quarta-feira, 17 de março de 2021

Quatro delegados de saúde no concelho

Não sei quem é o delegado de saúde do concelho de Vila Nova de Famalicão. Pesquisei na net, para ver se tinha sorte, durante esta manhã de terça-feira, dia 16 de Março de 2021 .

A resposta que obtive foi esta: Delegado de Saúde Coordenador da ACES de Vila Nova de Famalicão,  Dr.ª Maria de Fátima Freitas Sousa Basto,  com morada em Delães e número de telefone 252 980 280/70. Telefonei para confirmar, atendeu-me com profissionalismo um senhor que me disse que a Dr.ª Maria de Fátima era a coordenadora e que havia quatro delegados de saúde, incluindo a coordenadora. 

Pedi o nome dos restantes delegados de saúde. Perguntou-me para que fim. Disse que era para escrever um artigo num jornal. Informou-me que não podia dar esses nomes, que para o efeito teria de enviar um email.

Não sou jornalista, nem tenho tempo para continuar a andar à procura. Sou um simples cidadão que considero que é bom termos quatro delegados de saúde, mas é mau não os conhecermos, nem sabermos o que andam a fazer para cuidar da saúde pública dos famalicenses, particularmente em tempo de pandemia.

Admito que esteja mal informado, que não leia regularmente a imprensa local e tenha perdido, porventura, entrevistas e reportagens que tenham sido feitas sobre esta matéria. Porém, parece-me que na minha situação está a grande maioria dos munícipes e isso não é bom.

Neste momento deveríamos saber de cor o nome dos delegados de saúde, eles deviam estar na primeira linha do contacto com os munícipes em geral e deveríamos estar certos que estão a trabalhar muito bem e com bons resultados no nosso concelho.

Os problemas da saúde pública são da maior importância e os delegados de saúde concelhios têm um papel a desempenhar que deve ir no sentido de informar, prevenir e mobilizar os cidadãos para os melhores resultados no concelho em que trabalham.

Tenho pena que assim não seja. Admito estar mal informado (era o que mais desejava), mas também admito que a imprensa local não esteja a cumprir o seu papel e tenho de admitir ainda, por mera hipótese e falta de informação, que os delegados de saúde não estejam a cumprir devidamente a missão que está a seu cargo.

Que é estranho que pouco se ouça falar deles, é. Que é nosso dever confiar, sem mais, que tudo esteja a correr do melhor modo, não é! Nestas coisas, a informação é precisa e preciosa!

(Em Opinião Pública, 17/03/21)

quinta-feira, 11 de março de 2021

Reflorestação concelhia: tarefa necessária

O município de Vila Real vai plantar um milhão de árvores para reflorestar o concelho. A informação que vi, neste domingo de tarde, dia 07/03/21, na TV era acompanhada de imagens da plantação de 5.000 árvores com o vereador da Protecção Civil de Vila Real a explicar o que se pretendia, esclarecendo que as árvores a plantar eram autóctones e entre elas o carvalho, espécie resistente ao fogo.

Também fiquei a saber que em Lisboa a área florestal de Monsanto, no meio da cidade, foi plantada numa zona da cidade sem árvores, imprópria para a agricultura nos anos 30 do século passado por iniciativa do ministro Duarte Pacheco.

E o nosso município? Todos sabemos como tem ardido, ano a ano, boa parte da nossa área florestal. Enviei há dias um pedido de informação sobre diversos assuntos de interesse concelhio e entre eles o da nossa área florestal. Não obtive resposta. Vou insistir, pedindo prioridade para esta área.

O nosso concelho tem 200 km². Destes, em 2006, se os dados que temos estão certos, 64,42 km² constituíam área florestal e cerca de 66 km², área agrícola.

Importa saber: qual é a nossa área florestal actual? Como tem evoluído desde as últimas décadas? Está em curso a reflorestação por iniciativa do município? E essa reflorestação tem em vista a qualificação e diversificação? Tentaremos saber para dar notícia.

P.S.: Não há democracia e, assim, também democracia local sem informação. Prestar informação aos cidadãos é um dever dos órgãos de poder.

(Em Opinião Pública, 11/03/21)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Presidenciais: votar com segurança

Para bem votar no dia 24 na sede do concelho e demais lugares onde costuma haver maior concentração de pessoas, os meios de comunicação social locais e a página do município podem e devem dar uma boa colaboração.

