quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Transportes colectivos

É obrigatório ler a entrevista ao O Povo Famalicense de Manuel Oliveira, director-geral da Arriva, para perceber melhor o problema dos transportes colectivos no nosso concelho e não só. Podemos discordar de um ponto ou outro da entrevista, mas não a podemos ignorar. É a partir dela que deveremos tentar melhorar os transportes colectivos/públicos entre nós.

A Arriva diz o que pensa e com clareza. A CP fará o mesmo, esperamos. Há muitas questões para resolver que interessam a ambas (e ao município).

(Em O Povo Famalicense, 30/10/07)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Falta de planeamento e desleixo

Para ver o nosso urbanismo não é preciso sair do centro da cidade nem da sua via central, a velha Estrada Real Porto–Braga, depois designada até há poucos anos por Estrada Nacional n.º 14 e, hoje, um conjunto continuado de ruas. Coloquemo-nos junto ao Supermercado Bandeirinha, a 200 metros da câmara municipal. Para Sul, em direcção ao Porto, as ruas e os passeios estão cuidados e anda-se relativamente bem a pé até à rotunda D. Sancho I. Para Norte, temos logo uma rua (Senador Sousa Fernandes) com um mini-passeio, que obriga a fila indiana do lado nascente e, como se isto não bastasse, ocupado em parte com silvas. Depois chega-se à rotunda de Santo António, a menos de 200 metros, que, pura e simplesmente, despreza quem anda a pé, obrigando a perigosas travessias ou a subir para uma ponte mal amanhada. E quem pretender continuar para Norte em direcção a Braga, para o novo tribunal, é melhor nem pensar. Assim se planeia (?) o urbanismo entre nós.

(Em O Povo Famalicense, 23/10/07)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A cidade e a câmara

O painel de uma empresa imobiliária acabado de colocar, em frente à câmara municipal, deve suscitar a melhor atenção. Não está em causa uma intervenção urbanística naquele importante local. O que está em causa é saber o que vai surgir. Nada ali deve ser feito sem uma intervenção de conjunto, ou seja, sem um planeamento adequado. Alguém sabe algo sobre isso? Temos o direito de saber e de dar opinião.

(Em O Povo Famalicense, 16/10/07)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Pão

Durante a semana passada tive a oportunidade de provar pão de diversas zonas do país e de verificar desse modo como aquele que se come no nosso concelho (particularmente na cidade) deixa muito a desejar. Digam-me: onde há pão de qualidade em Famalicão? Aquele pão que nos dias seguintes ainda é bom!

Em vez de gastarmos dinheiro em feiras de doçaria e de gastronomia, com ovos moles de Aveiro e pão com chouriço não sei de onde, melhor seria termos, em cada ano, prémios para as melhores padarias do concelho e, já agora, para as nossas melhores confeitarias. Por ocasião da Feira de São Miguel, por exemplo. Ganharíamos muito mais com isso, até em saúde!

(Em O Povo Famalicense, 09/10/07)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Urbanismo e política

Saber das relações entre o urbanismo e a política e mais particularmente entre os negócios do urbanismo e os meandros da política é assunto que tem o maior interesse e sobre o qual devemos procurar obter informação.

Não são simples essas relações e todos os contributos vindos de quem tem qualificação para falar sobre elas são bem-vindos. A Quarta do Povo desta semana tem como convidado quem conhece estes problemas por dentro, o Dr. Paulo Morais, ainda muito recentemente vice-presidente e vereador do urbanismo da segunda maior câmara municipal do país e autor do livro Mudar o Poder Local. Espera-se uma boa e qualificada participação.

P.S.: Foi bom ver passar pelas ruas da cidade, no passado domingo, a corporação dos Famalicenses (os "bombeiros de cima") com a sua fanfarra, pessoal devidamente formado e mais de 30 viaturas. Foi um desfile imponente!

(Em O Povo Famalicense, 25/09/07)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Tipografia Minerva

Quando passo pelo edifício da antiga Tipografia Minerva, na Rua Barão de Trovisqueira, pergunto-me sempre: por quanto tempo vamos poder usufruir ainda desta memória da nossa cidade? Quantos famalicenses têm consciência do que representou para Famalicão aquela que foi uma das mais consagradas tipografias do país no século XX e na qual foram editadas obras da maior importância que ostentam o nome da nossa terra e daquela casa?

Se essa consciência e consequente reconhecimento existirem, será dado, seguramente, um destino compatível àquele prédio. Poderá ser mesmo um fim lucrativo, mas sem alterar o seu aspecto exterior. A valorização do património cultural da nossa terra pede, quanto antes, uma actuação eficaz nesse sentido.

(Em O Povo Famalicense, 11/09/07)

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Árvores

A nossa cidade tem, felizmente, ruas com árvores. Deveria ter mais até, mas ter árvores é uma responsabilidade. As pessoas – e principalmente os moradores que ficam junto delas – só as estimarão se forem regularmente podadas de modo a não estorvarem a passagem, nem invadirem os seus prédios. Devem também ser devidamente cuidadas e limpas na época da queda das folhas. É uma responsabilidade pública do município – e, subsidiariamente, da freguesia – para a qual se chama a atenção em devido tempo.

(Em O Povo Famalicense, 04/09/07)