terça-feira, 7 de julho de 2009

Réus

Não sei se os leitores sabem, mas nós, famalicenses, somos réus numa acção intentada por uma sociedade de construção civil e actividades imobiliárias que corre seus termos no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. Nessa acção, a sociedade pede ao juiz que nos condene a pagar mais de três milhões de euros por prejuízos causados. Ela exige-nos essa quantia acrescida de juros legais, pois nós, através de um contrato celebrado em 1996, prometemos-lhes uma determinada capacidade construtiva em troca da cedência gratuita de terrenos para a sede da Universidade Lusíada (que nunca mais foi construída) e não lha demos. Como imaginam, essa capacidade construtiva não era permitida, mas nós comprometemo-nos a fazer o que fosse necessário para permitir. Fizemos um contrato ruinoso, subscrito por quem nos representava na altura e agora estamos a sofrer as consequências. Tenciono contar esta e outras histórias relacionadas nas próximas semanas.

P.S.: Agradeço ao Dr. Camilo Freitas as referências amigas que me fez, juntamente a outros famalicenses, num texto recente do Cidade Hoje. Permita-me que recorde outro famalicense que se destaca em Braga: Armando Varela, empresário, dono de uma das melhores padarias do Minho, oferecendo aos clientes a qualidade do pão tradicional. Visitem Moinho de Pão, junto ao Tribunal Judicial de Braga. Vale a pena!

P.P.S.: Tem lugar hoje à noite a apresentação do livro do Dr. Álvaro Vasconcelos sobre a Rua Direita, na própria Rua Direita. Não deixem de passar por lá.

(Em Notícias de Famalicão, 07/07/09)

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