domingo, 15 de maio de 2011

Arquivo Municipal e falta de respeito

Vi com agrado que começaram, ao que parece, as obras do Arquivo Municipal na Rua Adriano Pinto Basto. Mas foi com muito desagrado que vi também que mais uma vez se ocupou boa parte do passeio com uma vedação, sem nada se dizer sobre o que se está a fazer. Não há lá uma placa a indicar as obras, a data de começo, o dinheiro que se vai gastar e muito menos uma informação sobre o projecto. É a já costumada falta de respeito pelos munícipes! A mesma falta de respeito que faz com que a placa sobre as importantes obras no antigo Tribunal continue sem conter a data do começo das mesmas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Planeamento

Perguntaram-me porque foi construído o Tribunal tão longe do centro da cidade? E perguntam-me também: porque não foi, ao menos, construído na parte mais baixa da quinta onde está localizado? Respondo que não sei. O que sei é que foi construído sem planeamento. Planeamento urbano sério é coisa que não existe em Famalicão há mais de 40 anos. Os resultados estão à vista de todos!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Candidatos a deputados

Este jornal noticiava na semana passada que são candidatos a deputados nas eleições para a Assembleia da República, situados em "bons lugares", os juristas famalicenses Nuno Sá, Jorge Paulo Oliveira e Durval Tiago Ferreira. Nada tenho de pessoal contra estes candidatos, tendo mesmo apreciado o modo como, por exemplo, o último exerceu por alguns meses o mandato, mas uma pergunta se impõe: alguém nos consultou sobre estas candidaturas? 

Dito doutro modo: houve algum cuidado de falar publicamente destes e doutros nomes antes de serem escolhidos? Eu sei que quem escolhe os candidatos são os partidos e que estes escolhem quem bem entendem. Mas é bom procedimento fazer essa escolha dentro de cada partido, numa reunião fechada, sem qualquer publicidade prévia? Depois não se queixem se não nos sentirmos representados por estes representantes e que se critiquem os partidos por actuarem como actuam. Ainda o que vale é que ao votarmos não estamos a pensar neles, mas nos candidatos a primeiro-ministro.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A resposta do presidente da câmara e o hastear da bandeira

Escrevi na semana passada, neste local, um texto em que me insurgia contra as dificuldades de estacionamento à volta do hospital, chamando também a atenção para a falta de planeamento e o subsequente entupimento das entradas nascente e poente do hospital. Escrevia, a terminar, o seguinte: "Ainda teremos de esperar por uma câmara que tenha uma política larga de desenvolvimento da cidade e que não cometa estes erros". E acrescentava: "Mas já repararam que os políticos locais nem se dão, em regra, ao trabalho de darem satisfações e de escreverem sobre estes e outros assuntos locais?". Esta minha última parte foi "contrariada" pelo presidente da câmara municipal, que teve o cuidado de me enviar a seguinte resposta, da qual omito saudações e outras palavras de circunstância: "A propósito do seu último artigo de opinião, que publicou na edição de 19 de Abril de O Povo Famalicense (…) tomo a liberdade em enviar-lhe documentação elucidativa quanto ao momento de origem do processo de construção do lado nascente do Hospital de Famalicão, sendo o processo relativo ao lado poente bastante mais antigo, como é do seu conhecimento".

Da documentação que o presidente da câmara juntou e relativa ao Processo n.º 11652/01 pode deduzir-se que a responsabilidade pela construção do prédio junto das novas urgências não lhe cabe. Desse processo consta um despacho proferido pelo Presidente Dr. Agostinho Fernandes, datado de 03/12/2001 (poucos dias antes das eleições que foram no dia 16 do mesmo mês), que rezava muito sucintamente: "Deferido nas condições da informação". A informação era do director do departamento de Urbanismo, Eng.º José Duarte. Darei tempo para que alguém se pronuncie sobre esta resposta. Depois, direi o que entender por mais adequado.

