terça-feira, 3 de junho de 2008

Apontamentos diversos

Quando o tempo de que dispomos é curto, fazer breves apontamentos é a solução.

1. Nós famalicenses, por nascimento ou residência, temos o dever, que muitas vezes não cumprimos, de lembrar os conterrâneos que deixaram marcas na nossa terra. Evocamos aqui em breves linhas o Arquitecto José Marinho, recentemente falecido, que dedicou muita da sua vida a Famalicão. Todos os que o conheciam sabem como vivia os problemas da nossa cidade, procurando que ela fosse um lugar agradável para viver e como sofria quando ela era maltratada. Lembramos também o seu espírito de iniciativa e a dedicação às instituições da terra, com especial relevo para o Famalicense Atlético Clube, que serviu durante largos anos como praticante e como dirigente ao mais alto nível. Ligada à sua actividade no FAC está a construção do actual pavilhão da zona desportiva da cidade. Não se pode esquecer também (e tantas coisas ficarão aqui esquecidas) a Nova Igreja Matriz que projectou, com audácia, nos anos 70 e que só muito mais tarde foi possível concretizar.

2. As comemorações do centenário de Alberto Sampaio estão a decorrer com muito nível e interesse. Saber que o passeio "O Caminho de Alberto Sampaio" entre a Casa de Boamense e o Mosteiro de Landim juntou cerca de 200 pessoas é motivo de grande satisfação. E ainda há importantes actos de comemoração a decorrer.

3. A limitação do direito de participação do público nas sessões da assembleia municipal recentemente aprovada não se compreende. É certo que a participação deveria ser mais bem regulamentada e, desde logo, como sucede noutros municípios, ter uma hora e período de tempo definidos. Mas, ao que parece, o que se aprovou foi um inquérito prévio obrigatório a quem pretende falar no período destinado ao público. Compreende-se perfeitamente a atitude de Tavares Bastos, abandonando a sessão. Mas o público interessado só se conforma com esta decisão se quiser. Pode, com imaginação, interpelar a assembleia, sem desrespeitar a lei ou o regimento e sem esperar pelo fim da reunião.

4. A ideia de uma "quarta do povo" com a presença dos deputados famalicenses não foi minha, mas acolhi-a. Pus apenas uma condição na qualidade de moderador habitual destas sessões: que todos aceitassem participar. Aceitaram. Só que no dia combinado apenas apareceu o deputado Nuno Sá. Os deputados Virgílio Costa e Nuno Melo, por razões diferentes, não apareceram. Foi pena. O debate nestas condições não se fez. E teria sido seguramente um debate interessante, pois a ideia era pôr os presentes a fazer perguntas aos deputados e estes a responder. Esta atitude dos deputados faltosos deveria ser bem explicada pelos próprios. É que se trata objectivamente de uma falta de respeito pelas pessoas que os elegeram.

P.S.: Estive a ver, por momentos, a partida da selecção para a Suíça: parece que anda tudo doido! E não é que os noticiários das 20h de domingo da RTP, da SIC e da TVI abriram desenvolvidamente com esta "notícia"?

P.S. 2: Mais juízo teve o PSD, escolhendo uma líder qualificada que merece muito respeito.

(Em O Povo Famalicense, 03/06/08)

terça-feira, 6 de maio de 2008

PS local

Apenas a falta de tempo me tem impedido de colaborar com a regularidade habitual neste jornal e neste espaço. Ao longo das últimas semanas muitos assuntos mereciam aqui ser referidos. Em Famalicão não faltam temas que merecem atenção. A entrevista de Fernando Moniz ao O Povo Famalicense, por exemplo, foi importante e é um sinal de esperança. A esperança de que o PS local comece a ter juízo e seja uma efectiva alternativa de poder local. Não é fácil a tarefa do actual líder, mas tem capacidade para a desempenhar. Gostaríamos de ver rapidamente uma equipa de governo municipal a trabalhar para disputar as eleições de 2009. O tempo urge e o concelho merece!

