quarta-feira, 29 de novembro de 2023

1.500.000 € em festas citadinas

1.500.000€ – O nosso município vai gastar este ano de 2023 mais de 1.500.000€ em festas no centro da cidade. Cerca de 800.000€ foram para as Festas Antoninas (o maior orçamento de sempre, vangloriou-se a câmara); 400.000€ foram para a Feira de Artesanato e Gastronomia (igual vanglória); e 350.000€ acabam de ser anunciados como orçamento para as Festas de Natal em curso. Isto não choca a maioria dos famalicenses? Não haverá outras prioridades? Assunto a merecer atenção mais detalhada.

CRUMP – Custa ver as ruínas da fábrica da CRUMP à saída de Famalicão para a Trofa, em frente do excelente Restaurante Torres. Em vez de se recuperar aquele enorme edifício anda-se a construir por todo o lado e, provavelmente onde não se devia, novos pavilhões, novas fábricas. A câmara municipal não pode fazer nada? Não pode mesmo?

ENIF – Não se compreende a razão pela qual os largos painéis da Enif colocados em locais centrais da cidade apenas dão publicidade. Eles deveriam dar regularmente informações úteis, tais como: farmácias de serviço, reuniões públicas da assembleia e da câmara (para fomentar a participação do público), festas e romarias do concelho, espectáculos culturais, palestras, desporto, etc. Depois de um anúncio deveria vir, logo a seguir, essa informação. Se assim fosse, estamos certos de que não só beneficiariam os famalicenses como os difusores de publicidade, pois haveria maior atenção dada aos painéis. Está claro que isso obrigaria a mais trabalho, mas não era por aí que haveria problemas, julgo. A Câmara, aliás, não pensou nisso na altura devida? Já agora: quanto paga a Enif pela colocação desses painéis em lugares públicos?

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE BRAGA – Soube que no vizinho município de Braga a intervenção do público nas sessões da assembleia municipal ocorre no início da sessão. A razão invocada publicamente pela respectiva presidente, Dr.ª Hortense Santos, é clara: não tem sentido que se obrigue os munícipes a esperar pelo fim da reunião, muitas vezes já depois da meia-noite, para intervir. Os bons exemplos devem ser seguidos.

FLORESTAR BRAGA – Li no Diário do Minho do dia 24/11/23 que o município tem um programa denominado Florestar Braga para promover a plantação de 1.500 árvores de espécies autóctones. Em Famalicão deveríamos ter um programa de florestação muito mais ambicioso. Temos algum?

CEDROS – Cresceram muito os cedros plantados no cemitério municipal, com efeitos muito prejudiciais, pois as raízes estão a danificar os jazigos de mármore e de outros materiais que lhe ficam próximos. As árvores nos cemitérios devem existir, mas adaptadas ao local e devidamente tratadas. As reclamações quanto aos cedros são muitas e antigas, mas a câmara municipal não lhes tem dado a devida atenção.

ORÇAMENTO MUNICIPAL 2024 – Na passada segunda-feira, dia 27/11/23, decorreu uma sessão extraordinária da câmara municipal para aprovação da proposta de orçamento e plano de actividades para 2024 no valor de cerca de 163 milhões de euros. Estava prevista uma hora para a discussão e aprovação deste assunto. Uma hora? Se lá estivesse como vereador levantava-me e vinha embora. Isto é gozar com quem leva a sério a democracia!

ESTÁDIO MUNICIPAL – Receio muito que a câmara municipal feche os olhos à abertura de mais superfícies comerciais, se entusiasme com o novo estádio e nem queira ouvir falar de um hospital, à altura da necessidade dos famalicenses, que tão necessário é.

(Em Opinião Pública, 29/11/23)

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