sexta-feira, 10 de abril de 2026

Páscoa e Primavera

PÁSCOA DO CONSUMO – A  Páscoa é um tempo espiritualmente forte que revive todos os anos o julgamento, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. No entanto, transformamos a Páscoa num tempo de férias e de consumo desmesurado que atinge um momento alto no almoço do próprio domingo de Páscoa. A Páscoa não é isto, mas tornou-se nisto. 

TAXA DE PLÁSTICO – A taxa sobre os sacos de plástico foi introduzida a 15 de Fevereiro de 2015 pelo famalicense Jorge Moreira da Silva, então ministro do Ambiente, que fixou o valor de 10 cêntimos (8 cêntimos + IVA) por saco leve, com o objetivo de reduzir o seu consumo e promover a sustentabilidade, resultando numa queda drástica na utilização destes sacos. As pessoas ainda se lembram do tempo em que os hiper e supermercados ofereciam a cada cliente um saco que era uma forma de publicidade. Precisamos agora de actualizar essa taxa e aplicá-la também a outros sacos de plástico que até agora a ela não estão sujeitos, nomeadamente de fruta e outros produtos

EMBALAGENS VOLTA – Veremos os efeitos do "Volta" a partir do dia 10 de Abril  de 2026. Trata-se, segundo percebi, de um mecanismo nacional que permite recolher e reciclar embalagens de bebidas não reutilizáveis, estando abrangidas garrafas e latas de plástico ou metal que contenham no rótulo o símbolo Volta.

UBANIZAÇÃO E PARQUE DO VINHAL – Fiz há dias mais uma visita guiada à Urbanização do Vinhal (lado poente do hospital), dando especial atenção ao regato que a atravessa e ao parque que a integra. Aquela zona residencial é muito valorizada pelas árvores e pelo  curso de água que desagua no rio Pelhe e depois segue para o  rio Ave. Só que há por ali muito desleixo que começa logo pela intermitente poluição do regato, que impede a vida que ele deveria ter. Preciso de fazer uma visita guiada com responsáveis da nossa autarquia local para dizer algo mais.

QUERCUS – Dizíamos, há quinze dias, que o majestoso carvalho (Quercus) junto dos Paços do Concelho (lado norte) estava despido, sendo a imagem do Inverno. Pois, como prevíamos, já está outro, enriquecido de ramos e folhas, marcando a sua soberania no jardim dos Paços do Concelho.

CEREJEIRAS DE FLORES – Quase não vemos no nosso concelho cerejeiras a produzir cerejas (embora as haja), mas vemos cerejeiras muito bonitas cheias de flores. Elas estão não só no jardim dos Paços do Concelho, plantada por José Saramago (assisti a essa plantação – 21/03/19), mas também junto da recentemente encerrada Padaria Celeste e ainda ao longo da Avenida Eng.º Pinheiro Braga (a merecer mais cuidada atenção), e em muitos jardins particulares  das nossas freguesias. Mas as mais bonitas vi-as na semana passada em Vilarinho de Samardã (Vila Real)

GLICÍNIAS – Mas não são só as cerejeiras que animam uma Primavera especialmente bela  neste ano de 2026. Há muitas outras flores exuberantes nesta estação e não se podem esquecer, entre outras, as glicínias que abundam no nosso concelho. 

CIDADE DO PELHE – O Senhor Juiz Conselheiro Pedro Soares, no seu texto de hoje neste jornal, chama a Famalicão a "cidade do Pelhe". Nunca tinha visto desse modo a nossa terra, mas tem razão. O rio Pelhe, afluente do Ave, atravessa o Parque da Devesa e este parque tornou-se uma marca da cidade. De um curso de água pequeno (20 quilómetros), nascido numa ponta do concelho (Portela) e desaguando noutra ponta do mesmo (Lousado), temos o dever de fazer dele um exemplo de cuidado com a natureza e  um habitat natural de muitos peixes e outra fauna e também flora própria. Podemos fazer deste pequeno rio um grande  exemplo de cuidado ambiental a nível nacional. É um belo desafio! Somos capazes?

OPINIÃO PÚBLICA (ESCLARECIMENTO) – Tudo o que tenho escrito sobre o boletim/jornal efe mantenho. Importa, no entanto, esclarecer que a  suspensão da publicação por tempo indeterminado do jornal Opinião Pública (OP) não pode fundamentar-se na concorrência provocada pela nova publicação municipal que se anuncia bimestral. Uma publicação  que surge seis vezes ao ano não concorre com uma publicação semanal por muito esforço que faça e por muito dinheiro nosso que gaste. Importa arranjar melhor argumento. A não ser que a administração do Opinião Pública não tenha outro melhor.

OPINIÃO PÚBLICA (FUNDAÇÃO) – O OP foi fundado há 34 anos por iniciativa de  Feliz Pereira, que reuniu uma equipa plural com um fim jornalístico e não político-partidário. Em recente reunião, Feliz Pereira dizia que o OP já passou por muitos tempos difíceis e ultrapassou-os. Seria bom que tal sucedesse mais uma vez. Sucederá? A actual administração da Editave está à prova. Poucos acreditam.

CHUVA – Abençoada chuva que chegou nesta terça-feira, dia 7 de Abril, depois de semanas quentes e secas. Esperemos apenas que não seja em excesso.

(Em Jornal de Famalicão, 09/04/26)

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