sexta-feira, 8 de abril de 2016

Informação sonora da CP

Ontem, dia 07/04/16, cheguei à estação ferroviária de Vila Nova de Famalicão antes das 9h para entrar no comboio suburbano das 9h02 para Porto–Campanhã.

Uma informação sonora deu indicação de que o comboio estava atrasado 10 minutos. Entrei na estação e enquanto conversava com o segurança, olhando para a linha, entrou um comboio regional em direcção ao Porto e depois um comboio sem paragem.

Tinham já passado mais de 10 minutos sem nenhuma informação sonora sobre o suburbano e sem ver o comboio. Alguém disse que já tinha passado, o que nos surpreendeu. Efectivamente, estava já anunciado no visor o comboio das 10h02, razão pela qual tive de ir para o Porto de automóvel. Algo ocorreu que não deveria ter ocorrido. As informações sonoras estão longe de ser completas e fiáveis.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Associação Comboios XXI

A Associação Comboios XXI está a acompanhar os trabalhos em curso, junto da estação ferroviária. Deseja-se que, não só a mobilidade de passageiros, mas também o estacionamento de veículos, sejam devidamente considerados. A situação actual deixa muito desejar, com dificuldades de trânsito e de estacionamento e pouca atenção à ligação com o centro da cidade, bem como com a estação rodoviária.

Urbanismo activo

A câmara municipal de Vila Nova de Famalicão parece estar a desenvolver uma política de regeneração urbana, começando por fazer pequenas intervenções, com o objectivo de impedir a degradação e mesmo a queda de alguns edifícios no centro da cidade.

Assim sucedeu com o prédio conhecido por Prédio dos Sete Velhos, junto à antiga Íris, no entroncamento da Avenida 25 de Abril com a rua Adriano Pinto Basto.

O prédio, que ameaçava ruir depois do incêndio ocorrido há alguns anos, está agora devidamente coberto com telhado e as paredes consolidadas. Estas obras foram coercivamente realizadas pela câmara municipal, dada a inércia de quem tem a propriedade, sendo-lhes apresentada, naturalmente, a conta. Trata-se de uma política que é de aplaudir, embora se espere sobre esta intervenção uma informação mais detalhada.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Estação ferroviária – estacionamento – acesso

Para quando o novo arranjo junto da estação ferroviária de Vila Nova de Famalicão? O parque de estacionamento junto do cais está quase sempre cheio e os automóveis ocupam todas as ruas vizinhas da estação. É preciso encontrar urgentemente uma boa solução de estacionamento e de acesso à estação.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Estação e bus

É necessário haver uma ligação regular entre o centro da cidade de Famalicão (estação de camionagem como ponto de partida) e a estação que era da CP e agora é da REFER. São quase dois quilómetros.

Importa também melhorar a circulação e o estacionamento junto desta. Estão a decorrer neste momento obras. Poderemos ter uma informação mais completa sobre o que se pretende? Não basta uma intervenção minimalista e importa ter em conta o serviço de táxis.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Imprensa, oposição e democracia local

Os vereadores do Partido Socialista da câmara municipal de Vila Nova de Famalicão propuseram, em reunião deste órgão, que em cada edição do Boletim Municipal fosse concedido um "espaço não inferior a duas páginas para divulgação da actividade municipal dos vereadores do Partido Socialista, sendo o respectivo conteúdo da sua inteira responsabilidade".

A maioria da câmara municipal rejeitou esta proposta. Fez bem? Adiantemos desde já que se fosse em França esta questão nem se colocava. Desde 2002 existe uma lei que estabelece que nos municípios de mais de 3.500 habitantes (em França há muitos micro-municípios, como sabemos), quando o município difunde, sob qualquer forma que seja, um boletim de informação geral sobre as realizações e a gestão municipal, é reservado um espaço para a expressão dos eleitos que não pertencem à maioria. Repare-se que estão abrangidos por esta lei (integrada no Código Geral das Autarquias Locais de França) não só os boletins municipais impressos como os digitais e sobre esta matéria há abundante jurisprudência e doutrina. É a democracia local a funcionar. 

