Tenho acompanhado a evolução desta urbanização, que veio implantar-se no espaço de uma quinta agrícola com bons terrenos, desde há cerca de 40 anos. Ainda me lembro do saudoso José Marinho me mostrar um projecto de arquitectura que elaborou e que preenchia aquela quinta de prédios de habitação com um número razoável de pisos devidamente espaçados. Era então a urbanização da Quinta dos Machado Guimarães, salvo erro.
Depois disso, a quinta permaneceu abandonada até à construção do tribunal judicial, há alguns anos, na parte norte da mesma, ficando a parte restante para preencher, esperava-se, principalmente com habitação e, secundariamente, com comércio, para além de um parque urbano. Não foi, no entanto, o que sucedeu.
Estas duas superfícies comerciais juntam-se a uma outra, adjacente ao Lidl, que é o bem conhecido E.Leclerc (lado poente da Avenida) e ainda a outra que está prevista para poucas centenas de metros daquele local, junto ao hospital, e que será, segundo se diz, para o Pingo Doce ou outra cadeia comercial semelhante.
Quatro superfícies comerciais concentradas no centro da cidade são exactamente o que a câmara municipal considera mais necessário e apropriado para fazer da sede do concelho uma grande urbe comparável às maiores do país!
O desafio está lançado, lembrando que debates como este deveriam ser prática normal, em qualquer município do país, com democracia local consolidada.
António Cândido de Oliveira (em colaboração e com apoio da Associação Famalicão em Transição)
(Enviado para o Opinião Pública de 28/02/24 e para outros jornais)
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