sábado, 25 de fevereiro de 2017
Feira de produtos biológicos
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Famalicão: nem rasgo, nem brio!
O que separa, pelo contrário, estas cidades? A história. Braga, Guimarães e Barcelos são cidades de muitos séculos, com uma história muito rica, nomeadamente em monumentos. Famalicão apenas surge como uma vila digna desse nome no século XIX. Tornou-se um município com a actual configuração e cidade apenas em fins do século XX (1985).
Pior ainda. Agora, que a recente demolição de um prédio e subsequente derrocada de uma farmácia que ficam junto do hotel faziam esperar uma intervenção global, de nada se ouve falar. Escrevia há pouco tempo que a derrocada da farmácia, que foi notícia a nível nacional, deveria ser uma oportunidade para fazer algo sério no centro histórico de Famalicão e que nos dias ou semanas seguintes logo se veria. Já se está a ver.
Do que se ouve falar, pasme-se, é da instalação da farmácia num contentor numa praça pública. Se assim for, perde a farmácia (as farmácias não são para colocar em contentores), perde a praça (o espaço público não é para isso) e perde a cidade. Dirão que é uma solução provisória. Todos sabemos como são essas tacanhas soluções provisórias.
sábado, 8 de outubro de 2016
O Voltas (Ida e Volta)
Gostaria muito que constituísse um sucesso, mas ele precisa para isso de ter uma boa e rápida ligação entre a estação ferroviária, o centro da cidade e a estação rodoviária e não estou certo que a tenha.
P.S.: Fico muito contente por saber que o meu concelho vai acolher generosamente centenas de refugiados. É um dever que temos, pois são o nosso próximo. Quando perdermos essa crença, está perdido o essencial da nossa fé e mesmo da nossa civilização.
(Em Diário do Minho)
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
O centro do centro de Famalicão
O Hotel Garantia já deixou de ser hotel há mais 40 anos (em que ano fechou as portas?) e o edifício da antiga Caixa Geral de Depósitos (quando deixou de lá funcionar este banco?) serve, desde há muitos anos, apenas para colocar anúncios fúnebres. Tem-se salvo o edifício que foi da Ourivesaria Cunha e que, depois de um longo período com um stand de automóveis, tem hoje uma utilização mais condigna.
Em vez disso, acabou há poucas semanas de se operar a demolição do prédio que foi da Confeitaria Vieira de Castro (onde morou e trabalhou um dos grandes industriais famalicenses do século XX) e anuncia-se agora, em vez dele, um prédio com cércea superior à do hotel (5 pisos, sendo 4 acima da cota de soleira) que provoca muitas perguntas.
Não houve ali até há pouco tempo um anúncio para uma obra bem diferente? A que título fazer ali um prédio de 5 pisos sem um adequado enquadramento urbanístico devidamente publicitado? Expliquem-nos bem o que se vai fazer naquela zona da cidade (diz-se que pertence tudo ou praticamente tudo ao mesmo dono) ou se se trata apenas de mais uma inadequada e desastrada intervenção isolada. Para responder a estas e outras perguntas é preciso tempo e boa vontade da câmara e dos serviços de urbanismo. Tempo tenho muito pouco. Boa vontade da câmara e dos serviços conto com ela.
P.S.: A fusão da freguesia de Vila Nova de Famalicão com a de Calendário foi um erro. O que tem sido feito para lhe pôr cobro? Quando telefono para a antiga freguesia de Famalicão remetem-me frequentemente (assuntos mais delicados) para Calendário, que pouco liga. Ficamos vassalos.
(Em Opinião Pública)quinta-feira, 16 de junho de 2016
Orfeão Famalicense: 100 anos
Do Orfeão Famalicense tomei conhecimento, ainda muito novo, pela voz do meu avô paterno (António Oliveira), que foi orfeonista e me relatou uma ida à Póvoa de Varzim, no princípio do século XX, na 1.ª fase da vida do Orfeão, que constituiu um êxito. Recordava, especialmente, o momento em que foi interpretado o "Montanhês", uma peça musical que foi muito aplaudida e de que não se conserva memória entre nós. É de notar que o Orfeão Famalicense teve, ao longo da sua vida, três fases: uma inicial muito curta (1916-1918), outra também curta (1926-1928) e depois uma fase que começou em 1957 e perdura até hoje (quase 50 anos).
P.S.: O mês que estamos a viver e que vai entrar por Julho dentro está cheio de futebol. Perdemo-nos no que é secundário. Tudo tem o seu lugar, mas mal vai um país que se entusiasma mais com o futebol do que, por exemplo, com a música! (Escrito depois de ouvir também o Grupo Coral Alma de Coimbra, no dia 14 de Junho, no Porto, na Casa da Música).
(Em Diário do Minho)
domingo, 8 de maio de 2016
Amândio Oliveira Carvalho – Um Ilustre Famalicense
Amândio Carvalho, que nasceu em Requião e passou a maior parte da sua vida em Cavalões, gostava muito de Vila Nova de Famalicão. E esse gostar manifestava-se não só na pertença activa em instituições famalicenses – e lembro, entre várias outras, os Bombeiros Voluntários Famalicenses e a Fundação Cupertino de Miranda –, como na atenção aos problemas da terra.
Espero ter a possibilidade de dizer algo mais a este propósito.
Sol nas Cruzes, Chuva na Feira de Famalicão
A feira de 8 de maio tinha descido para segundo plano, mas, felizmente, desde há alguns anos, tem-lhe sido dada a atenção devida. Sobre esta feira, uma preocupação grande é, como é natural, o estado do tempo e é ditado antigo dizer-se: Sol nas cruzes, chuva na Feira Grande. Sol nas Cruzes é bom tempo nas Festas das Cruzes em Barcelos que decorrem uma semana antes e incluem igualmente uma grande feira.