(Em O Povo Famalicense, 06/05/08)

terça-feira, 25 de março de 2008

Planear a cidade

Se a nossa cidade estivesse a ser devidamente planeada estaríamos seguramente a fazer um debate público sobre as diversas alternativas que temos para fazer mais e melhor cidade. Poderíamos ter, por exemplo, a breve prazo uma larga avenida, com bons passeios e árvores, entre a Rotunda de Santo António e o Tribunal na saída para Braga. E do lado direito dessa avenida teríamos uma urbanização nova e de muita qualidade (tem mais de 30 anos o primeiro projecto para aquela zona). Poderíamos ter também do lado esquerdo da mesma avenida e em toda a extensa parte norte–poente uma cidade um pouco menos mal arranjada (já é difícil corrigir os erros feitos ao longo de tantos anos). E em muitos outros aspectos poderíamos melhorar a cidade de Vila Nova de Famalicão, se…

(Em O Povo Famalicense, 25/03/08)

terça-feira, 18 de março de 2008

Novos horários da CP

Os novos horários da linha Porto–Braga devem entrar em vigor no início de Abril deste ano. As novidades são poucas, mas são algumas. No entanto, a grande maioria dos comboios continua a demorar 45 minutos para chegar ao Porto e praticamente 30 minutos para chegar a Braga. Deveríamos ter – ao lado dos lentos – comboios a demorar 25 minutos para chegar ao Porto e 15 minutos para chegar a Braga. Está à disposição uma petição nesse sentido. Assine!

(Em O Povo Famalicense, 18/03/08)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Política nacional

Não costumo escrever aqui sobre política nacional, mas hoje faço excepção, sabendo que era mais cómodo não dizer nada.Venho afirmar que estou inteiramente com o actual Governo nomeadamente nas reformas da educação, da saúde e da justiça que está a levar a cabo. É provável, entretanto, que a corrente política conservadora, que se manifesta nas ruas, acabe por levar a melhor e consiga, com a aliança de parte do PS, travar as reformas. Estas, no entanto, acabarão por se fazer, dentro de alguns anos, porque são necessárias. Acabarão só por vir atrasadas, mas não é de admirar. Portugal costuma andar sempre atrasado.

(Em O Povo Famalicense, 06/03/08)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Estação sem chefe

Já um dia escrevemos que a nossa estação de caminhos de ferro é, em muitos aspectos, mais um apeadeiro do que uma verdadeira estação. O que não sabíamos era que nem sequer um chefe de estação tem! Se ao menos tivesse um responsável com poderes de decisão a quem as pessoas pudessem dirigir-se para tratar dos muitos problemas existentes, já se aceitava melhor esta situação, mas nem isso!

P.S.: Já repararam como está bonita a Rua do Bandeirinha com as ameixoeiras em flor?

(Em O Povo Famalicense, 27/02/08)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A grande superfície comercial

Quem escreve habitualmente nos jornais sabe o esforço que isso implica (é muito, muito mais fácil falar ou ouvir do que escrever) e, por isso, não podemos deixar de saudar vivamente o facto de um famalicense como Amândio Carvalho, que participou no debate organizado pel' O Povo Famalicense na sede da ACIF, ter publicado no jornal Opinião Pública, da semana passada, um importante e oportuno artigo sobre "As grandes superfícies comerciais e o Comércio Tradicional". 

O que não é de saudar e se revela preocupante é o silêncio que com quase toda a probabilidade vai ocorrer entre nós à volta da prevista instalação de duas grandes superfícies comerciais, enquanto a grande superfície comercial que é a nossa cidade vai definhando. Parece que não há famalicenses activos que gostem da cidade e do concelho!

P.S.: Já visitaram a exposição sobre Alberto Sampaio, no Museu Bernardino Machado? Não percam a oportunidade em ano de comemoração do centenário que, em boa hora, juntou os municípios de Famalicão e Guimarães.

(Em O Povo Famalicense, 12/02/08)