PRESTAÇÃO DE CONTAS – Importa ter bem presente que os eleitos agora empossados são representantes de todos os famalicenses (de todos e não apenas daqueles que neles votaram) e, como representantes que são, não são donos do poder que exercem. Donos continuam a ser os famalicenses e os eleitos (os membros da câmara e da assembleia) estão ao seu serviço e têm o dever de lhes prestar contas do modo como exercem o poder que lhes foi conferido. Prestar contas ao longo do mandato e não só no fim, como alguns pensam, erradamente. Prestar contas é, desde logo, e como as duas palavras dizem, informar os famalicenses, sempre que estes o requeiram, sobre a forma como estão a exercer o mandato que lhes foi conferido (o que estão ou não a fazer e o modo como o fazem). A democracia assim o exige e também por isso não há outro regime que se lhe compare.
CRÍTICA – Em democracia há liberdade de crítica. Criticar é não só um direito, mas também um dever, pois tem o dever de criticar quem entende que os seus representantes, num ou noutro assunto, actuam mal.
PARQUE DE GAVIÃO – Com o nome indevido de Parque Sinçães Norte decorrem trabalhos no mini-parque verde de Gavião, ladeado a nascente pelo Bairro Cardeal Cerejeira, a poente pelos "pavilhões" do LIDL e do Continente, a norte por um prédio que torna ainda mais pequeno o pequeno parque e a sul por prédio construído sobre o curso de água que atravessa o parque de norte para sul. Tem lá a indicação de que é uma obra a cargo do município com o custo de cerca de 2 milhões de euros. Tanto dinheiro para um parque tão pequeno! E quanto tempo vai demorar a ser feito? Lá nada diz e devia.
CENTRO DA CIDADE À NOITE – À noite, mesmo no Verão e em noites aprazíveis, o centro urbano da cidade é um deserto. Contam-se pelos dedos as pessoas que nele circulam a partir das 21h. Aliás, também estão fechados, desde muito cedo, os poucos estabelecimentos que poderiam atrair gente. Não houve articulação entre a "renovação" do centro urbano e o comércio daquela zona.
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA – Causa dó ver o estado da nossa estação ferroviária. Aquilo que poderia ser algo ao nível da Estação da Trofa ou de Braga ficou ao nível de Nine e mesmo Ermesinde, tendo esta a seu favor escadas rolantes. Nós não temos escadas rolantes nem elevadores especialmente para pessoas com mobilidade reduzida (que têm um longo caminho a percorrer para chegar à linha pretendida) e temos miseráveis parques de estacionamento. Aquele que foi prometido no lado esquerdo da estação, com capacidade para 300 automóveis, coberto e com ligação subterrânea directa à estação, lá está ao ar livre, albergando pouco mais de 100 automóveis e obrigando as pessoas a uma subida íngreme para chegar à rua e depois à estação. Existem ainda, adjacentes a esta, três pequenos parques, costumando o maior deles e mais bem situado (lado sul da estação), com capacidade para pouco mais de 40 automóveis, estar maltratado porque sujo e ocupado por quem não devia, com a complacência da câmara e da IP (Infraestruturas de Portugal).
MINERVA – Parece que estão a decorrer obras para segurar a fachada, pelo menos a fachada, do edifício da histórica Tipografia Minerva (junto da Matriz Velha, na saída para Calendário) que ameaça ruir. Tentei obter informação junto da câmara, mas sem êxito. Obter informação da câmara é complicado.
MUDANÇA DA HORA – Entrou a hora de Inverno e é minha opinião que esta hora deve manter-se todo o ano, acabando com as duas mudanças de hora anuais. Esta é a melhor hora para o Inverno e para o Verão também serve. Até quando? É obrigatório ler a "Carta ao Director" publicada no jornal Opinião Pública (29/10/25) com o título "Até quando?2, subscrita por oito militantes do Partido Socialista onde pode ler-se, entre outras, a seguinte passagem: "As eleições autárquicas de 2025 foram uma oportunidade histórica e desperdiçada". O PS, pelo que se vê, está vivo e isso é bom para o nosso concelho.
(Em Jornal de Famalicão, 30/10/25)