quinta-feira, 7 de março de 2024

Algumas perguntas e não só

BOMBEIROS – Confesso a minha ignorância. Julgava que os nossos bombeiros voluntários eram mesmo voluntários e que apenas alguns deles (poucos) exerciam funções a tempo inteiro. Parece-me que não é assim, hoje. Uma vez que os tempos evoluíram e é preciso que os bombeiros cumpram importantes e diversas tarefas que não se compadecem com o simples voluntariado, tornou-se necessária a sua profissionalização em larga escala. Continua a haver bombeiros voluntários, mas ao lado deles há bombeiros profissionais. Importa saber nomeadamente quantos bombeiros têm as duas corporações da nossa cidade e quantos deles são voluntários e quantos são profissionais. Enviei, por email, pedido de informação sobre este assunto. As corporações seguramente vão responder e darei conhecimento dessa resposta aos leitores. Ela será o ponto de partida para conhecer melhor estas corporações que tão indispensáveis são para a nossa segurança, para a nossa saúde e para a nossa qualidade de vida.

ACIDENTES NA CIDADE – Há a percepção por parte dos famalicenses de que há perigos grandes para os peões que circulam na cidade. Mas é apenas uma percepção, porventura não fundamentada. Importa saber em concreto quantos acidentes com gravidade (ferimentos graves ou mortes) ocorreram nos últimos anos no perímetro urbano da cidade e onde foram mais frequentes. Certamente essa informação existe até para prevenir e diminuir acidentes futuros e por isso pedirei essa informação à câmara municipal, que está atenta a este problema.

BIBLIOTECA MUNICIPAL – A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, situada no Parque de Sinçães, está muito melhor depois da recente remodelação. Vê-se que cresceu bastante e que houve um trabalho arquitectónico interior de qualidade. Não fiz ainda uma visita guiada, mas procurarei fazê-la com a ajuda que me for dada.

PASSEIOS – É frequente acontecer que leitores deste jornal me abordem e falem de problemas da nossa cidade que gostariam de ver abordados. Ouço-os com atenção, mas nem sempre tenho tempo para lhes dar o seguimento que mereciam. Recorrentemente me chamam a atenção, por exemplo, para o mau estado dos passeios da cidade e só posso concordar. Não compreendo que não haja uma brigada permanente da câmara para tratar de pequenas obras que, feitas a tempo, impediriam problemas que depois só com grandes obras se podem resolver. Também deveria haver uma preocupação de limpar os passeios de perigos, como por exemplo a queda de flores de japoneiras na Rua Adriano Pinto Basto.

MEDWAY – O jornal OP chamou a atenção, com largo destaque, para o problema da detecção de arsénio no terreno onde está prevista a construção do terminal da MEDWAY de que tanto se fala há anos. Mas mais importante que o terminal é saber o que se passa realmente com aquele terreno. Tem arsénio de origem natural ou artificial? Pode estar em causa a saúde pública dos famalicenses que residem nas proximidades! A câmara não pode estar à espera do parecer da APA. Tem de agir desde já e há muitas formas de o fazer. Não devem faltar nas universidades e institutos de investigação do nosso país pessoas qualificadas para chegarmos a conclusões seguras e o quanto antes.

ELEIÇÕES – Sabia que o nosso concelho costuma votar acima da média de todo o país, sendo por isso dos concelhos onde há menos abstenção? É um lugar que não devemos perder!

(Em Opinião Pública, 06/03/24)

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