quarta-feira, 24 de março de 2021

Lixo em Ribeirão: uma situação que não podemos aceitar

Podia ler-se na informação diária da Fama TV de 22/03/21: "A Fama TV esteve na zona florestal do Moinho de Vento, em Ribeirão, onde são cada vez mais frequentes as descargas de resíduos, urbanos e industriais". Em apenas 30 minutos, a Fama TV conseguiu detectar, com a ajuda dos moradores, mais de 10 grandes aglomerados de lixo logo após a entrada no local, sempre com a promessa de mais por parte dos moradores: "se continuar a avançar vai encontrar mais lixo".

Desde sanitas, a banheiras, sistemas de ar condicionado, colchões, garrafas e detritos provenientes de obras de construção civil foram encontrados. E podia ler-se ainda: "André Oliveira, um dos moradores que frequenta o Moinho de Vento nos seus passeios, é testemunha das novas descargas que vão ocorrendo, afirmando que todos os dias em que se desloca à zona do Moinho de Vento encontra 'novo lixo' amontoado junto aos caminhos desta área florestal que faz a ligação dentre Ribeirão e Fradelos". Sobre as horas a que ocorrem estas descargas, afirma que tanto podem ser de noite ou de dia, já que o isolamento do local proporciona o anonimato dos infractores.

Um grupo de outros moradores que se encontrava no local aparentava já saber o propósito da Fama TV naquele local. "Filmem tudo e mostrem esta vergonha", afirmou de imediato uma senhora".

Esta situação não é tolerável. Importa que a Junta de Freguesia de Ribeirão, a Câmara Municipal de Famalicão e os serviços regionais do Governo que tratam destes assuntos actuem rapidamente. E importa que todos nós, desde a imprensa aos munícipes, não abandonemos este assunto até à sua solução ou impossibilidade de solução, sabendo neste último caso as razões.

P.S.: Continuo sem receber informações que pedi à câmara municipal, nomeadamente sobre a área florestal e, já agora, sobre esta área florestal que é das maiores do município.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Quatro delegados de saúde no concelho

Não sei quem é o delegado de saúde do concelho de Vila Nova de Famalicão. Pesquisei na net, para ver se tinha sorte, durante esta manhã de terça-feira, dia 16 de Março de 2021 .

A resposta que obtive foi esta: Delegado de Saúde Coordenador da ACES de Vila Nova de Famalicão,  Dr.ª Maria de Fátima Freitas Sousa Basto,  com morada em Delães e número de telefone 252 980 280/70. Telefonei para confirmar, atendeu-me com profissionalismo um senhor que me disse que a Dr.ª Maria de Fátima era a coordenadora e que havia quatro delegados de saúde, incluindo a coordenadora. 

Pedi o nome dos restantes delegados de saúde. Perguntou-me para que fim. Disse que era para escrever um artigo num jornal. Informou-me que não podia dar esses nomes, que para o efeito teria de enviar um email.

Não sou jornalista, nem tenho tempo para continuar a andar à procura. Sou um simples cidadão que considero que é bom termos quatro delegados de saúde, mas é mau não os conhecermos, nem sabermos o que andam a fazer para cuidar da saúde pública dos famalicenses, particularmente em tempo de pandemia.

Admito que esteja mal informado, que não leia regularmente a imprensa local e tenha perdido, porventura, entrevistas e reportagens que tenham sido feitas sobre esta matéria. Porém, parece-me que na minha situação está a grande maioria dos munícipes e isso não é bom.

Neste momento deveríamos saber de cor o nome dos delegados de saúde, eles deviam estar na primeira linha do contacto com os munícipes em geral e deveríamos estar certos que estão a trabalhar muito bem e com bons resultados no nosso concelho.

Os problemas da saúde pública são da maior importância e os delegados de saúde concelhios têm um papel a desempenhar que deve ir no sentido de informar, prevenir e mobilizar os cidadãos para os melhores resultados no concelho em que trabalham.

Tenho pena que assim não seja. Admito estar mal informado (era o que mais desejava), mas também admito que a imprensa local não esteja a cumprir o seu papel e tenho de admitir ainda, por mera hipótese e falta de informação, que os delegados de saúde não estejam a cumprir devidamente a missão que está a seu cargo.

Que é estranho que pouco se ouça falar deles, é. Que é nosso dever confiar, sem mais, que tudo esteja a correr do melhor modo, não é! Nestas coisas, a informação é precisa e preciosa!

(Em Opinião Pública, 17/03/21)

quinta-feira, 11 de março de 2021

Reflorestação concelhia: tarefa necessária

O município de Vila Real vai plantar um milhão de árvores para reflorestar o concelho. A informação que vi, neste domingo de tarde, dia 07/03/21, na TV era acompanhada de imagens da plantação de 5.000 árvores com o vereador da Protecção Civil de Vila Real a explicar o que se pretendia, esclarecendo que as árvores a plantar eram autóctones e entre elas o carvalho, espécie resistente ao fogo.

Também fiquei a saber que em Lisboa a área florestal de Monsanto, no meio da cidade, foi plantada numa zona da cidade sem árvores, imprópria para a agricultura nos anos 30 do século passado por iniciativa do ministro Duarte Pacheco.

E o nosso município? Todos sabemos como tem ardido, ano a ano, boa parte da nossa área florestal. Enviei há dias um pedido de informação sobre diversos assuntos de interesse concelhio e entre eles o da nossa área florestal. Não obtive resposta. Vou insistir, pedindo prioridade para esta área.

O nosso concelho tem 200 km². Destes, em 2006, se os dados que temos estão certos, 64,42 km² constituíam área florestal e cerca de 66 km², área agrícola.

Importa saber: qual é a nossa área florestal actual? Como tem evoluído desde as últimas décadas? Está em curso a reflorestação por iniciativa do município? E essa reflorestação tem em vista a qualificação e diversificação? Tentaremos saber para dar notícia.

P.S.: Não há democracia e, assim, também democracia local sem informação. Prestar informação aos cidadãos é um dever dos órgãos de poder.

(Em Opinião Pública, 11/03/21)