quinta-feira, 9 de maio de 2019

Agricultura e discussão pública

FEIRA DE 8 DE MAIO – Há um ditado tipicamente local que diz "sol nas Cruzes, chuva na Feira Grande". Ele usa-se em Famalicão (não sei se em Barcelos) e quer dizer que quando há bom tempo (sol) nas Festas das Cruzes, em Barcelos, que é uma semana antes da Feira Grande de 8 Maio, de Famalicão, há mau tempo (chuva) nesta. Assim sucedeu neste ano de 2019. Excelente tempo de sol nas Cruzes, chuva na Feira Grande, principalmente na noite de 7 para 8.

SUBIDA DO FCF – A imprensa local deu muito relevo à subida do Futebol Clube de Famalicão à primeira divisão. O Opinião Pública de 8 de Maio esteve à frente e abre com uma bela fotografia dos festejos dos adeptos na Praça do Município e repete, com boas fotografias, nas páginas interiores. No entanto, um pormenor: passei pela Praça do Município às 23h do mesmo dia e não havia uma pessoa sequer no local que estava repleto uma hora antes. Também não se ouvia barulho. Os adeptos devem ter ido festejar para outro lado.

AGRICULTURA – No entanto, o que de mais interessante trazia o Opinião Pública da semana passada era o suplemento da Fagricoop dedicada à agricultura e que abria com uma entrevista com Manuel Loureiro, presidente da cooperativa. Muito mais importante do que o futebol é a vida agrícola e florestal do nosso concelho, que tem mais de 200 km². Precisamos de uma agricultura diversificada e bem planeada. Devia ser tema todas as semanas na imprensa. Nem só de indústria vive o concelho.

ANDREIA SANTOS – No suplemento da Fagricoop há um texto, que merece ser lido, intitulado "Um acaso". Leiam, vão gostar e vão emocionar-se! Um pormenor: "fazemos o parto e nasce... o João. Nesse dia, uma das minhas melhores amigas, das mais resistentes que conheço, fazia anos. Este vitelinho resistiu às mais difíceis provas, por isso dei-lhe o nome de João, em honra da MJ".

DISCUSSÃO PÚBLICA – Ainda não tive tempo, sequer, de consultar a documentação sobre a revitalização do centro urbano da cidade. Como já disse, o tempo voa e o período de discussão vai terminar (já na próxima semana), seguramente, com uma participação pública muito reduzida. E tantos famalicenses "a matar o tempo" sentados nos cafés ou a falar de banalidades. Ser cidadão activo dá trabalho.

(Em Opinião Pública, 09/05/19) 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Urgências e centro de saúde

URGÊNCIAS DO HOSPITAL E CENTRO DE SAÚDE – As urgências do hospital e o centro de saúde deveriam estar muito próximos. Quem estivesse sem justificação nas urgências deveria poder passar facilmente para o centro de saúde sem ter de se deslocar cerca de um quilómetro, para junto da estação, como hoje acontece. Há espaço próximo do hospital que poderia ser aproveitado para esse efeito. Este não é um assunto menor.

REABILITAÇÃO DO CENTRO DA CIDADE – É preciso dar condições para que famalicenses habitem no centro histórico (nas ruas mais centrais) e o Hotel Garantia deve ser reabilitado, pois também faz falta no centro da cidade. Podemos ter ali, com mais um piso ou dois, um bom hotel. A reabilitação não pode ser apenas do mercado municipal e à volta.

MARCA FAMALICÃO – Não me habituei à nova marca do município de Vila Nova de Famalicão. Pode ser que me habitue, mas parece-me que "não havia necessidade" de fazer a mudança assim e agora. Aceito ser convencido do contrário.

FUTEBOL CLUBE DE FAMALICÃO – O que me leva a estar atento e a querer saber se o Famalicão sobe para a 1.ª divisão quando sei que o futebol é um mundo mal frequentado e que há negócios dentro dele nada recomendáveis? Já fui, há muitos anos, um "doente" pelo futebol, mas julgo estar curado. Este interesse pelo Famalicão prova, porém, que não, pelo menos inteiramente. A nossa terra mexe connosco.

(Em Diário Famalicense, 11/04/19) 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Ranking das escolas

RANKING DAS ESCOLAS FAMALICENSES – Não dou excessiva importância aos rankings das escolas, mas dou alguma. Eles são indicadores que devem merecer atenção para que as nossas escolas possam ser cada vez melhores. Espero que a imprensa local faça um trabalho adequado sobre esta matéria contribuindo, assim, para uma melhor educação no concelho de que fazemos parte.

