sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Notícias de Famalicão – Apresentação
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Fundações
FUNDAÇÕES – As fundações existentes em Portugal foram objecto, não só de um censo, como de uma avaliação. É um trabalho que se saúda, embora não pareça ter sido feito com os cuidados que são devidos. Os elementos recentemente divulgados não me permitiram ainda encontrar todos os dados relativos às fundações famalicenses. Num ranking divulgado pelo jornal Público, que inclui 190 fundações, não encontramos, por exemplo, a Fundação Cupertino de Miranda. Encontramos, pelo contrário, a Fundação António Cupertino de Miranda do Porto situada, em termos de património, em 24.º lugar, com quase 16 milhões de euros. É de lembrar que esta fundação criada por um irmão de Artur Cupertino de Miranda começou em Famalicão, passou para Santo Tirso e daí para o Porto, enfrentando e ultrapassando várias dificuldades.
REPOVOAMENTO – O centro da cidade de Famalicão nos últimos anos despovoou-se. Não nascem crianças e os prédios vão ficando vazios. Importa reverter esta situação. Importa ter planos de futuro para a cidade. A reabilitação urbana é necessária, mas não basta. Importa disponibilizar habitação a preços acessíveis.
FREGUESIAS – Está em funcionamento na assembleia municipal uma "Comissão Eventual de Estudo e Acompanhamento do Processo de Reorganização Administrativa ao nível do concelho de Vila Nova de Famalicão". Pouco se sabe do trabalho desta comissão e deveria saber-se, a não ser que esteja à espera que a câmara municipal apresente uma proposta de fusão das freguesias do concelho. É um tema sobre o qual pouca gente, ao que parece, tem grande vontade de trabalhar. E muito menos em Agosto…
FESTAS – É impressionante a quantidade de festas no concelho durante os meses de Verão. Moro no centro da cidade e não preciso sequer de me deslocar para as sentir. Aos sábados, depois da meia-noite, o som dos foguetes vindos de vários lados lembram-nos que há festa(s).
terça-feira, 24 de julho de 2012
Imprensa famalicense
QUATRO JORNAIS – Temos quatro jornais semanais na cidade e no concelho, julgo. É interessante ver o que contêm, embora a opinião pública famalicense seja geralmente crítica e gostasse de ver melhores jornais (eu também gostava).Os jornais defendem-se em duas frentes. Por um lado, chamam a atenção para a dificuldade que é fazer sair semanalmente um jornal (os custos e as canseiras) e, por outro, lembram a falta de colaboração de quem tem e podia dar opinião de qualidade e não se dá ao trabalho de escrever.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Estação de São Bento (Porto) sem chefe!
FUTEBOL – DIA 27 DE JUNHO DE 2012 – Acabámos de perder com a Espanha nos pênaltis. Não vamos à final do Euro 2012. Enorme silêncio no centro da cidade e certamente nos arredores também. É futebol, caros leitores e leitoras! E só sofre muito com o futebol quem lhe dá uma importância que ele não tem, nem merece.
(Em O Povo Famalicense, edição de 03 a 09/07/12)
terça-feira, 26 de junho de 2012
A boa (?) utilização dos dinheiros públicos
Pensei (mal) que em tempo de crise haveria alguém com bom senso que chamasse a atenção para uma recuperação quase impossível e um destino mais do que discutível. Pela aquisição daquele prédio foi dada pela câmara, no primeiro mandato do actual presidente, uma soma brutal de dinheiro: 900.000 €. Novecentos mil euros por um prédio em ruínas que, mesmo depois de adquirido há cerca de dez anos, continuou pura e simplesmente abandonado pelo dono (o município), com o telhado a desabar e deixando entrar água por todos os lados. Vai-se recuperar o quê? O que se vai é, praticamente, fazer tudo de novo, imitando o antigo e, como é óbvio, não se vai gastar 800.000 €, mas muito, muito mais.
