RENOVAÇÃO E OUTROS ASSUNTOS
Sempre os mesmos?
Choca verificar que a opinião não circula, como devia, na nossa imprensa local. São praticamente sempre os mesmos (estou incluído) que exprimem opinião sobre os nossos problemas locais. Que andam a fazer os 99 membros da Assembleia Municipal? E os 10 vereadores da câmara? Tudo sem esquecer os responsáveis das forças políticas com significado no concelho e em geral todos aqueles que gostam do nosso concelho. É fácil dizer mal e criticar tudo e todos. Custa mais – dá, desde logo, trabalho - exprimir publicamente o que se pensa sobre os problemas da nossa terra. Não é razoável criticar, neste aspecto, a imprensa local. Temos, só na sede do concelho, 4 jornais e todos eles se mostram abertos à livre expressão de opinião. De que se está à espera?
PLANO DE URBANIZAÇÃO DA DEVESA
A falta de atenção pelos problemas da terra expressa na imprensa nota-se, por exemplo, no caso do Plano de Urbanização da Devesa. Não fora o texto de Raul Tavares Bastos e sobre isso praticamente ninguém escreveria no período de discussão pública. Veja-se: decorre um prazo para o debate público deste plano de urbanização e ninguém exprime opinião.
Mas não haverá mesmo nada a dizer sobre este plano? Não é de estranhar que um município como o nosso que nunca até agora tem mostrado interesse em planear devidamente o crescimento da cidade e do concelho, com grave prejuízo para ambos, esteja agora preocupado em elaborar rapidamente um plano de urbanização?
Não fica a sensação de que este plano só existe porque sem ele não vêm dinheiros da União Europeia e eles fazem muita falta?
E também ninguém terá reparado que parece haver aqui a ideia de fazer zona verde (parque da cidade), enchendo de prédios a área a este destinada?
E que se procura aumentar a capacidade construtiva naquela área para pagar os terrenos que não se pagaram?
A oposição local existe? Se existe, anda a dormir ou está de acordo?
ANO DIFÍCIL
Não parece aos leitores que, sendo o ano que agora começa um ano muito difícil, deveria haver na câmara uma espécie de “gabinete de crise” atento aos problemas mais graves dos famalicenses para os minorar?
Seria um gabinete que não deveria apenas cuidar de dar assistência a quem precisa , deveria também ajudar a impulsionar, dentro do possível, a vida económica local ( agricultura, comércio, indústria e serviços). Quem pensa que não há nada a fazer neste âmbito, pensa mal. Basta pensar um pouco.
Numa altura destas, todos devemos estar unidos e a trabalhar no mesmo sentido.
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