RANKING 9.º ANO – Segue o ranking obtido através do Jornal de Notícias sobre a classificação das nossas escolas públicas e privadas com resultados relativos ao 9.º ano. Note-se que o total destas escolas no país é de 1 218. Merece particular atenção as que se situam abaixo da posição 500.º.

  • 1.ª – Externato Delfim Ferreira (191.º)
  • 2.ª – Escola Básica de Pedome (212.º)
  • 3.ª – Escola Básica Júlio Brandão (239.º)
  • 4.ª – Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (285.º)
  • 5.ª – Cooperativa Vale São Cosme (373.º)
  • 6.ª – Escola Básica de Ribeirão (501.º)
  • 7.ª – Escola Básica de Gondifelos (529.º)
  • 8.ª – Escola Secundária D. Sancho I (572.º)
  • 9.ª – Escola Básica de Vale do Este – Arnoso, Santa Maria (670.º); 
  • 10.ª – Escola Básica D. Maria II – Gavião, Famalicão (740.º)
  • 11.ª – Cooperativa de Ensino Didáxis – Riba D’Ave (882.º).

RANKING 12.º ANO – Segue, também, o ranking das escolas famalicenses com resultados relativos ao 12.º ano, também obtido a partir do Jornal de Notícias. O total de escolas com este nível de ensino é de 630.

  • 1.ª – Escola Secundária Padre Benjamim Salgado (94.º)
  • 2.ª – Escola Secundária D. Sancho I (118.º)
  • 3.ª – Cooperativa de Ensino Didáxis (134.º)
  • 4.ª – Escola Secundária Camilo Castelo Branco (143.º)
  • 5.ª – Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Didáxis) (161.º)
  • 6.ª – Externato Delfim Ferreira – Delfinopolis (294.º)

ESCOLAS FAMALICENSES – Quem não gostaria de ver uma escola famalicense entre as 20 primeiras classificadas no ranking?

OUTROS ASSUNTOS – Bem gostaria de falar de outros assuntos, mas não tem sido fácil obter, a nível local, a informação de que preciso. E sem informação não há opinião.

(Em Diário Famalicense, 21/02/19)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

População, vias e ruas

POPULAÇÃO – O concelho de Vila Nova de Famalicão tinha cerca de 127.500 habitantes em 2001. Cerca de 134.000 em 2011. E em 2021? 

CONCELHOS LIMÍTROFES E MAR – O nosso concelho tem limite com os concelhos de Guimarães, a nascente; da Trofa e Santo Tirso, a sul; de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, a poente; e Barcelos e Braga, a norte. São sete concelhos! E está a cerca de 20 km do mar e a menos de 30 km da cidade do Porto e do aeroporto. Uma situação invejável.

VIAS RODOVIÁRIAS – Vila Nova de Famalicão, que tem uma superfície de pouco mais de 200 km², tem 44 km de autoestradas; 100 km de estradas nacionais classificadas e desclassificadas; 323 km de vias municipais e 1170 km de outras vias (vias urbanas e vicinais). Fora as auto-estradas e as estradas nacionais, que estão nas mãos do Estado, são muitos os quilómetros nas mãos do município (quase 1500 km). É necessário muito trabalho e dinheiro para pavimentar, cuidar e reparar devidamente estas vias.

NOMES DE RUAS E PRAÇAS – Os nomes de ruas, avenidas e praças em muitas terras do país e também no nosso concelho não são devidamente tratadas. Por vezes, é difícil saber em que rua estamos, onde ela começa, continua ou acaba porque falta sinalização. Faltam nomeadamente as placas toponímicas, tarefa que é da responsabilidade de municípios e de freguesias.

PASSEIOS – Importa cuidar dos passeios na cidade. Muitos deles estão longe da qualidade que deveriam ter. Os passeios são para os peões o que as ruas são para os automóveis. E nenhum automobilista gosta de ruas esburacadas. Dos passeios fora da cidade falaremos oportunamente.

PRAÇA 9 DE ABRIL – Está colocado, como a lei manda, um anúncio no prédio que foi durante mais de meio século a loja da Casa das Louças para a respectiva reabilitação, reconstrução e ampliação. Importa manter as características daquela praça e fazer uma reabilitação de qualidade. Temos direito a isso.

(Em Opinião Pública, 17/01/19)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Apontamentos dispersos

CRUZ – A3 não pode ser! Não podemos aceitar, passivos, que a entrada na A3 em Cruz, pelo menos na direcção de Braga/Valença, seja uma espécie de guilhotina. Má visibilidade e entrada directa na auto-estrada. É um enorme risco. Por sua vez, a saída em Cruz da A3, especialmente para quem vem para Famalicão, é outro enorme perigo. Faz falta ali uma arranjo urgente. Município de Famalicão, IP e Brisa têm de se entender! 

