quinta-feira, 6 de março de 2008

Política nacional

Não costumo escrever aqui sobre política nacional, mas hoje faço excepção, sabendo que era mais cómodo não dizer nada.Venho afirmar que estou inteiramente com o actual Governo nomeadamente nas reformas da educação, da saúde e da justiça que está a levar a cabo. É provável, entretanto, que a corrente política conservadora, que se manifesta nas ruas, acabe por levar a melhor e consiga, com a aliança de parte do PS, travar as reformas. Estas, no entanto, acabarão por se fazer, dentro de alguns anos, porque são necessárias. Acabarão só por vir atrasadas, mas não é de admirar. Portugal costuma andar sempre atrasado.

(Em O Povo Famalicense, 06/03/08)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Estação sem chefe

Já um dia escrevemos que a nossa estação de caminhos de ferro é, em muitos aspectos, mais um apeadeiro do que uma verdadeira estação. O que não sabíamos era que nem sequer um chefe de estação tem! Se ao menos tivesse um responsável com poderes de decisão a quem as pessoas pudessem dirigir-se para tratar dos muitos problemas existentes, já se aceitava melhor esta situação, mas nem isso!

P.S.: Já repararam como está bonita a Rua do Bandeirinha com as ameixoeiras em flor?

(Em O Povo Famalicense, 27/02/08)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A grande superfície comercial

Quem escreve habitualmente nos jornais sabe o esforço que isso implica (é muito, muito mais fácil falar ou ouvir do que escrever) e, por isso, não podemos deixar de saudar vivamente o facto de um famalicense como Amândio Carvalho, que participou no debate organizado pel' O Povo Famalicense na sede da ACIF, ter publicado no jornal Opinião Pública, da semana passada, um importante e oportuno artigo sobre "As grandes superfícies comerciais e o Comércio Tradicional". 

O que não é de saudar e se revela preocupante é o silêncio que com quase toda a probabilidade vai ocorrer entre nós à volta da prevista instalação de duas grandes superfícies comerciais, enquanto a grande superfície comercial que é a nossa cidade vai definhando. Parece que não há famalicenses activos que gostem da cidade e do concelho!

P.S.: Já visitaram a exposição sobre Alberto Sampaio, no Museu Bernardino Machado? Não percam a oportunidade em ano de comemoração do centenário que, em boa hora, juntou os municípios de Famalicão e Guimarães.

(Em O Povo Famalicense, 12/02/08)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O comércio em Famalicão

Não dá para entender! Está em preparação a instalação de duas grandes superfícies comerciais (nas antigas Vipral e Crump), mas não há à volta disso um debate público como deveria. Houve, é certo, uma sessão cheia de interesse – e muito concorrida – na semana passada por iniciativa deste jornal e da qual se poderá ler o relato, mas não chega! A sessão trouxe ao de cima muitos dos problemas que importa resolver. Desde logo, a falta de um "plano de ordenamento comercial" da cidade. Como é possível que ele não exista, nem haja a preocupação de o debater e aprovar antes de avançar com esses mega-projectos? Que andam a fazer a câmara e a assembleia municipal? Respondam!

(Em O Povo Famalicense, 29/01/08)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Grandes superfícies comerciais

Tentei procurar na página web da câmara informação sobre a instalação das duas grandes superfícies comerciais na cidade. Não encontrei. Parece que não é nada connosco, pois doutro modo apareceria com o devido destaque. Pelo contrário, a página da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte dá uma informação detalhada de mais de 20 páginas sobre o projecto previsto para a antiga Crump (o projecto relativo à Vipral já deixou de figurar). Lá pode ler-se que se trata de um conjunto comercial com cerca de 36.370 m² de área bruta locável (ABL), integrando um hipermercado e respectiva área de apoio, bem como diversas unidades comerciais, prestação de serviços, estabelecimentos de bebidas e restauração, cinemas, respectivas zonas de armazém e de apoio. Ninguém parece importar-se com o impacto que isto poderá ter. O Povo Famalicense preocupa-se e organiza uma sessão aberta a todos na ACIF. E o leitor, importa-se?

(Em O Povo Famalicense, 23/01/08)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Mais um boletim de propaganda

Está em distribuição o n.º 11 (Dezembro de 2007) do denominado Boletim Municipal, mas que é, na verdade, o Boletim Oficial de Propaganda do município. São 45.000 exemplares de distribuição gratuita.

Cada um deve ter custado um euro (despesa de 50 cêntimos para a impressão, a que se deve juntar o trabalho dos funcionários do município, o arranjo gráfico, as fotografias, o envio pelo correio, etc., etc.), o que dá aproximadamente 45.000 €. 45.000 € para dizer que no município de Vila Nova de Famalicão tudo está pelo melhor e que tem um grande líder exibido em largas dezenas de fotografias.É a democracia local tal como a deixamos ser.

Nota – Em França, este boletim não poderia ser publicado. Também lá a vontade de propaganda dos "maires" é grande, mas a lei francesa não permite publicações deste tipo pagas com dinheiro do município.

(Em O Povo Famalicense, 09/01/08)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Congresso da cidade

A câmara municipal de Famalicão anunciou a realização, em 2007, de um congresso sobre a cidade. Este anúncio foi feito, com a devida antecedência, em meados de 2006 e sobre ele escrevi, nessa altura, no jornal Opinião Pública, que era uma ideia que merecia aplauso até porque se pretendia "que o Congresso da Cidade" fosse "um fórum de debate de ideias sobre aquilo que somos e aquilo que queremos ser. Só assim a cidade de Famalicão será um espaço de cidadania activa participada responsável" (palavras do presidente da câmara no dia 9 de Julho de 2006). No entanto, dizia eu, "não basta a ideia, é necessário concretizá-la e para isso é preciso, desde já preparar, esse congresso. Doutro modo…" As reticências queriam dizer que sem preparação o congresso não se realizava, como não realizou. Caberá aos famalicenses tomar agora a iniciativa, pois a ideia é boa. Haverá capacidade para isso?

(Em O Povo Famalicense, 03/01/08)