LOCAL/ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2013 – O costume no espaço de cada jornal.

JOAQUIM FERNANDES – MEMÓRIAS DO SENHOR ARCIPRESTE – O livro de Artur Sá da Costa e Luís Paulo Rodrigues com o título acima é muito interessante. Tiro dele, ainda sem tempo de uma leitura mais cuidada, alguns breves excertos que têm a ver com a vida cívica de Famalicão. Monsenhor Joaquim Fernandes entrou na paróquia em 6 de Janeiro de 1946, onde se manteve até 1998.

URBE – 1945  Álvaro Marques (com jovens políticos como Abel Folhadela de Macedo e José Casimiro da Silva) tentava "concretizar um grande plano de melhoramentos materiais na urbe de Vila Nova de Famalicão, ao tempo reduzida a meia dúzia de ruas, cercadas de quintas, sem água e saneamento público, sem escolas, uma biblioteca municipal moribunda, a Casa de Camilo decadente, alvo de críticas e do escárnio público" (p. 12).

POPULAÇÃO DE MÕES – "A população de Mões, que era formada maioritariamente por operariados e assalariados, era vista com um certo desdém por parte da população da vila. Ora, eu lutei sempre contra esta clivagem social. Até no toque do sino havia diferença. Se o defunto era de Mões tinha direito a menos badaladas e tocava-se menos (pp. 3738).

NOTÍCIAS DE FAMALICÃO – "É pena que nos primeiros anos do século XXI, que têm sido de crise económica e de incerteza quanto ao futuro, o Notícias de Famalicão tenha suspendido a sua publicação. Acho que o encerramento do jornal foi uma decisão errada" (p. 45).

CAMPO DA FEIRA – "Um grande erro urbanístico no campo da feira. No Notícias de Famalicão, o Padre António Guimarães, enquanto director, lutou quanto pôde contra uma decisão urbanística que estragou para sempre a grande sala de visitas de Vila Nova de Famalicão. (…) Se aquele campo da feira estivesse intacto, com toda aquela profundidade, com todas as suas casas comerciais à volta, teria uma praça (…) que seria um orgulho para todos os famalicenses e certamente um ponto de atracção turística” (pp. 114–115).

INCENDIÁRIOS  Para mim é claro que um pirómano não deve ser condenado a anos de prisão seguidos. Deve ser condenado a estar na prisão ou num barco no meio do mar ou no deserto, no período do Verão, durante um conjunto de anos adequado à gravidade do crime. Em vez de cumprir 5 anos de prisão seguidos cumpria 5 anos de prisão repartidos por 15 anos com prisão (ou outra medida equivalente) de 4 meses por cada ano em tempo de incêndios.

AVENIDAS  Uma melhor atenção às avenidas referidas na última semana incluía a Av. 9 de Julho, que, tendo início no Marco, liga com a Av. Carlos Bacelar na Rotunda de Santo António e tinha em atenção a necessidade de resolver a travessia daquela artéria junto de Santo Adrião e do Talvai, protegendo, nomeadamente, os peões. Por sua vez, deveriam ser consideradas travessias subterrâneas para o Parque de Sinçães, ligando-o ao resto da cidade, na Av. Carlos Bacelar.

ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DE VILA NOVA DE FAMALICÃO – A realização de um fórum, pela Associação de Amigos da nossa terra, intitulado "Vila Nova de Famalicão: Planear o Futuro", na próxima segunda-feira, pelas 21h, vai pôr à prova o interesse dos famalicenses pelos problemas da terra. Trata-se de saber que futuro se está a preparar para o nosso concelho. Problemas não faltam. Estudo e boas ideias precisam-se. Capacidade de as concretizar ainda mais. Como disse o Monsenhor Joaquim Fernandes na apresentação do livro na passada sexta-feira, sem uma boa equipa não é possível fazer boas coisas.

(Em O Povo Famalicense, 09/09/13)