terça-feira, 16 de setembro de 2008

Praça do município

Não chamamos Praça do Município ao amplo local público em frente dos Paços do Concelho no qual desembocam pelo menos seis ruas, mas devíamos. E também devíamos ver aquele local com olhos mais atentos. O edifício municipal concebido por Januário Godinho, já com 50 anos de vida, continua imponente e enriquece a nossa cidade, marcando bem a praça. A sul, o prédio conhecido por Augusto Correia, com pouco mais de 40 anos, está velho e não foi uma solução arquitectónica muito feliz para substituir o velho Palacete Ferraro (mas ainda está para durar algumas décadas). A norte, as residências existentes, algumas com mais de 50 anos, outras menos, não fazem admitir uma intervenção de fundo próxima.

O problema maior situa-se a leste, em frente à câmara, anunciando-se aí uma intervenção para breve. Ora, exige-se ali uma intervenção de qualidade devidamente ponderada e com visão de conjunto. O município tem obrigação de a proporcionar, respeitando os direitos razoáveis dos proprietários.

Não se pode repetir a solução do Vinova. Temos o direito de saber o que vai suceder naquele local. Estão mexendo na nossa "praça maior" e isso diz-nos respeito a todos!

P.S.: Dizem-nos que a Fonte dos Pelames junto do velho hospital corre perigo. Em vez de recuperada vai ser destruída. Que se passa? A junta não tem uma palavra?

(Em O Povo Famalicense, 16/09/08)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Loja das Quasi

Anuncia-se, ainda que discretamente, a abertura de uma Loja das Quasi na Rua Conselheiro Santos Viegas desta cidade, a pouco mais de cem metros da sede do município. Abrir uma casa de livros nos nosso dias é, ao mesmo tempo, um acontecimento e uma aventura. Desejamos vivamente que seja uma aventura bem sucedida.

(Em O Povo Famalicense, 09/09/08)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O CAE

É fundamental acompanhar os primeiros passos do Conselho de Acompanhamento Estratégico (CAE) que o Partido Socialista (secção de Famalicão) criou antes das férias de Verão. Não basta ter uma boa iniciativa, é preciso dar-lhe seguimento. De outro modo, o CAE cai. E não deve!

(Em O Povo Famalicense, 02/09/08)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mais uma rotunda

A imprensa local da passada semana informou que a câmara municipal desistiu de fazer a passagem desnivelada que ligaria a parte norte e a parte sul da freguesia de Famalicão junto da Toyota/bomba de gasolina Galp, passando por baixo da Avenida 9 de Julho (em direcção à Povoa e Barcelos). Mais informou que, em vez dessa passagem desnivelada, fará uma nova rotunda um pouco mais acima, na mesma avenida, junto das instalações do antigo tribunal. Tudo isto estaria bem se obedecesse a um estudo fundamentado e tornado público, mas sobre isso nada foi publicado. 

E os factos conhecidos são estes: em 2001 (!), antes da entrada em funções da primeira câmara PSD/CDS, a passagem desnivelada estava já planeada e, mais do que isso, adjudicada. Uma das primeiras decisões, porém, que essa câmara tomou foi cancelar a obra e indemnizar o empreiteiro. E agora, passados 7 (sete) anos, a segunda câmara PSD/CDS pretende resolver o problema com uma rotunda! Foi preciso pensar tanto tempo? E a solução é mesmo boa? A rotunda  mais uma rotunda  vem resolver o problema da ligação entre a parte norte (MõesSanto Adrião) e a parte sul (centro) da cidade?

Enquanto não houver a divulgação concreta do que se pretende fazer e os estudos que a fundamentam são legítimas todas as dúvidas. Esclareçam-nas!

(Em O Povo Famalicense, 29/07/08)

terça-feira, 22 de julho de 2008

PS: Conselho de Acompanhamento Estratégico

Fui convidado e aceitei pertencer ao Conselho de Acompanhamento Estratégico (CAE) que o Partido Socialista (secção de Famalicão) acaba de criar. Aceitei porque vejo sempre com agrado a abertura dos partidos ao exterior e não poderia, por outro lado, recusar a contribuição para formar uma boa alternativa de governo municipal de que o nosso concelho tanto precisa. O que não esperava é que este Conselho de Acompanhamento Estratégico (CAE) tivesse o âmbito que ReisSá lhe atribui com a autoridade de quem foi convidado para falar na apresentação. Diz, no seu blogue, Rua da Castela, depois de manifestar o seu cepticismo em relação aos tradicionais discursos de "abertura à sociedade civil" dos partidos:

"A maior diferença, aquela que me levou a aceitar o convite, prende-se com a inerência dos membros do CAE na Comissão Política. Isto sim é abertura à sociedade civil. Eu  como os outros noventa e nove primeiros membros  poderei assistir e intervir nas reuniões onde se discutirá a estratégia, o plano de governo, a campanha, o cabeça de lista, contribuindo assim para que a eleição autárquica que se avizinha e a lista que o PS apresentará não seja apenas elaborada em círculo fechado".

Se isto é assim, acrescento agora eu, é uma revolução na organização de um partido a nível local, que merece toda a atenção e aplauso.

Um partido, com a dimensão que tem o PS famalicense, aceitar que nos seus órgãos participem pessoas que não são filiadas (ainda que a convite dos seus órgãos) para darem não só opinião como para terem peso de voto, implica uma ruptura com a tradição, que é a de que estes assuntos são tratados em círculo fechado, reservado apenas a militantes. Dar este passo é abrir caminhos novos que implicam uma forma muito aberta de ligação com a sociedade que só enriquece e fortalece a vida política e o próprio partido.

(Em O Povo Famalicense, 22/07/08)

terça-feira, 15 de julho de 2008

A Rua Direita

O Dr. Álvaro de Vasconcelos, famalicense por adopção e prestigiado professor de história em estabelecimentos de ensino da nossa terra, escreveu um livro sobre a Rua Direita que tem enorme interesse para quem preza a história local. São cerca de 400 páginas de leitura agradável acompanhadas de dezenas de valiosos documentos e fotografias. Este livro vai ser publicado pela câmara municipal de Vila Nova de Famalicão, muito em breve, mas justifica-se, desde já e a vários títulos, uma pré-apresentação pública.

É o que O Povo Famalicense vai fazer no próximo dia 23 de Julho, no âmbito das Quartas do Povo. A pré-apresentação, como o nome indica, não é a apresentação, mas uma forma de satisfazer parcialmente a muita curiosidade que esta obra está a despertar, não só junto de quem a foi seguindo ao longo dos anos que demorou a elaborar, mas também junto de quem gosta de conhecer melhor a nossa cidade. Compareça!

(Em O Povo Famalicense, 15/07/08)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Futebol Clube de Famalicão

Gabriel Lima (Salão Orly) é o proponente que escolhi para me inscrever como sócio do Futebol Clube de Famalicão. Trata-se de um sócio de muitos anos com as quotas em dia e que é um exemplo de bairrismo que pretendo seguir. Sucede ainda que as notícias que ultimamente chegam sobre o FCF são animadoras, quer pelo treinador (Vítor Paneira), quer pela comissão administrativa que se constituiu. Parece haver um movimento para atingir rapidamente 2 mil sócios. É um bom objectivo e é dever dos famalicenses que gostam da sua terra apoiar o Futebol Clube de Famalicão (a quota é de 5 euros por mês). Dentro de três anos este clube faz 80 anos e, nessa altura, deve comemorar esse aniversário com outros horizontes.

(Em O Povo Famalicense, 08/07/08)