terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Eleições locais (III) – Passos necessários

Fez bem Reis Campos com o PS ao reunir várias centenas de pessoas num jantar no passado sábado (jantar pago por cada comensal, como mandam as boas práticas). É um sinal de que está em marcha um movimento que vai para além do próprio partido e no qual muitos famalicenses depositam esperança. Não se pode dizer, pois, que não há alternativa em Famalicão. O que se pode dizer é que esta alternativa tem muito trabalho pela frente. Existe, por exemplo, um site de pré-campanha através do qual se possa acompanhar as ideias e a actividade por ela desenvolvida ?

P.S.: Não acham estranho que a oposição esteja tão silenciosa perante os ataques movidos contra Sócrates? Tão solícitos os partidos da oposição a chamá-lo ao Parlamento por tudo e por nada, neste caso nada dizem. Porquê? Não me digam que é por respeito ao PrimeiroMinistro, porque não acredito.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eleições locais (II) – Muito silêncio

Como vão as coisas quanto a eleições locais? Há muito pouco de novo, pelo menos na imprensa. Sabe-se que a candidatura de Reis Campos obrigou o actual presidente a ter de se pronunciar quando lhe conviria falar o mais tarde possível. Veio dizer, embora de modo não explícito, aquilo que se previa, ou seja, que se candidata de novo. Temos, pois, a luta principal definida entre o PS liderado por Reis Campos e o PSD/CDS liderado por Armindo Costa. É o PS quem tem de trabalhar mais se quer vencer. Quem está dentro do poder tem o trabalho facilitado.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Eleições locais – Os cidadãos e as eleições

A ideia de que as eleições são uma coisa dos políticos e que os cidadãos apenas têm que votar (ou não) no momento próprio é errada. Nós cidadãos temos muito a dizer sobre eleições para além de votar. Deixemos de lado as eleições europeias e legislativas e dediquemos atenção às eleições locais. O que nos interessa ao votar para as eleições locais a realizar depois do Verão é que apareçam candidaturas que tenham interesse, ou seja, com pessoas e ideias que nos levem a dizer: "Vale a pena votar!". Para isso é preciso trabalhar desde já. E esse trabalho não deve ser feito apenas pelos partidos e dentro dos partidos. Deve ser feito de modo aberto com debate público. Queremos aqui de algum modo dar um contributo.

Do lado do PS, o trabalho parece estar no terreno e a candidatura de Reis Campos permite esperar uma boa lista e um bom programa, mas estamos a falar apenas de "parece" e de "esperança", pois de concreto sabe-se ainda muito pouco.

Quanto ao lado do PSD não se sabe se vai coligado de novo com o CDS (embora nada indique mudança de posição), também não se sabe quem vai ser o líder (embora não se espere nada de novo) e muito menos qual a equipa. Seria bom que se começasse a saber um pouco mais. Uma mera repetição de 2005 não será, a nosso ver, uma boa solução. Temos direito, como cidadãos, a duas boas listas, pelo menos, para escolher.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Assembleia de freguesia activa

No dia 23 de Dezembro de 2008 decorreu uma reunião da assembleia de freguesia de Vila Nova de Famalicão. Alguém deu por ela? E, no entanto, foi uma reunião com interesse, destinada nomeadamente a aprovar o orçamento da freguesia para 2009, que ascende a um pouco mais de 260 mil euros.Dos 13 membros estavam presentes 12 e para além de um voto de pesar pelo falecimento de Carlos Ilhão Peixoto, aprovado por unanimidade, tudo o resto foi discutido vivamente e votado por maioria.

Não cabe aqui fazer o relato da reunião (é pena que ninguém o faça), basta dizer que os problemas da zona norte da cidade e da ligação desta com o centro foram objecto de aceso debate e voltarão a ser debatidos por iniciativa dos membros da assembleia que integram o grupo socialista.

São problemas que passam também pela vontade dos órgãos do município, mas mal de uma assembleia de freguesia que se cala e não traz para o debate público uma situação que se arrasta e prejudica seriamente os interesses dos famalicenses que residem na nossa freguesia.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Assembleia municipal: breve impressão

Passei pela biblioteca para ver o início de uma reunião ordinária da assembleia municipal e a impressão geral não foi positiva, pese embora todo o respeito que os seus membros me merecem. Na verdade, os senhores deputados municipais continuam a sentar-se aos pés da câmara e da mesa que preside aos trabalhos sem consciência de que não é esse o seu lugar. A assembleia apenas não reúne em local mais apropriado porque não quer.

Para além disso, continuam a marcar presença naquela sala instrumentos obsoletos. Ainda existe uma campainha com um som estridente  que mais parece uma daquelas que se usam em certas escolas para chamar os alunos do recreio  que serviu para advertir mais de uma vez os senhores deputados de que deveriam ocupar os seus lugares.

Logo no início houve um incidente com o presidente da mesa a cortar a palavra a um deputado. Quem se excedeu? O deputado ou o presidente?

Por fim, a agenda da reunião foi marcada inteiramente pela câmara como se o município não tivesse outros problemas bem sérios para tratar. Que anda a fazer a comissão permanente da assembleia?

(Em O Povo Famalicense, 30/09/08)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O parque de Sinçães na cidade

É preciso ligar o parque de Sinçães ao centro da cidade. Entre ambos existe um enorme e perigoso separador que dá pelo nome de Avenida Carlos Bacelar. Não sei qual será a melhor solução para o efeito, mas entre a solução minimalista da passagem subterrânea e a mais audaz do prolongamento do túnel que vem da Av. Humberto Delgado (veja-se o que está a ser feito na cidade de Braga), algo tem de ser feito. Importa que cidadãos, junta e câmara apresentem sugestões e que os poderes públicos lhe dêem execução.

(Em O Povo Famalicense, 23/09/08)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Praça do município

Não chamamos Praça do Município ao amplo local público em frente dos Paços do Concelho no qual desembocam pelo menos seis ruas, mas devíamos. E também devíamos ver aquele local com olhos mais atentos. O edifício municipal concebido por Januário Godinho, já com 50 anos de vida, continua imponente e enriquece a nossa cidade, marcando bem a praça. A sul, o prédio conhecido por Augusto Correia, com pouco mais de 40 anos, está velho e não foi uma solução arquitectónica muito feliz para substituir o velho Palacete Ferraro (mas ainda está para durar algumas décadas). A norte, as residências existentes, algumas com mais de 50 anos, outras menos, não fazem admitir uma intervenção de fundo próxima.

O problema maior situa-se a leste, em frente à câmara, anunciando-se aí uma intervenção para breve. Ora, exige-se ali uma intervenção de qualidade devidamente ponderada e com visão de conjunto. O município tem obrigação de a proporcionar, respeitando os direitos razoáveis dos proprietários.

Não se pode repetir a solução do Vinova. Temos o direito de saber o que vai suceder naquele local. Estão mexendo na nossa "praça maior" e isso diz-nos respeito a todos!

P.S.: Dizem-nos que a Fonte dos Pelames junto do velho hospital corre perigo. Em vez de recuperada vai ser destruída. Que se passa? A junta não tem uma palavra?

(Em O Povo Famalicense, 16/09/08)