HÁ VINTE ANOS – Na qualidade de membro da assembleia municipal de 2001 a 2005, escrevia regularmente neste semanário textos que depois reuni num livro com o título As Assembleias Municipais Precisam de Reforma (Diário da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão – 2002 a 2005) e que está disponível, julgo, na assembleia municipal. Dada a sua actualidade, transcrevo os seguintes trechos:
29 DE SETEMBRO DE 2002 – SANTUÁRIO – "Cerca de oito mil e quarenta e cinco idosos famalicenses deslocaram-se, em 157 autocarros, no passado sábado, dia 14 de Setembro, ao santuário de Fátima, por iniciativa da câmara municipal, em colaboração com as 49 juntas de freguesia do município” (Notícias de Famalicão, 20/10/02). Apenas quero saber, neste momento, de forma discriminada, quanto custou essa deslocação multitudinária que eu paguei com os demais famalicenses. Os comentários virão depois". A resposta da câmara presidida por Armindo Costa não demorou, como se pode ver:
O "SANTO" – "Tenho uma ideia negativa destas 'peregrinações' multitudinárias a Fátima. Ir a Fátima é apenas um pretexto religioso para venerar o 'santo' que é o presidente da câmara. Há nestas iniciativas uma má utilização do nosso dinheiro e também da religião para fins políticos. As coisas já eram assim antes deste mandato e assim continuam a ser. Importa pôr fim a este abuso. Haverá coragem?"
CONCLUSÃO – É minha opinião que estes passeios, a continuarem, deveriam ser organizados pelas freguesias sozinhas ou em grupo, ainda que com apoio do município, nas datas que fossem mais convenientes. Mas o que me interessa saber, neste momento, é quanto custou este passeio. Terá a câmara de hoje, presidida por Mário Passos, a mesma transparência da de há 20 anos? Segue pedido de informação em separado, ainda que não devesse ser necessário.
NATUREZA – Fui visitar os desbastes de Cabeçudos junto da auto-estrada e as remoções de terra de Jesufrei, no passado domingo (11/09/23). Estamos a dar cabo do nosso território! Quando o imperativo geral é cuidar da natureza, o do nosso município parece ser o de dar cabo dela. Vejam com os vossos próprios olhos. Há também fotografias. Estas operações foram devidamente autorizadas?
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