Participar no hastear da bandeira nos dias 25 de Abril é, para mim, quase um dever como ir à missa. Não é da mesma natureza, mas é, mesmo assim, um importante dever cívico. A cerimónia é simples, mas significativa. A Banda de Música de Famalicão toca o Hino Nacional e as três bandeiras (nacional, à frente, europeia e concelhia) sobem ao alto dos mastros. Depois a banda interpreta, com o nível a que nos habituou, uma música festiva e segue caminho pelas ruas da cidade a caminho da sede na Rua Direita. As pessoas presentes na cerimónia, infelizmente não muitas, seguem depois para o Salão Nobre dos Paços do Concelho para uma sessão solene comemorativa. Quanto a esta já fui assistente fiel, mas deixei de o ser desde há vários anos. O interesse das intervenções é geralmente reduzido e o próprio presidente da assembleia municipal, que deveria dar o exemplo, prima pela ausência.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Falta de planeamento dificulta estacionamento

Já sabia que era difícil estacionar um automóvel no centro da cidade e mais ainda junto do hospital. O que não sabia é que já havia quem fosse estacionar no cimo da Rua do Príncipe Real, colocando, mesmo assim, o automóvel onde não devia, estorvando a vida de quem lá mora. Isto é o resultado de uma política de urbanismo (ou melhor, da falta dela) no centro da cidade e particularmente junto do hospital. Permitir construções do lado nascente e poente do hospital, mesmo junto da antiga e da nova urgência, sem cuidar do estacionamento deu no que deu: enormes dificuldades, não só de circulação, como de estacionamento.

Há quem diga que se podem guardar os automóveis nos parques, que há parques pagos para isso. Esquece-se, porém, que esses parques são caros, principalmente para quem precisa de estacionar durante o dia inteiro, por motivo de trabalho. Ainda teremos de esperar por uma câmara que tenha uma política larga de  desenvolvimento da cidade e que não cometa estes erros. Mas já repararam que os políticos locais nem se dão, em regra, ao trabalho de darem satisfações e de escreverem sobre estes e outros assuntos locais?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

9 de Abril

9 DE ABRIL – Prometi a mim mesmo visitar a Praça 9 de Abril e o monumento aos Mortos da Grande Guerra no passado sábado, dia 9 de Abril. Por razões várias não o fiz. Mas no dia 10, domingo, poucos minutos antes da missa das 9h, fui junto do monumento, permanecendo ali alguns momentos. Não vi qualquer sinal de comemoração, nem mesmo uma simples coroa de flores. Vi antes, na praça, garrafas de cerveja espalhadas e partidas, lembrando certamente uma noitada de estudantes "à rasca", mas não tanto que deixassem de começar a celebrar desse modo a Queima das Fitas. Assim não vamos longe, nem respeitamos o passado nem construímos o futuro.

BROA DO MIRANDA – Tem fama a broa do Café Miranda, antigo Pica-Pau. Afirmam os proprietários que é feita pelo processo tradicional e que foi pena que deixasse de ser feita com a farinha moída num moinho de Bougado (Trofa). O moinho fechou por falecimento do respectivo proprietário. Devemos ser exigentes com o pão que comemos, ainda que ele custe um pouco mais do que o pão "normal", pão de má qualidade que está à venda por toda a parte.

PRIMAVERA – Já se nota bem o perfume da Primavera no cheiro das laranjeiras e ainda no começo das tílias. Protejam as tílias da nossa cidade e do nosso concelho!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Edna Cardoso: Portugal primeiro

O último artigo de Edna Cardoso n' O Povo Famalicenses, onde colaborava desde 2004, tinha o significativo título "Portugal Primeiro". Escrevia, em Janeiro deste ano, depois das eleições presidenciais, e previa já uma intensa luta pelo poder no que respeita ao Governo. Sem antecipar cenários quanto a datas de eleições, mas lembrando sempre o interesse nacional, deixava duas ideias bem claras: a primeira a de que cada partido deveria ir a eleições separadamente, por forma a permitir aos eleitores escolher a "força política com a qual se identificam"; a segunda, a de que "o PSD é na origem um partido de raiz social-democrata. Assim o concebeu e lhe deu alma Francisco Sá Carneiro". E acrescentava: "É a esta matriz original que o PSD tem de regressar para que possa fazer a diferença".

Edna Cardoso, a quem rendo homenagem pela forma como soube enfrentar muitas adversidades, nomeadamente a maior, a da doença, tinha ideias políticas muito bem arrumadas. E era uma social-democrata de verdade. Fiel, sempre fiel, ao PSD mesmo quando este, directa ou indirectamente, a maltratou. Tivessem todos os partidos muitos militantes como ela e a política seria mais séria e mais nobre.