quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Urbanismo e política

Saber das relações entre o urbanismo e a política e mais particularmente entre os negócios do urbanismo e os meandros da política é assunto que tem o maior interesse e sobre o qual devemos procurar obter informação.

Não são simples essas relações e todos os contributos vindos de quem tem qualificação para falar sobre elas são bem-vindos. A Quarta do Povo desta semana tem como convidado quem conhece estes problemas por dentro, o Dr. Paulo Morais, ainda muito recentemente vice-presidente e vereador do urbanismo da segunda maior câmara municipal do país e autor do livro Mudar o Poder Local. Espera-se uma boa e qualificada participação.

P.S.: Foi bom ver passar pelas ruas da cidade, no passado domingo, a corporação dos Famalicenses (os "bombeiros de cima") com a sua fanfarra, pessoal devidamente formado e mais de 30 viaturas. Foi um desfile imponente!

(Em O Povo Famalicense, 25/09/07)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Tipografia Minerva

Quando passo pelo edifício da antiga Tipografia Minerva, na Rua Barão de Trovisqueira, pergunto-me sempre: por quanto tempo vamos poder usufruir ainda desta memória da nossa cidade? Quantos famalicenses têm consciência do que representou para Famalicão aquela que foi uma das mais consagradas tipografias do país no século XX e na qual foram editadas obras da maior importância que ostentam o nome da nossa terra e daquela casa?

Se essa consciência e consequente reconhecimento existirem, será dado, seguramente, um destino compatível àquele prédio. Poderá ser mesmo um fim lucrativo, mas sem alterar o seu aspecto exterior. A valorização do património cultural da nossa terra pede, quanto antes, uma actuação eficaz nesse sentido.

(Em O Povo Famalicense, 11/09/07)

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Árvores

A nossa cidade tem, felizmente, ruas com árvores. Deveria ter mais até, mas ter árvores é uma responsabilidade. As pessoas – e principalmente os moradores que ficam junto delas – só as estimarão se forem regularmente podadas de modo a não estorvarem a passagem, nem invadirem os seus prédios. Devem também ser devidamente cuidadas e limpas na época da queda das folhas. É uma responsabilidade pública do município – e, subsidiariamente, da freguesia – para a qual se chama a atenção em devido tempo.

(Em O Povo Famalicense, 04/09/07)


Desleixo

Há uma política do centro da nossa cidade que assenta em passeios de pequenos cubos de pedra e de cubos grandes nas passagens para peões. Ora, esses passeios e passadeiras requerem cuidados constantes, pois, doutro modo, os cubos, grandes ou pequenos, começam a soltar-se, causando problemas aos peões e aos automóveis. Porém, não se vê esse cuidado e poderíamos apontar dezenas de locais onde o desleixo é bem visível. Que anda a câmara – e subsidiariamente a junta de freguesia – a fazer?

(Em O Povo Famalicense, 31/07/07)


terça-feira, 7 de agosto de 2007

Urbanização da estação

Fui ao site da câmara para ver informações sobre a Urbanização das Bétulas que vai ser feita para albergar a comunidade cigana residente junto da estação. Estava à espera de uma informação detalhada até porque, ao que parece, a ideia inicial da arquitecta Elsa Oliveira foi alterada por imposição (!) do Instituto Nacional de Habitação.

A página web do município é muito pobre sobre este assunto e remete-nos para uma notícia saída no jornal Público de 25 de Julho. É muito pouco. Temos o direito de saber o que vai ser ali feito, bem como os arranjos e investimentos na zona envolvente. 

Não é para dar uma informação completa aos munícipes, principalmente quando se trata de assuntos importantes como este, que serve a página da net?

(Em O Povo Famalicense, 07/08/07)

sábado, 28 de julho de 2007

Enxota casamentos

Os famalicenses já repararam que, afinal, foi colocado um "enxota-casamentos" no jardim da câmara municipal?

Aquilo que pretendeu ser um histórico monumento mural teve como principal efeito fazer desaparecer os casamentos daquele espaço, muito desejado e procurado pelos fotógrafos, pela beleza e extensão do canteiro central. Com o "muromento", o jardim foi profundamente afectado e os ângulos para tirar fotografias diminuíram drasticamente. Naturalmente, os casamentos fugiram…

P.S.: Que vergonha, para nós famalicenses, aquela ida do PS júnior e do PS sénior a Lisboa, por ocasião das eleições intercalares. Estavam tão bem em casa…

(Em O Povo Famalicense, 24/07/07)

Um mapa de Famalicão de 1854

Como foi possível que um prestigiado advogado famalicense (terra de bons advogados) conseguisse obter um dos mapas mais antigos (porventura o mais antigo que existe) sobre a actual cidade de Vila Nova de Famalicão? Posso avançar a resposta. Quando um causídico toma os assuntos que tem no escritório a sério e faz a investigação histórica que esses assuntos muitas vezes exigem, gasta horas e horas, tem desilusões e incompreensões, mas encontra, por vezes, recompensa para o esforço feito. Recompensa não só por recolher elementos para melhor resolver a questão que tem em mãos, como por encontrar documentos que nem sequer se imaginava e que tem todo o interesse noutros domínios. Foi o que sucedeu neste caso.

Trata-se de um mapa curiosíssimo, feito em 1854, encontrado num arquivo, que vai prender a atenção dos famalicenses que gostam da sua terra e vai permitir verificar não só como era a vila de Famalicão em meados do século XIX, como a evolução que poderia ter tido, pois nessa altura tudo estava praticamente em aberto. Voltaremos a falar disso, pois ainda há muito a dizer. Entretanto, os famalicenses irão saber mais, mas não me cabe revelar o mapa. Tal tarefa cabe à câmara municipal que o fará, certamente, de modo adequado, pois já o tem em seu poder.

(Em O Povo Famalicense, 17/07/07 – texto revisto depois de publicado)