Uma lei destas deveria vigorar entre nós e só não vigora porque a democracia vai-se consolidando passo a passo e tem o seu caminho a percorrer. É de louvar, pois, a atitude de alguns municípios portugueses que se antecipam à lei e já põem em prática este modo de proceder.

Os vereadores famalicenses basearam-se no exemplo do Porto e, na verdade, este importante município está a pôr a democracia local em prática ao reservar, para todos os partidos representados na assembleia municipal, 2 (duas) das 24 páginas de uma publicação regular que edita e distribui com o nome da marca da cidade, Porto.. Aliás, o Porto ampliou este direito aos partidos representados na assembleia municipal porque havia um partido que apenas estava representado neste órgão e não na câmara. 

Outros municípios há certamente que seguem esta boa prática de dar voz à oposição. Conhecemos um deles, que é o município de Valongo, mas gostaríamos de tomar conhecimento de outros. Quem terá esta informação? 

P.S.: Realiza-se este fim-de-semana, em Famalicão, um I Encontro da Imprensa Regional 2015. Vale a pena estar atento. Precisamos de uma imprensa regional isenta, plural e forte e isso não é fácil, pois não? Leia-se a este propósito a excelente entrevista do Dr. Paulo Ferreira ao semanário Cidade Hoje de 8 de Outubro. 

(Em Diário do Minho)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Alguns apontamentos sobre comboios

FALTA DE INFORMAÇÃO – Na estação de São Bento, no Porto, há uma confusão inaceitável nas partidas dos comboios. Na mesma linha há, frequentemente, por falta de espaço, dois comboios juntos, um que avança (o da frente, claro) e outro que fica. Muitas pessoas não se apercebem disso. Passageiros menos habituados entram no comboio errado por falta de uma indicação precisa. É inadmissível! Os responsáveis esquecem que muitos passageiros são ocasionais (frequentemente estrangeiros) e não conhecem estes pormenores.

BRAGATRAVAGEM – Ao contrário do que diz a CP, não há comboios urbanos rápidos entre Braga e Porto. Apenas há comboios rápidos entre Braga e Travagem (um apeadeiro situado antes de Ermesinde). Entre a Travagem e São Bento (e vice-versa) todos os comboios são lentos, ponto final. Admira-me que os municípios de Braga, Famalicão, Trofa e Porto aceitem esta situação como algo normal. A estação da Trofa é um luxo ao lado das estações de Famalicão e Nine. Aquela tem elevadores, escadas rolantes e outras comodidades. Nine e Famalicão nem elevadores para pessoas de mobilidade reduzida possuem. Os responsáveis do município de Vila Nova de Famalicão estavam a dormir enquanto a REFER ia projectando estas estações. E no que toca a Famalicão, o estacionamento de veículos e a falta de ligação ao centro da cidade deviam ser motivo de vergonha.

FUNDOS COMUNITÁRIOS – Li (julgo que no jornal Público, em artigo de Carlos Cipriano) e não vi desmentido que os fundos comunitários que estão a chegar a Portugal não vão ser utilizados de modo significativo nos comboios. Apenas uma ínfima parte lhes está reservada. Estamos a falar de 25.000 milhões de euros até 2020 (11 milhões de euros por dia!). É lamentável este abandono do transporte ferroviário.

LISBOAMADRID  Entretanto, está previsto, ao que parece, fazer a ligação entre Lisboa e Madrid em pouco mais de 5 horas. Houve há dias uma reunião de responsáveis dos caminhos de ferro portugueses e espanhóis e fizeram essa promessa. Será necessário, para isso, melhorar, desde logo, a linha da Beira Alta. Esta ligação com Madrid poderia ser feita, se tivéssemos linhas ferroviárias modernas do lado português, em menos de 3 horas – bastando para tal uma média de 200 km/hora. E se a ligação com Espanha se fizesse (como agora se faz) ao nível de Coimbra, então também o Porto estaria a menos de 3 horas de Madrid. Para quem não sabe, actualmente, a viagem entre Lisboa e Madrid demora mais de 10 horas!

(Em Diário do Minho)