terça-feira, 22 de julho de 2008

PS: Conselho de Acompanhamento Estratégico

Fui convidado e aceitei pertencer ao Conselho de Acompanhamento Estratégico (CAE) que o Partido Socialista (secção de Famalicão) acaba de criar. Aceitei porque vejo sempre com agrado a abertura dos partidos ao exterior e não poderia, por outro lado, recusar a contribuição para formar uma boa alternativa de governo municipal de que o nosso concelho tanto precisa. O que não esperava é que este Conselho de Acompanhamento Estratégico (CAE) tivesse o âmbito que ReisSá lhe atribui com a autoridade de quem foi convidado para falar na apresentação. Diz, no seu blogue, Rua da Castela, depois de manifestar o seu cepticismo em relação aos tradicionais discursos de "abertura à sociedade civil" dos partidos:

"A maior diferença, aquela que me levou a aceitar o convite, prende-se com a inerência dos membros do CAE na Comissão Política. Isto sim é abertura à sociedade civil. Eu  como os outros noventa e nove primeiros membros  poderei assistir e intervir nas reuniões onde se discutirá a estratégia, o plano de governo, a campanha, o cabeça de lista, contribuindo assim para que a eleição autárquica que se avizinha e a lista que o PS apresentará não seja apenas elaborada em círculo fechado".

Se isto é assim, acrescento agora eu, é uma revolução na organização de um partido a nível local, que merece toda a atenção e aplauso.

Um partido, com a dimensão que tem o PS famalicense, aceitar que nos seus órgãos participem pessoas que não são filiadas (ainda que a convite dos seus órgãos) para darem não só opinião como para terem peso de voto, implica uma ruptura com a tradição, que é a de que estes assuntos são tratados em círculo fechado, reservado apenas a militantes. Dar este passo é abrir caminhos novos que implicam uma forma muito aberta de ligação com a sociedade que só enriquece e fortalece a vida política e o próprio partido.

(Em O Povo Famalicense, 22/07/08)

terça-feira, 15 de julho de 2008

A Rua Direita

O Dr. Álvaro de Vasconcelos, famalicense por adopção e prestigiado professor de história em estabelecimentos de ensino da nossa terra, escreveu um livro sobre a Rua Direita que tem enorme interesse para quem preza a história local. São cerca de 400 páginas de leitura agradável acompanhadas de dezenas de valiosos documentos e fotografias. Este livro vai ser publicado pela câmara municipal de Vila Nova de Famalicão, muito em breve, mas justifica-se, desde já e a vários títulos, uma pré-apresentação pública.

É o que O Povo Famalicense vai fazer no próximo dia 23 de Julho, no âmbito das Quartas do Povo. A pré-apresentação, como o nome indica, não é a apresentação, mas uma forma de satisfazer parcialmente a muita curiosidade que esta obra está a despertar, não só junto de quem a foi seguindo ao longo dos anos que demorou a elaborar, mas também junto de quem gosta de conhecer melhor a nossa cidade. Compareça!

(Em O Povo Famalicense, 15/07/08)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Futebol Clube de Famalicão

Gabriel Lima (Salão Orly) é o proponente que escolhi para me inscrever como sócio do Futebol Clube de Famalicão. Trata-se de um sócio de muitos anos com as quotas em dia e que é um exemplo de bairrismo que pretendo seguir. Sucede ainda que as notícias que ultimamente chegam sobre o FCF são animadoras, quer pelo treinador (Vítor Paneira), quer pela comissão administrativa que se constituiu. Parece haver um movimento para atingir rapidamente 2 mil sócios. É um bom objectivo e é dever dos famalicenses que gostam da sua terra apoiar o Futebol Clube de Famalicão (a quota é de 5 euros por mês). Dentro de três anos este clube faz 80 anos e, nessa altura, deve comemorar esse aniversário com outros horizontes.

(Em O Povo Famalicense, 08/07/08)

terça-feira, 10 de junho de 2008

À volta da câmara municipal

1. Temos o direito de saber com antecipação e ao mesmo tempo o direito de dar uma palavra sobre o arranjo urbanístico que vai ser feito em frente da câmara municipal. Aquela zona começou mal com o edifício Vinova, continua mal com o edifício de 7 pisos que acaba de lá aparecer, ao lado de vivendas e agora o problema é ver como vai ser corrigido tudo isto. Aquele local é muito especial e precisa de mão de arquitecto urbanista qualificado que tenha uma visão de conjunto do lugar e precisa de uma câmara que saiba ouvir e respeitar a opinião pública.

2. São Miguel de Seide é a capital cultural do nosso concelho com a Casa Museu de Camilo e o Centro de Estudos Camilianos. Não tem sentido que não se resolva rapidamente o problema que resulta da não reinstalação da associação ADERE. Aqui a obrigação de todos é fazer tudo o que for possível para chegar a um acordo rapidamente. Mas se tal não for possível há sempre o recurso à expropriação que deve ser encarado muito seriamente. Não tem sentido que se ponham tantas dificuldades à câmara para recuperar um terreno que lhe pertence e que, em má hora, cedeu em condições desvantajosas, pelo que se vê.

