PRIORIDADES – Para quem tem dúvidas onde gastar boa parte desse dinheiro retirado das festas atrevo-me a indicar algumas, sendo que outras poderá haver também e igualmente importantes. Se tivesse que decidir lutaria por utilizar esse dinheiro para fazer fortes campanhas de prevenção contra o tabagismo (muita gente que fuma gostaria de deixar ou atenuar esse vício), contra a obesidade (assusta o número crescente de obesos), contra o alcoolismo e outras drogas (cada vez mais perigosas). Não acabaríamos com esses males, mas poderíamos e deveríamos atenuá-los fortemente e preveni-los. Teria particular atenção com os jovens famalicenses. Seríamos um concelho com melhor qualidade de vida e gente pronta para festas com saúde.
PUBLICIDADE – Mas não é só com festas que a maioria da câmara municipal (auxiliada pela oposição) prepara as próximas eleições. A publicidade com o nosso dinheiro é outra arma utilizada: os boletins de propaganda que regularmente saem descaradamente com o nome de boletins municipais. Acresce a publicidade pendurada nos postes de iluminação da cidade e arredores e a que é feita por outras diversas formas.
MEDWAY – Não é pouca coisa o que a MEDWAY projecta para Lousado. Trata-se de um "porto-seco" ("porto" porque vão lá aparcar, especialmente por via ferroviária, milhares de contentores de materiais. como acontece nos portos de mar, e "seco" porque é em terra e não junto ao mar) de grandes dimensões. Dizem que será o maior da Península Ibérica, sendo imperioso verificar o impacto sobre o território e as populações do nosso concelho. Este assunto não pode andar escondido, devendo haver sobre ele a máxima publicidade desde já. Obrigado, vereadora Dr.ª Augusta Santos, pela insistência com que aborda este assunto.
LESADOS DO TALVAI – Não gosto de actuações cívicas anónimas, embora compreenda que em certas circunstâncias elas se utilizem. De qualquer modo, fui visitar o edifício BioTalvai e o que mais me impressionou foi a forma como se urbanizou e está a urbanizar o melhor território da nossa cidade (virado a sul e num ponto alto). Aquela urbanização reprova todas as câmaras eleitas desde 1976 até hoje. E a actual vai pelo mesmo caminho.
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