quinta-feira, 16 de junho de 2016

Orfeão Famalicense: 100 anos

A minha comemoração mais viva do dia 10 de Junho de 2016 foi a presença no concerto de música coral comemorativo dos 100 anos do Orfeão Famalicense, que ocorreu no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão com larga presença de público. Foi um acto pleno de significado e nele foi apresentado o CD "100 Anos, 100 Vozes", contendo as peças que ali foram interpretadas. Foi bonito ver, na parte final, cem vozes em palco. 

Do Orfeão Famalicense tomei conhecimento, ainda muito novo, pela voz do meu avô paterno (António Oliveira), que foi orfeonista e me relatou uma ida à Póvoa de Varzim, no princípio do século XX, na 1.ª fase da vida do Orfeão, que constituiu um êxito. Recordava, especialmente, o momento em que foi interpretado o "Montanhês", uma peça musical que foi muito aplaudida e de que não se conserva memória entre nós. É de notar que o Orfeão Famalicense teve, ao longo da sua vida, três fases: uma inicial muito curta (1916-1918), outra também curta (1926-1928) e depois uma fase que começou em 1957 e perdura até hoje (quase 50 anos).

Esta última fase de actividade continuada tem levado o Orfeão a elevados patamares de qualidade, o que deve ser devidamente realçado. Importa elaborar, quanto antes, um opúsculo, por simples que seja, que conte a história do Orfeão e lembre as pessoas e os momentos mais significativos da sua vida. Este opúsculo deveria ser o primeiro passo para uma posterior publicação mais detalhada a fazer oportunamente. Famalicão tem no seu Orfeão natural orgulho e importa que os 100 anos sejam não só um tempo de júbilo, mas também de reflexão e de acção com vista ao futuro.

P.S.: O mês que estamos a viver e que vai entrar por Julho dentro está cheio de futebol. Perdemo-nos no que é secundário. Tudo tem o seu lugar, mas mal vai um país que se entusiasma mais com o futebol do que, por exemplo, com a música! (Escrito depois de ouvir também o Grupo Coral Alma de Coimbra, no dia 14 de Junho, no Porto, na Casa da Música).

(Em Diário do Minho)

domingo, 8 de maio de 2016

Amândio Oliveira Carvalho – Um Ilustre Famalicense

Faleceu há alguns dias Amândio Oliveira Carvalho, que gostaria de evocar aqui na qualidade de famalicense ilustre, deixando de lado, porque já devidamente referidas, as qualidades de grande empresário e de generoso benfeitor de muitas instituições de utilidade pública.

Amândio Carvalho, que nasceu em Requião e passou a maior  parte da sua vida em Cavalões, gostava muito de Vila Nova de Famalicão. E esse gostar manifestava-se não só na pertença activa em instituições famalicenses – e lembro, entre várias outras, os Bombeiros Voluntários Famalicenses e a Fundação Cupertino de Miranda –, como na atenção aos problemas da terra.

Tinha uma visão larga do que poderia e deveria ser o município de Vila Nova de Famalicão e chegou mesmo a candidatar-se a presidente da câmara municipal em 1993. Seria interessante ter presente o programa que apresentou na altura, mas infelizmente não o tenho aqui ao meu alcance. Tenho sim as numerosas conversas que com ele travei sobre Famalicão e em todas elas havia uma nota distintiva. Era possível fazer mais e melhor por Famalicão e ele ficava sempre com pena de que não houvesse engenho e ambição política para tal. 

Espero ter a possibilidade de dizer algo mais a este propósito.

Sol nas Cruzes, Chuva na Feira de Famalicão

Vila Nova de Famalicão tem duas grandes feiras anuais. A Feira de 8 de maio, que este ano coincide com um domingo, e a feira de 29 de Setembro, a Feira de São Miguel.

A  feira de 8 de maio tinha descido para segundo plano, mas, felizmente, desde há alguns anos, tem-lhe sido dada a atenção devida. Sobre esta feira, uma preocupação grande é, como é natural, o estado do tempo e é ditado antigo dizer-se: Sol nas cruzes, chuva na Feira Grande. Sol nas Cruzes é bom tempo nas Festas das Cruzes em Barcelos que decorrem uma semana antes e incluem igualmente uma grande feira.

Este ano o ditado confirma-se: as Festas das Cruzes tiveram um tempo excelente e passados oito dias a chuva está bem presente na Feira Grande de Famalicão, pelo menos logo no início desta manhã.
Salve-se, ao menos, podermos dizer que o ditado tem razão de ser e o clima não mudou, ao que parece, tanto assim.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Informação sonora da CP

Ontem, dia 07/04/16, cheguei à estação ferroviária de Vila Nova de Famalicão antes das 9h para entrar no comboio suburbano das 9h02 para Porto–Campanhã.

Uma informação sonora deu indicação de que o comboio estava atrasado 10 minutos. Entrei na estação e enquanto conversava com o segurança, olhando para a linha, entrou um comboio regional em direcção ao Porto e depois um comboio sem paragem.

Tinham já passado mais de 10 minutos sem nenhuma informação sonora sobre o suburbano e sem ver o comboio. Alguém disse que já tinha passado, o que nos surpreendeu. Efectivamente, estava já anunciado no visor o comboio das 10h02, razão pela qual tive de ir para o Porto de automóvel. Algo ocorreu que não deveria ter ocorrido. As informações sonoras estão longe de ser completas e fiáveis.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Associação Comboios XXI

A Associação Comboios XXI está a acompanhar os trabalhos em curso, junto da estação ferroviária. Deseja-se que, não só a mobilidade de passageiros, mas também o estacionamento de veículos, sejam devidamente considerados. A situação actual deixa muito desejar, com dificuldades de trânsito e de estacionamento e pouca atenção à ligação com o centro da cidade, bem como com a estação rodoviária.

Urbanismo activo

A câmara municipal de Vila Nova de Famalicão parece estar a desenvolver uma política de regeneração urbana, começando por fazer pequenas intervenções, com o objectivo de impedir a degradação e mesmo a queda de alguns edifícios no centro da cidade.

Assim sucedeu com o prédio conhecido por Prédio dos Sete Velhos, junto à antiga Íris, no entroncamento da Avenida 25 de Abril com a rua Adriano Pinto Basto.

O prédio, que ameaçava ruir depois do incêndio ocorrido há alguns anos, está agora devidamente coberto com telhado e as paredes consolidadas. Estas obras foram coercivamente realizadas pela câmara municipal, dada a inércia de quem tem a propriedade, sendo-lhes apresentada, naturalmente, a conta. Trata-se de uma política que é de aplaudir, embora se espere sobre esta intervenção uma informação mais detalhada.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Estação ferroviária – estacionamento – acesso

Para quando o novo arranjo junto da estação ferroviária de Vila Nova de Famalicão? O parque de estacionamento junto do cais está quase sempre cheio e os automóveis ocupam todas as ruas vizinhas da estação. É preciso encontrar urgentemente uma boa solução de estacionamento e de acesso à estação.