ULS – Ficámos bem cientes de que entrou em funcionamento no dia 1 de Janeiro do corrente ano de 2024, no âmbito de uma reorganização dos serviços de saúde que abrange todo o país, a ULS (Unidade Local de Saúde) do Médio Ave que integra a prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares numa só unidade de gestão, abrangendo o CHMA (Centro Hospitalar do Médio Ave), formado pelos actuais hospitais de Famalicão e Santo Tirso e os ACES (agrupamentos de centros de saúde) de Famalicão, Trofa e Santo Tirso. São mais de 2.000 trabalhadores.
170.000.000 € – A partir de agora tudo o que diz respeito a prestação de cuidados de saúde do SNS (Serviço Nacional de Saúde) nesta região (presume-se os três concelhos acima referidos) é da responsabilidade desta ULS. Isso explica que o seu orçamento seja de mais de 170 milhões de euros, ou seja, mais do que todo o orçamento do nosso município (162 milhões de euros). É enorme a responsabilidade agora assumida por uma equipa dirigida pelo Dr. António Barbosa e pelo Dr. Luís Moniz e que tem como directora clínica a médica Dr.ª Violeta Ofélia Iglésias, a quem desejamos, para bem de todos nós, o maior êxito.
AMPLIAÇÃO ESTRUTURADA – Também o presidente da câmara municipal, Dr. Mário Passos, manifestou satisfação por esta nomeação e deseja muito que o nosso hospital receba as obras e as ampliações de que necessita, lembrando que o município está já a fazer a sua parte no domínio da saúde. A ampliação estruturada do Hospital de Famalicão que faz título de primeira página e que o Dr. António Barbosa explica, dizendo que é preciso evitar o que aconteceu nas últimas décadas, "em que o hospital foi somando unidades que hoje não se articulam da melhor maneira", tem de merecer toda a atenção dos famalicenses.
RESPONSABILIDADES REPARTIDAS – Que a ampliação é necessária e deve ser bem estruturada não oferece dúvidas. O que importa é que ela seja a ampliação que o bom funcionamento da ULS exige, cabendo aqui muito trabalho, não só à direcção da unidade, como ao município de Famalicão. O município de Famalicão tem aqui uma enorme responsabilidade, pois não podemos ter uma ampliação adequada do hospital e estrangulamentos à volta, com licenciamento de construções ou de actividades que provoquem mais aumento do trânsito.
VISÃO QUE FAZ FALTA – Do que precisamos é de tráfego fluído e prioritário para as ambulâncias e pessoal que trabalha no hospital. Há lá espaço para habitações para médicos e enfermeiros e mesmo para edifícios de rectaguarda do hospital que tanta falta fazem. Outros municípios do nosso país assim têm feito. O que é preciso é visão larga por parte do nosso município e não continuar o atrofiamento que ocorreu nas últimas décadas a nascente e a poente do Hospital São João de Deus. Salve-se o que ainda for a tempo, contando com a colaboração dos particulares, que até bem podem ter vantagem nisso. Estejamos à altura das exigências que resultam da ULS que não estava prevista e surgiu agora.
OUTROS ASSUNTOS – Ficamos sem espaço
para falar dos dinheiros atribuídos às festas do Carnaval, das queixas dos
lesados do Talvai, do eco-parque de Cabeçudos, da residência para estudantes
universitários, da ferrovia e de tantos outros. Problemas não faltam. Tempo e
espaço para os tratar é que são escassos.
(Em Opinião Pública, 17/01/24)
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