3. Ao fim de mais de 30 anos de espera, as famílias da comunidade cigana que vivem em barracas degradadas junto à estação de caminhos-de-ferro de Vila Nova de Famalicão têm à vista uma solução habitacional condigna. Já lá está um cartaz a chamar a atenção para a Urbanização das Bétulas, anunciando a construção de 30 casas, num total de 135 pessoas, próximo do local onde actualmente vivem, num prazo de 365 dias. É um investimento de cerca de 340.000 contos. Como de costume e utilizando o nome da câmara, indica-se o prazo, mas não se indica o início da contagem. Se aquele cartaz é a sério então a obra começou, pelo menos, no dia 5 de Junho, devendo estar pronta no dia 5 de Junho de 2008.

(Em O Povo Famalicense, 10/06/08)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Apontamentos diversos

Quando o tempo de que dispomos é curto, fazer breves apontamentos é a solução.

1. Nós famalicenses, por nascimento ou residência, temos o dever, que muitas vezes não cumprimos, de lembrar os conterrâneos que deixaram marcas na nossa terra. Evocamos aqui em breves linhas o Arquitecto José Marinho, recentemente falecido, que dedicou muita da sua vida a Famalicão. Todos os que o conheciam sabem como vivia os problemas da nossa cidade, procurando que ela fosse um lugar agradável para viver e como sofria quando ela era maltratada. Lembramos também o seu espírito de iniciativa e a dedicação às instituições da terra, com especial relevo para o Famalicense Atlético Clube, que serviu durante largos anos como praticante e como dirigente ao mais alto nível. Ligada à sua actividade no FAC está a construção do actual pavilhão da zona desportiva da cidade. Não se pode esquecer também (e tantas coisas ficarão aqui esquecidas) a Nova Igreja Matriz que projectou, com audácia, nos anos 70 e que só muito mais tarde foi possível concretizar.

2. As comemorações do centenário de Alberto Sampaio estão a decorrer com muito nível e interesse. Saber que o passeio "O Caminho de Alberto Sampaio" entre a Casa de Boamense e o Mosteiro de Landim juntou cerca de 200 pessoas é motivo de grande satisfação. E ainda há importantes actos de comemoração a decorrer.

3. A limitação do direito de participação do público nas sessões da assembleia municipal recentemente aprovada não se compreende. É certo que a participação deveria ser mais bem regulamentada e, desde logo, como sucede noutros municípios, ter uma hora e período de tempo definidos. Mas, ao que parece, o que se aprovou foi um inquérito prévio obrigatório a quem pretende falar no período destinado ao público. Compreende-se perfeitamente a atitude de Tavares Bastos, abandonando a sessão. Mas o público interessado só se conforma com esta decisão se quiser. Pode, com imaginação, interpelar a assembleia, sem desrespeitar a lei ou o regimento e sem esperar pelo fim da reunião.

4. A ideia de uma "quarta do povo" com a presença dos deputados famalicenses não foi minha, mas acolhi-a. Pus apenas uma condição na qualidade de moderador habitual destas sessões: que todos aceitassem participar. Aceitaram. Só que no dia combinado apenas apareceu o deputado Nuno Sá. Os deputados Virgílio Costa e Nuno Melo, por razões diferentes, não apareceram. Foi pena. O debate nestas condições não se fez. E teria sido seguramente um debate interessante, pois a ideia era pôr os presentes a fazer perguntas aos deputados e estes a responder. Esta atitude dos deputados faltosos deveria ser bem explicada pelos próprios. É que se trata objectivamente de uma falta de respeito pelas pessoas que os elegeram.

P.S.: Estive a ver, por momentos, a partida da selecção para a Suíça: parece que anda tudo doido! E não é que os noticiários das 20h de domingo da RTP, da SIC e da TVI abriram desenvolvidamente com esta "notícia"?

P.S. 2: Mais juízo teve o PSD, escolhendo uma líder qualificada que merece muito respeito.

(Em O Povo Famalicense, 03/06/08)

terça-feira, 6 de maio de 2008

PS local

Apenas a falta de tempo me tem impedido de colaborar com a regularidade habitual neste jornal e neste espaço. Ao longo das últimas semanas muitos assuntos mereciam aqui ser referidos. Em Famalicão não faltam temas que merecem atenção. A entrevista de Fernando Moniz ao O Povo Famalicense, por exemplo, foi importante e é um sinal de esperança. A esperança de que o PS local comece a ter juízo e seja uma efectiva alternativa de poder local. Não é fácil a tarefa do actual líder, mas tem capacidade para a desempenhar. Gostaríamos de ver rapidamente uma equipa de governo municipal a trabalhar para disputar as eleições de 2009. O tempo urge e o concelho merece!

(Em O Povo Famalicense, 06/05/08)

terça-feira, 25 de março de 2008

Planear a cidade

Se a nossa cidade estivesse a ser devidamente planeada estaríamos seguramente a fazer um debate público sobre as diversas alternativas que temos para fazer mais e melhor cidade. Poderíamos ter, por exemplo, a breve prazo uma larga avenida, com bons passeios e árvores, entre a Rotunda de Santo António e o Tribunal na saída para Braga. E do lado direito dessa avenida teríamos uma urbanização nova e de muita qualidade (tem mais de 30 anos o primeiro projecto para aquela zona). Poderíamos ter também do lado esquerdo da mesma avenida e em toda a extensa parte nortepoente uma cidade um pouco menos mal arranjada (já é difícil corrigir os erros feitos ao longo de tantos anos). E em muitos outros aspectos poderíamos melhorar a cidade de Vila Nova de Famalicão, se…

(Em O Povo Famalicense, 25/03/08)