quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Porque não elogio a câmara

ELOGIO DA CÂMARA Não elogio a câmara municipal porque ela não precisa de elogios. Tem a sua máquina de informação e propaganda bem montada e dos seus feitos dão conta os jornais locais, regionais e até nacionais. E não só…

PÁGINA OFICIAL – Um dos meios mais eficazes de publicidade e propaganda da câmara municipal é a página oficial que deveria ser do município, mas é apenas da câmara e cheia de coisas boas que ela faz. A oposição nem lá tem lugar e devia ter. Em França, como temos dito repetidamente, uma página destas é proibida, por não dar espaço à oposição.

ESCRUTÍNIO – Do que a câmara precisa é de escrutínio e disso me vou encarregando, dentro dos meus limites. Ao fazer a crítica também estou a contribuir para o bom governo do município, pois as críticas acertadas serão certamente tomadas em conta (serão?) e as que não forem aceites, por diferença de opinião ou outro motivo, ficarão registadas e, depois, o tempo dirá quem tem razão. Tenho a humildade de saber que ao criticar nem sempre tenho razão, embora muitas vezes tal suceda por não ter a informação correcta. E quanto à informação de que se precisa para escrever, a câmara é perita em escondê-la. Os jornalistas que o digam…

CABOS ATADOS ÀS PAREDES OU A VOAR – Muitas pessoas não reparam, mas quem estiver atento verifica que estão agarrados às paredes dos prédios da urbe, a uma altura de à volta de dois metros, feixes de cabos da mais variada espécie (telefónicos, operadoras de telemóveis, eléctricos e talvez outros), boa parte deles inactivos. É feio e nunca deveriam estar ali. Para isso devem existir canais subterrâneos (por baixo dos passeios ou pavimentos) devidamente arranjados. Acresce que há também feixes desses nos quintais dos prédios de certas ruas e também aí desfeiam e podem causar prejuízos. Desde há muito que tenho criticado a inacção da câmara.

CABOS NO CENTRO URBANO – Vejo agora pela imprensa local e até regional (por exemplo, o jornal O Minho) que a câmara emitiu um comunicado, informando que vão ser retirados esses cabos do centro urbano para os colocar (os que estiverem activos) em infraestruturas subterrâneas. Ainda bem! Só que fica uma pergunta: porque não foram retirados esses cabos quando se levantou todo o pavimento da Praça D. Maria II e Mouzinho de Albuquerque para fazer o arranjo artístico do centro urbano que custou milhões de euros? Não era a altura apropriada e não ficaria muito mais barato? E só vai retirar nesses lugares? Veja-se a Rua Adriano Pinto Basto, entre outras.

CHEIRO NAUSEABUNDO – Um famalicense chamou-me a atenção para o seguinte facto: na quarta-feira, dia 26 de Novembro de 2025, da parte de tarde, na urbanização do Vinhal, o ribeiro que ali passa no sentido poente-nascente (vindo de Brufe) deitou um cheiro nauseabundo, durante horas, proveniente de restos de uma qualquer pocilga. E perguntava: os guarda-rios que andam a fazer? Moradores daquela zona testemunham que estas situações se repetem frequentemente e têm pena, pois aquela linha de água tem vida e peixes.

LUÍS VALES – Ao novo conselho de administração da União Local de Saúde do Médio Ave, que inclui o Hospital São João de Deus, desejamos, como é óbvio, um bom exercício do mandato, pois será bom não só para o novo conselho, liderado pelo Dr. Luís Vales, como para nós. E insistimos em querer ouvir a sua opinião sobre o futuro do Hospital São João de Deus. Os famalicenses devem-lhe muito, querem honrar a memória e a visão de quem o ergueu e desejam-no bem ampliado e apetrechado. Tem espaço para tal, quer seu, quer à sua volta disponível.

IRIS – O edifício da IRIS pertence à história da nossa cidade. Precisamos de valorizar aquele local bem central e o melhor seria que desse lugar a um bom restaurante, recordando o de enorme qualidade que ali existiu com aquele nome. Temos bons restaurantes na cidade e arredores tão mal instalados! O resto do prédio, o que fica mais dentro da Avenida 25 de Abril, bem poderá enriquecer a habitação e algum comércio na cidade.

HELENA FREITAS – A imprensa local deu o devido relevo – e bem – à atribuição do Grande Prémio Ciência Viva 2025 à famalicense Helena Freitas, bióloga e Professora Catedrática da Universidade de Coimbra. O Jornal de Famalicão foi bem exemplo disso. Estamos todos de parabéns!

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