ZONA INDUSTRIAL DE CRUZ/JESUFREI – Aproveitando certamente a entrada de Cruz na A3, cresce a toda a velocidade uma zona industrial e de serviços ali à volta. A ideia que nos fica é que cresce sem planeamento e, assim, sem cuidar do ordenamento do território e do ambiente. Espero estar enganado.

REABILITAÇÃO URBANA – Causa tristeza a situação da cidade no cruzamento da Iris. Esta antiga estação de serviço e, ao mesmo tempo, local de um restaurante famoso no país, degrada-se continuamente. Do outro lado, a degradação invade a antiga A Eléctrica. E como se não bastasse, umas paredes ao alto, recentemente pintadas, encobrem o buraco que um incêndio deixou no edifício onde funcionava o restaurante Os 7 Velhos.

GREVES DOS ENFERMEIROS  Temos greves nos serviços públicos por todos os lados. É de lamentar que estes profissionais não se importem de lesar os cidadãos que lhes pagam com os seus impostos. Lesar os cidadãos na saúde, quanto aos enfermeiros e médicos. Mas também lesam outros direitos muito importantes aqueles que fazem greves nos transportes, na justiça, na educação, etc..

GREVE NOS SUPERMERCADOS  A greve que me merece simpatia é a que está anunciada nos grandes supermercados, pois aí exploram-se fortemente as pessoas que lá trabalham para aumentar os lucros de uns poucos que nem conhecemos. E esta greve é a única que é corajosa, pois quem faz greve, no sector privado, põe em risco o seu posto de trabalho.

HISTÓRIA DO CONCELHO DE FAMALICÃO  Será possível fazer a história político-administrativa da criação do nosso concelho sem fazer a história do concelho de Barcelos? Parece-me difícil. Só cruzando ambas se poderá tirar conclusões seguras.

(Em Opinião Pública, 13/12/18)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Apontamentos

PUBLICIDADE – Quanto recebem mensalmente os famalicenses pelo bombardeamento de publicidade feita dia e noite pelo painel gigante colocado no centro da cidade? Vou procurar saber. Sempre defendemos um painel daquele género e naquele local, mas como serviço público, indicando espectáculos, acontecimentos culturais e desportivos, farmácias de serviço e coisas semelhantes e nunca um painel de mera publicidade!

REABILITAÇÃO URBANA – Já não vou perguntar, porque não deve haver resposta, quando ocorrerá a reabilitação do edifício do antigo Hotel Garantia e da antiga Caixa Geral de Depósitos. E com todo o desaforo há lá junto um anúncio camarário que diz: "É bom viver aqui!".

RUA ESCURA – E quanto à iluminação da Rua Escura? Não conhecem a Rua Escura? Ela desemboca no jardim da câmara municipal de Famalicão, tem o nome oficial de Rua Conselheiro Santos Viegas e os postos de iluminação estão tão altos que iluminam as árvores, projectando sombra e não luz sobre os passeios. Nem os enfeites de Natal resolvem temporariamente o problema.

UMA SÓ FREGUESIA? – Acham mesmo que Vila Nova de Famalicão e Calendário são apenas uma freguesia? Para mim são duas e, por isso, lutarei. Outros casos há de uniões de freguesia no concelho que não fazem sentido no todo ou em parte. Já faz sentido haver associações de freguesias sem perder os respectivos órgãos devidamente eleitos. As freguesias da cidade, por exemplo, deveriam estar associadas.

RSRS – Assisti, com muito agrado, à apresentação do Relatório de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (RSRS) do município de Vila Nova de Famalicão, que decorreu na passada segunda-feira, dia 26, no Auditório da Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide. Teve grande interesse e a presença do Eng. Jorge Moreira da Silva (um famalicense que muito nos honra) muito enriqueceu a sessão.

(Em Opinião Pública, 29/11/18)

sábado, 13 de janeiro de 2018

Obras na Escola Primária da Sede

Aqui bem perto de minha casa (dezenas de metros) começaram esta semana obras de remodelação e ampliação da Escola Primária da Sede do concelho, situada junto da câmara municipal. A designação já não é esta, mas o edifício não mudou. Estas obras vão durar 365 dias, como consta do painel afixado, mas como não se diz qual é o primeiro dia, todos os dias ao ler o painel lá estarão os 365 dias. Não há perigo de derrapagem do prazo. Tentarei saber algo mais sobre estas obras para dar conhecimento.