sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A urbe famalicense

ARQUITECTO E URBANISTA – A inteligência artificial diz e a inteligência humana subscreve: a principal diferença entre um arquitecto e um urbanista está na escala e no enfoque do seu trabalho. O arquitecto está focado na escala do edifício e do ambiente construído, desenhando casas, prédios, interiores e detalhando a estética, os materiais e a funcionalidade de um espaço privado ou público. Por sua vez, o urbanista tem horizontes mais largos e está focado na escala macro, planeando cidades inteiras, bairros, o crescimento urbano, a mobilidade, o saneamento e as políticas públicas de ocupação territorial.

URBANISTA – Em Famalicão temos nos serviços da câmara municipal muitos arquitectos, mas não conheço um ou uma urbanista. Pode ser que exista, mas não é conhecido/a pela generalidade dos munícipes. E precisamos tanto de um(a) urbanista a tempo inteiro de elevada qualidade que planeie e comunique connosco!

CIDADE – A nossa cidade cresce desordenadamente. Devíamos ter no centro dela  habitação, comércio e serviços públicos. Em vez disso, damos prioridade a várias  superfícies comerciais. E anuncia-se mais uma para junto do hospital. Estão de parabéns os governantes de turno…

PISTA CARLOS BACELAR – Entrar na Avenida (?) Carlos Bacelar para quem sai da Rua Ana Plácido é um risco. A visibilidade para o lado da Póvoa é muito limitada. Para quando a construção da prometida rotunda (esperemos que simples) que facilite a circulação naquele local? Importa que a Carlos Bacelar deixe de ser uma pista para passar a ser uma avenida. E importa que haja possibilidade de fácil acesso ao Parque de Sinçães para quem mora do lado poente deste.

efe – Saiu mais um número do efe (Agosto 2026). A propaganda PSD/CDS continua. Opinião? Só uma, a do presidente e director Mário Passos. E nós continuamos a pagar!

OPOSIÇÃO – Não temos oposição à altura. Longe disso. É pena! Quem sofre é o concelho.

REABILITAÇÃO URBANA – Sempre que se opera uma reabilitação de prédios no centro da cidade ficamos contentes. Estão em curso algumas, mas há ainda tanto por fazer! 

PARQUE NORTE DE SINÇÃES – Dói ver a quantidade de dinheiro que se está a gastar no Parque de Sinçães Norte quando o que se precisava é de fazer a ligação deste parque com o de Sinçães e deste com o Parque da Devesa. A cidade ficaria enriquecida com os três parques ligados. Para isso era preciso um/a urbanista à altura, mas não temos. Nem urbanista, nem câmara com capacidade para tal.

HOSPITAL PRIVADO – É de lamentar que não haja em Famalicão um hospital privado de qualidade tal como acontece em Braga (3), Guimarães, Póvoa/Vila do Conde e Trofa. É certo que temos um hospital privado Trofa Saúde, mas em instalações inaceitáveis. 

RAI – Sabem os leitores que temos, como manda a lei, uma RAI (Responsável de Acesso à Informação) no nosso município? Daremos notícia mais detalhada depois de obter mais informação.

(Em Jornal de Famalicão, 10/09/26)

domingo, 6 de setembro de 2026

Uma vitória política em toda a linha de Mário Passos

Não sou jornalista, mas sou titular do poder político no município de Vila Nova em Famalicão juntamente e em pé de igualdade com os mais de 130.000 eleitores do meu concelho. Sim! São os munícipes (todos os munícipes) os titulares do poder político do concelho a que pertencem, sendo os órgãos eleitos (câmara e assembleia municipal) representantes dos titulares do poder e não donos.

É nessa qualidade de titular do poder político que escrevo estas linhas neste jornal, pois no meu município não há jornais impressos em Agosto. Assisti recentemente aos actos políticos que se descrevem sucintamente. O Partido Socialista de Famalicão apresentou, em reunião de câmara, uma proposta de homenagem a dois ex-presidentes de câmara (um do PS, outro do PSD) que exerceram funções durante mais de uma década, através do nome de um, dado a um parque, e do nome de outro, dado a uma casa de espectáculos.

O presidente da câmara, Mário Passos, manifestamente não gostou da ideia e rejeitou a proposta em reunião extraordinária da câmara municipal no mês de Julho (dia 3) depois de algumas peripécias nada abonatórias do dever de agendamento e aprovando, ao mesmo tempo, uma proposta alternativa de homenagem muito mais alargada.

A Comissão Política Concelhia do PSD, que tinha manifestado concordância com a proposta do PS, reagiu de imediato, criticou publicamente essa rejeição e foi mais longe: retirou a 16 de Julho a confiança política do PSD a Mário Passos e aos outros membros da câmara eleitos pelo PSD.

Mário Passos ficou numa situação delicada. Foi eleito pelo PSD, mas o PSD deixou de confiar politicamente nele. Chuva de pouca dura. O PSD a nível nacional e distrital movimentou-se e fez uma reunião alargada para resolver este problema no dia 20 de Julho. Não foi uma reunião qualquer, pois nela participaram o Secretário-Geral da Comissão Política Nacional, o Coordenador Autárquico Nacional, o Presidente da Comissão Política Distrital de Braga, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Vila Nova de Famalicão.

Na sequência dessa reunião saiu, no dia 1 de Agosto de 2026, um comunicado da Comissão Política concelhia do PSD em que o PSD nacional e concelhio manifestam incondicional apoio a Mário Passos, quer na recusa da proposta de homenagem apresentada pelo PS, considerada redutora, quer na acção desenvolvida pela câmara considerada excelente. Vitória em toda a linha de Mário Passos e derrota completa da Comissão Política Concelhia de Vila Nova de Famalicão do PSD. Derrota que, em condições normais, levaria a uma digna demissão por parte desta Comissão. Nada disso aconteceu. Mário Passos ganhou esta luta e a Comissão Concelhia ajoelhou politicamente perante o Presidente. Está de parabéns, Mário Passos!

P.S.: Será que isto ficará por aqui? Só o tempo o dirá.

(Em Diário do Minho, 06/08/26 - também publicado no blogue Democracia Local)