terça-feira, 9 de junho de 2009

Eleições (VIII)

O PS perdeu claramente as eleições europeias e o problema é saber agora como vai enfrentar esta nova situação que as sondagens não previam, mas que eu receava. A Europa não ficou melhor, a meu ver, com estes resultados. A nível nacional, o PS tem de fazer uma reflexão, sendo certo que não vemos (alguém vê?) uma alternativa de Governo melhor.

Continuo a estar com as reformas do actual Governo e gostaria de saber as propostas concretas dos outros, principalmente do PSD e do Bloco de Esquerda, para poder escolher. Eu não tenho o meu voto dado antecipadamente e nada me impede de o mudar se me convencer que há uma melhor alternativa de governo. Mas se essa alternativa for a de prometer facilidades, prometer dinheiro em abundância para resolver os problemas da saúde, da educação, da justiça, da segurança e ao mesmo tempo baixar impostos, não acredito.

(Em Notícias de Famalicão, 09/06/09)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eleições (VII)

1. Não posso escrever estas primeiras linhas sem dizer que partilho a dor que atingiu pessoas ligadas a este jornal por efeito do recente falecimento trágico de um ente que lhes era muito querido. A vida é assim e temos de lidar com ela tal como é. Mas custa muito, não só a compreender, como a aceitar.

2. Li com atenção a entrevista de Jorge Carvalho a O Povo Famalicense. Uma boa entrevista (das melhores que se tem publicado na nossa imprensa nos últimos anos), estando de parabéns a entrevistadora e o entrevistado. Não a vejo, de nenhum modo, como um ataque contra o PSD, mas antes como uma entrevista por Famalicão e por um PSD fiel aos seus princípios fundadores.

3. Quando no início do ano comecei a escrever sobre eleições neste jornal a pensar nos três actos eleitorais que vão decorrer, estava longe de pensar que iria ser convidado para ser mandatário distrital de uma das principais candidaturas às eleições europeias. Fui convidado e aceitei. De há muito que me sinto um português que defende uma Europa cada vez mais forte e solidária. Sem uma tal Europa não teremos todos nós, cidadãos europeus, um papel decisivo na política mundial, sendo que o mundo é cada vez mais a nossa casa comum. Não deixemos os problemas do nosso planeta só nas mãos dos Estados Unidos, da China e de outras potências. Defendamos uma Europa unida e o Tratado de Lisboa, votando no dia 7 de Junho.

(Em Notícias de Famalicão, 02/06/09)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Parque da cidade: continuamos sem informação

Dizíamos na semana anterior que deveríamos ter acesso a um desenho (mesmo a um filme ou video) que mostrasse aos famalicenses o que vai ser (ou poderá ser) o novo parque da cidade, o tal que implicará um investimento de 20 milhões de euros. Dissemos também que não encontrámos esse desenho na página oficial do município. Em post-scriptum chamámos, porém, a atenção para um desenho que apareceu há oito dias em várias rotundas da cidade e que publicitava um parque de mais de 300 mil m². Pensámos que, ao menos agora, a página do município nos ia mostrar não só uma visão global como detalhada do parque, das zonas envolventes e do seu enquadramento na cidade. Pensámos que a câmara nos ia proporcionar a informação a que temos direito.

No entanto, acabámos de consultar a página e o que encontrámos foi um vídeo com o senhor presidente da câmara a discursar e o texto desse discurso. Nada de desenhos ou de vídeo. Ou seja, o principal para formar um juízo sobre o parque não está lá, nem está facilmente acessível em lado nenhum. Não é assim que se procede e a oposição parece muito desatenta ou conformada. Eu não me conformo. Cumpram o dever de informar quanto antes para que possamos ter uma opinião devidamente fundamentada. Enquanto tal não suceder, muitas perguntas continuam por responder.

(Em Notícias de Famalicão, 19/05/09)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Parque da cidade: informação!

O Diário do Minho do domingo passado (10/05/09) abria assim: "A câmara municipal de Famalicão vai pagar 310 mil euros e alterar o PDM para ceder 'contrapartidas urbanísticas' às entidades que aceitaram vender o terreno para o parque da cidade, disse à Lusa fonte da autarquia". Dizia a seguir: "O parque terá 300 mil  de jardim, mata e equipamentos culturais e de lazer". E ainda: "O PDM vai ser alterado, permitindo aos vendedores dos terrenos receber contrapartidas urbanísticas". O DM informava também que a câmara municipal "vai iniciar nos próximos dias a construção de arruamentos e infra-estruturas básicas". Perante esta notícia, que também tem circulado nos jornais locais, fui ver a página oficial do município na internet para obter uma informação detalhada e imagens do que vai ocorrer. Pretendia ver o futuro parque como é meu direito como munícipe e interesse da câmara. Procurei no mesmo dia, 10 de Maio, e nada encontrei na primeira página, como devia. Havia destaque para o Clube Aventura de Famalicão, para dois vídeos do Presidente (um de 14/03/09 e outro de 27 do mesmo mês), para a feira medieval e ainda havia espaço para cerca de 20 sumários de notícias. Sobre o parque nada. Porquê? Porquê tanta dificuldade de acesso à informação? (E tantas perguntas à espera de resposta…)

P.S.: Já repararam numa loja do Shopping Town sobre temas da nossa terra?

