O tempo continua a escassear e, por isso, este contributo não completa o que pretendo dizer sobre este assunto. Terminava o texto da semana passada dizendo que ainda "nem sequer se começou a contar a história concreta do parque e dos negócios que giram à volta dele".
17.º – Deve dizer-se, antes de mais, para que fique claro, que tais negócios urbanísticos constam de contratos conhecidos e que, aliás, deveriam, a meu ver, estar anexos ao projecto de Plano dada a sua importância para a compreensão deste.
19.º – Esta câmara, que tem tido o cuidado de fazer uma gestão financeira cautelosa (é um dos seus activos), quer fazer o Parque da Cidade com pouco dinheiro.
21.º – Chegou junto de entidades particulares (e também do CITEVE?) donas de terrenos e propôs em termos gerais o seguinte: cedam-me os vossos terrenos para o parque e eu dou-vos capacidade de construção à volta do parque. Os vossos terrenos valem pouco, pois encontram-se em espaço não destinado a urbanização ou a escassa urbanização, mas eu dou uma volta a isso.
23.º – Os particulares aceitaram porque efectivamente ganhavam com este negócio (estávamos antes da crise de 2008), mas, à cautela, exigiram a inclusão de uma cláusula no contrato nos termos da qual se não fosse concedida, a tal capacidade construtiva contratualizada, por impossibilidade legal ou outra, a câmara daria uns tantos euros por metro quadrado.
(Continua)
(Em O Povo Famalicense, edição de 24 a 30/01/12)
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