Não haverá quem ponha travão a isto? Não se trata de continuar a deixar aquele local, que nos pertence a nós, famalicenses, abandonado. Trata-se de fazer uma intervenção sensata e não aquela que foi anunciada.
CAMINHO PÚBLICO – Li no último O Povo Famalicense um texto de opinião de um leitor, José Silva, que me interpela sobre o destino de um caminho público situado na freguesia de Cavalões, de onde sou natural e onde vivi até aos dez anos. Pouco posso dizer sobre esse assunto, pois não conheço bem o caso concreto, mas devo dizer que a defesa do que é propriedade pública mereceu sempre o meu aplauso. Lembro um recente acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (09/02/2012) onde se diz, no sumário, que "caminho público é aquele que está no uso directo e imediato, desde tempos imemoriais, pela generalidade das pessoas que integram certa colectividade, desde que ocorra afectação a fins de utilidade pública, ou seja, que a passagem vise a satisfação de interesses colectivos de certo grau de relevância (...) e ainda que "o grau de relevância do interesse colectivo satisfeito pelo caminho em causa não depende de um juízo quantitativo sobre o número efectivo de utilizadores, bastando-se com a existência objectiva de um certo equipamento colectivo, de uso potencialmente público, pela generalidade da comunidade que, porventura, tenha interesse em a ele aceder – independentemente do número real de interessados que, em cada momento, dele efectivamente se utilize". Pelo que vejo, algo ocorreu, que não deveria ter ocorrido, com o acordo dos órgãos da freguesia. Importa saber concretamente o que se passou, que deliberações foram tomadas e se foram tomadas dentro da lei. Pelo pouco de que me pude aperceber, é bem provável que algumas deliberações tenham sido ilegais.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Orfeão famalicense
OBRIGADO, ORFEÃO FAMALICENSE – O Orfeão Famalicense organizou, com muito êxito, o XVII Encontro de Coros do Minho na Casa das Artes, no dia 10 de Junho. Devo ao Orfeão, para além de uma brilhante actuação, uma excelente forma de participar nas comemorações do Dia de Portugal, pois para além de interpretar "Timor" (letra de João Monge, música de João Gil e arranjo do seu prestigiado maestro Fernando Moreira), lembrando Portugal pelo mundo, fechou do melhor modo, interpretando Camões "As armas e os barões assinalados".
BUÉ! – Bicicletas urbanas ecológicas vão estar disponíveis no centro da cidade gratuitamente. A ideia é excelente e este tipo de transporte deve ser devidamente acarinhado. Veremos como se vai concretizar o projecto.
(Em O Povo Famalicense, edição de 12 a 18/06/12)
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Curva do cemitério
FREGUESIAS – Foi publicada no dia 30 de Maio e entrou em vigor no dia 31 a lei n.º 22/2012, que trata fundamentalmente da redução do número de freguesias. Ela impõe para o nosso concelho, classificado para este efeito no nível 2, uma redução de 50% das freguesias que se situem em lugar urbano e 30% do número das outras freguesias. No entanto, estes números não são rígidos e a lei permite uma menor redução do número de freguesias. A assembleia municipal deve conduzir este processo em colaboração com a câmara municipal e com as freguesias. Este assunto deve ser abertamente discutido e sobre ele deve surgir informação na imprensa até porque está constituída, segundo se julga, uma comissão eventual para o efeito.
CHOUPOS FRANCESES? – Os famalicenses lembram-se de que havia choupos no jardim da câmara de um e outro lado (norte e sul), que por esta altura do ano libertavam novelos brancos que enchiam o ar e provocavam problemas respiratórios a muita gente e em especial aos asmáticos? A solução foi deitar abaixo esses choupos de origem francesa, segundo me dizem. Ora, dizem-me que é com essas árvores que estão a encher o parque da cidade e que junto da central da camionagem os novelos brancos chegam a fazer "tapete de neve". Será mesmo assim?