(Em Notícias de Famalicão12/05/09)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eleições locais (VI)

Era nossa intenção inicial falar semanalmente de eleições (principalmente locais, mas não só), pois estamos num ano de três eleições, em pleno período de crise. Modificámos o plano: entremearemos este assunto com outros de interesse local e tudo na rubrica geral "Notícias de Famalicão", que mantemos já há alguns anos. Mas interessa voltar às eleições, pois ainda esta manhã (segunda-feira), Jorge Sampaio (PR de 1995 a 2005) admitiu como possibilidade a formação de um bloco central para governar o país, caso haja uma crise, nomeadamente económica, profunda. E, a meu ver, tem razão. Os portugueses têm ao longo destes mais de 30 anos de liberdade política – e, nomeadamente, liberdade de votar  dado o seu voto largamente maioritário ao PS e ao PSD (à volta dos 80%). Todos os outros partidos são minoritários, ficando muitas vezes abaixo dos 10% dos votos e a sua maior ambição, quase nunca atingida, é chegar aos 20% dos votos.

Em períodos normais, o desejável é que o PS ou o PSD governem estavelmente. Esse governo estável implica para o PS maioria absoluta, pois não pode contar com os seus partidos à esquerda. Estes (PCP e BE) ficam mais contentes quando nas eleições ganha o PSD do que quando ganha o PS. Não há possibilidade de alianças sérias com eles.

Já o PSD pode governar estavelmente, ora isoladamente, se tiver maioria absoluta dos votos, ora em coligação com o CDS desde que os votos de ambos permitam obter a maioria absoluta dos deputados na AR. O CDS tem-se revelado um parceiro sério do PSD.
Para bem do país importa, pois, a meu ver, que em próximas eleições o PS obtenha maioria absoluta. Se tal não suceder, o melhor é que o PSD, só ou em coligação com o CDS, a obtenha. O pior que pode acontecer é uma situação de ingovernabilidade e para essa eventualidade então forme-se um bom governo de bloco central para enfrentar a crise que atravessamos e para fazer as reformas de que o país ainda necessita.

P.S.: Em vez de deixar quieto o que estava mais ou menos bem (salvo irregularidades do piso), a câmara municipal resolveu mexer na Rua de Olivença e na Rua Cupertino de Miranda para fazer uma "intervenção urbana". Teve a câmara ao menos em consideração que ali existe um hospital e que junto deste o acesso de ambulâncias e, em certos casos, de automóveis é absolutamente prioritário? Duvidamos!

(Em Noticias de Famalicão, 05/05/09)

terça-feira, 28 de abril de 2009

25 de Abril

Costumo estar presente, desde o início, nas cerimónias oficiais do 25 de Abril de 1974 nos Paços do Concelho. Não me preocupa o número de pessoas que aparecem. Não costumam ser muitas, mas são as suficientes para encher o Salão Nobre e ainda transbordar para fora dele.
Outras pessoas têm este mesmo hábito de respeitar o 25 de Abril e entre elas permita-se-me que destaque o Monsenhor Joaquim Fernandes. Nunca exerceu funções políticas, sempre procurou bom entendimento com todas as câmaras (sem deixar de fazer as críticas que entende dever fazer) e não falha no convite que recebe para estar presente nas comemorações oficiais do 25 de Abril.

Tenho muito pena, entretanto, que o nosso capitão de Abril, José Luís Bacelar Ferreira, tenha deixado de ser um convidado, com lugar especial, nestas cerimónias. As razões que determinaram esse afastamento não honram nem o PSD, que tomou essa iniciativa por meras razões político-partidárias, nem o PS e demais partidos que tal consentiram. Esta discriminação tem ainda mais significado num ano que se homenagearam os presidentes da câmara depois do 25 de Abril.

Uma palavra sempre para a banda de música, que oferece um dos momentos mais bonitos das cerimónias. Se tivesse poder para tal, fazia um contrato com as bandas de música do concelho para regularmente actuarem e passearem pelas ruas da cidade para as pessoas poderem ver "a banda passar".

(Em O Povo Famalicense, 28/04/09)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Podas estranhas

Estive para telefonar para a câmara para pedir explicações, mas, deliberadamente, não o fiz. Não somos nós munícipes que temos de pedir explicações sobre a poda de árvores na Avenida 25 de Abril, nesta altura. É a câmara que tem a obrigação de explicar  bem explicado  o que está a fazer. Se não o fizer merece naturalmente a censura pública que por todo o lado se ouve. Não bastou já o corte feito com as ameixoeiras em flor na Rua Conselheiro Santos Viegas?

(Em Notícias de Famalicão, 14/04/09)