Situemo-nos na sede do concelho na bem conhecida Escola Primária da Rua Conde de São Cosme do Vale, próxima dos Paços do Concelho. Os jornais desta semana deverão indicar quais as mesas e como estão ordenadas.

Haverá, à entrada do portão, alguém (devidamente identificado) a ajudar a dirigir os eleitores para não andarem para a esquerda e para a direita à procura da mesa onde deverão votar. Chamar-se-á a atenção para a necessidade de levar máscara devidamente higienizada e uma esferográfica?

Haverá indicação das mesas mais cheias, dando a oportunidade às pessoas, que assim entenderem, de virem mais tarde, em vez de fazerem uma grande fila? Os eleitores de mais idade ou de menor mobilidade serão devidamente atendidos?

Transmitirão as rádios locais e outros meios de comunicação a indicação, hora a hora, sobre a maior ou menor afluência aos locais de voto? É de notar que é notícia não só a indicação das mesas muito cheias, como das mesas com pouca afluência (mais destas até!) e de quem são os eleitores dessas mesas. Uma boa organização requer voto rápido (o que for mais de 5 minutos é muito).

As mesas devem ser exemplares na segurança que transmitirem (membros e delegados). Deverá haver o cuidado de não se formarem ajuntamentos de pessoas à saída ou à entrada.

O meio da tarde, depois das 16h, costuma ser boa hora para votar. Será assim este ano na sede do concelho?

O dia de 24 de Janeiro de 2021 não deve ficar na memória por ser um dia de infecções pela COVID-19. Todos nós devemos contribuir para esse efeito, não deixando de votar. Mas justifica-se, perfeitamente, o "não voto" (que nem sequer é uma verdadeira abstenção) onde houver má organização e o eleitor se recusar a votar.

Os jornais da próxima semana deverão dar notícia das freguesias que souberam organizar bem e das que organizaram mal o dia de eleições.

P.S.: Está em discussão pública até ao dia 26 de Janeiro de 2021 o programa estratégico de reabilitação para o centro de Famalicão. O prazo deveria ser alargado, dadas as circunstâncias.

(Em Opinião Pública, 21/01/21)

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

2021: Eleições locais em Famalicão

Não há democracia sem oposição. A razão é simples: numa comunidade vasta, seja ela um Estado ou um município, para não falarmos em freguesias, nem toda a gente está de acordo e daí que se formem correntes de opinião diferentes sobre o bom governo da comunidade.

Por outro lado, quem governa comete erros e os erros devem ser combatidos e corrigidos se possível. É um dos mais importantes papéis da oposição.

Vila Nova de Famalicão é um grande município e desde sempre houve oposição. Os dois grandes partidos têm sido o PS e o PSD (desde 2001 em coligação com o CDS), mas também contam a CDU e, mais recentemente, o Bloco de Esquerda (BE).

A oposição, ao longo dos mais de 40 anos de democracia, não se tem evidenciado como devia e quando ganha eleições tem sido mais por demérito de quem governa do que por mérito próprio. Assim sucedeu em 1982 quando o PS ganhou ao PSD/CDS e em 2001 quando a coligação PSD/CDS ganhou as eleições ao PS.

Como vai ser este ano? Vamos ter uma oposição débil, facilitando a vida à coligação PSD/CDS, que governa há 20 anos, ou vamos ter uma oposição forte que tenta conquistar o município por mérito próprio? A tarefa da oposição não vai ser fácil, pois não é previsível a existência de conflitos internos na maioria. Terá de ser mesmo uma oposição forte e que não pode perder tempo.

Tentaremos acompanhar e bem gostaríamos que ganhasse quem tem mais mérito para governar o município numas eleições animadas e bem disputadas. O tempo o dirá.

P.S.: O nosso município passou, em termos de COVID-19, de "risco extremo" para "risco elevado". É bom, mas não é satisfatório. "Risco moderado" ou melhor ainda deve ser a meta, o quanto antes. A página oficial do município que agora aparece, felizmente, à frente da do F.C. de Famalicão na minha pesquisa, não dá o relevo que devia à situação de pandemia, informando e mobilizando os famalicenses na luta contra ela.

(Em Opinião Pública, 06/01/21)

domingo, 3 de janeiro de 2021

Eleições Locais 2021

Tentarei acompanhar as eleições locais gerais que deverão decorrer em Outubro deste ano de 2021, com particular atenção para o que se passa no meu concelho. Para já há pouco movimento e a nota mais saliente é o anúncio de que o candidato do PS a presidente da câmara municipal será Eduardo Oliveira.

É preciso muito mais movimento!