JORNAIS NAS FÉRIAS – É com tristeza que verificamos que, em Agosto de 2022, durante pelo menos três semanas, não haverá provavelmente jornais locais publicados. Temos três semanários e todos vão entrar em férias ao mesmo tempo, segundo julgo saber. Nem sequer uma coordenação de modo a que em cada semana se publique pelo menos um jornal. Se assim for, a imprensa famalicense dará mau exemplo. As notícias não param em Agosto.
ATRAVESSAMENTO DA 9 DE JULHO – Já dissemos e repetimos. É preciso fazer uma discussão pública, desde já, para ver a melhor forma de fazer o atravessamento da Avenida 9 de Julho (saída para a Póvoa e Barcelos), ligando a parte noroeste da cidade ao centro, passando junto do hospital. É preciso cuidar bem desse atravessamento para que o hospital não seja ainda mais prejudicado em termos de circulação rápida e de estacionamento. Os responsáveis pela direcção do Hospital (CHMA) devem estar atentos e ter também uma palavra. É necessário encontrar a melhor solução possível e o debate público pode ajudar. A participação pública prevista na lei, mas apenas depois de tomada uma decisão pela câmara municipal, é uma mera, e praticamente inútil, formalidade.
URBANIZAÇÃO JUNTO DO TRIBUNAL – Já era de esperar. A primeira coisa que se vai fazer e rápido na área envolvente do Tribunal Judicial (132.000 m²) e que vai até muito perto da Rotunda de Santo António é o edifício do Lidl, com 2420 m² de superfície coberta. Para além da incompreensível troca dos edifícios, pois o tribunal deveria ficar mais perto do centro da cidade e o Lidl (a ser necessário) deveria ficar onde está o tribunal, não se dá prioridade ao que se devia, que são as infra-estruturas gerais, o alargamento da Av. Pinheiro Braga e, muito especialmente, o desenho do Parque Norte que prolongará o parque verde de Sinçães. É este desenho e posterior execução que precisamos de conhecer para apreciar devidamente. Se o Parque Norte for uma faixa estreita, mal desenhada e mal ligada ao parque vizinho, bem poderemos dizer que, mais uma vez, estreitos e mesquinhos interesses privados levaram a melhor sobre os interesses públicos no urbanismo da nossa cidade. A DST, empresa imobiliária de Braga, com nome bem conhecido, que está já a actuar em força naquele local, irá desmentir o que tememos?
FAMALICÃO – Porque não está o nosso município na primeira linha da defesa e valorização da floresta e, assim, do ambiente, como devia?
(Em Opinião Pública, 20/07/22)
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