quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Estejamos atentos!

Perante uma pelo menos aparente apatia geral dos famalicenses, a assembleia municipal vai aprovar, esta semana, nomeadamente:

1. Uma alteração, de contornos mal definidos, ao Regulamento Municipal de Salvaguarda e Revitalização da Área Central da Cidade de Vila Nova de Famalicão (conhecem este regulamento?);

2. Uma rede viária dentro do Parque da Devesa antes de se debater publicamente o Plano de Pormenor que está a ser elaborado (o carro à frente dos bois);

3. A declaração de interesse público municipal da execução da "cidade desportiva" numa área de quase 267 918 m² (mas afinal é para fazer já? E o referendo local?).

A apatia será tão grande que isto não provoque um qualquer tipo de intervenção política e de cidadania à altura?

(Em O Povo Famalicense, 27/11/07)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Urbanismo ilegal

O direito do urbanismo determina que o crescimento de uma cidade deve fazer-se com planeamento e discussão pública. Doutro modo, o crescimento é ilegal. Mas é claramente na ilegalidade que vive o urbanismo na nossa cidade, para não falar do concelho. A táctica é a do facto consumado. Vão dois exemplos: o local previsto para o Parque Urbano da Devesa e os terrenos envolventes, nomeadamente junto da Av. Humberto Delgado, estão a ser continuamente modificados e urbanizados sem que tenha havido um plano elaborado e aprovado e muito menos discussão pública. A imprensa desta semana anunciava (vejam só!) a aprovação pela câmara do traçado de uma via no futuro Parque da Devesa sem que tenha existido qualquer preocupação com a discussão pública.

A oposição votou contra, mas não chega. Tem de trazer para a discussão pública (encontrando a arte de o fazer) o que a câmara quer fazer discretamente. E não é só este caso. Sirva a título de exemplo a declaração de interesse público da execução da cidade desportiva (!) com mais de 200.000 m² de área de intervenção para efeito de negociar terrenos (Cidade Hoje, dia 15/11/2007, p. 5).

A maioria governa de modo desastrado e não tem oposição à altura!

(Em O Povo Famalicense, 20/11/07)

sábado, 10 de novembro de 2007

Mau governo

Temos muitas razões para ter orgulho no nosso concelho. É um dos principais do país, tendo mais de 120 mil habitantes e mais de 200 km². Está entre os 20 principais concelhos do país (18.º) e, se exceptuarmos os principais concelhos da Grande Lisboa e do Grande Porto, está em 5.º lugar! Ao nosso lado, concelhos como os da Trofa ou Vizela são miniaturas.

Um concelho assim grande – que se estende de Joane a Gondifelos, de Riba d’Ave a Fradelos, de Arnoso a Ribeirão – precisa de bom governo municipal. Tem, porém, um mau governo e não se perspectiva um outro melhor. Motivo para dupla e séria preocupação!

(Em O Povo Famalicense, 18/09/07)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Transportes colectivos

É obrigatório ler a entrevista ao O Povo Famalicense de Manuel Oliveira, director-geral da Arriva, para perceber melhor o problema dos transportes colectivos no nosso concelho e não só. Podemos discordar de um ponto ou outro da entrevista, mas não a podemos ignorar. É a partir dela que deveremos tentar melhorar os transportes colectivos/públicos entre nós.

A Arriva diz o que pensa e com clareza. A CP fará o mesmo, esperamos. Há muitas questões para resolver que interessam a ambas (e ao município).

(Em O Povo Famalicense, 30/10/07)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Falta de planeamento e desleixo

Para ver o nosso urbanismo não é preciso sair do centro da cidade nem da sua via central, a velha Estrada Real Porto–Braga, depois designada até há poucos anos por Estrada Nacional n.º 14 e, hoje, um conjunto continuado de ruas. Coloquemo-nos junto ao Supermercado Bandeirinha, a 200 metros da câmara municipal. Para Sul, em direcção ao Porto, as ruas e os passeios estão cuidados e anda-se relativamente bem a pé até à rotunda D. Sancho I. Para Norte, temos logo uma rua (Senador Sousa Fernandes) com um mini-passeio, que obriga a fila indiana do lado nascente e, como se isto não bastasse, ocupado em parte com silvas. Depois chega-se à rotunda de Santo António, a menos de 200 metros, que, pura e simplesmente, despreza quem anda a pé, obrigando a perigosas travessias ou a subir para uma ponte mal amanhada. E quem pretender continuar para Norte em direcção a Braga, para o novo tribunal, é melhor nem pensar. Assim se planeia (?) o urbanismo entre nós.

(Em O Povo Famalicense, 23/10/07)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A cidade e a câmara

O painel de uma empresa imobiliária acabado de colocar, em frente à câmara municipal, deve suscitar a melhor atenção. Não está em causa uma intervenção urbanística naquele importante local. O que está em causa é saber o que vai surgir. Nada ali deve ser feito sem uma intervenção de conjunto, ou seja, sem um planeamento adequado. Alguém sabe algo sobre isso? Temos o direito de saber e de dar opinião.

(Em O Povo Famalicense, 16/10/07)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Pão

Durante a semana passada tive a oportunidade de provar pão de diversas zonas do país e de verificar desse modo como aquele que se come no nosso concelho (particularmente na cidade) deixa muito a desejar. Digam-me: onde há pão de qualidade em Famalicão? Aquele pão que nos dias seguintes ainda é bom!

Em vez de gastarmos dinheiro em feiras de doçaria e de gastronomia, com ovos moles de Aveiro e pão com chouriço não sei de onde, melhor seria termos, em cada ano, prémios para as melhores padarias do concelho e, já agora, para as nossas melhores confeitarias. Por ocasião da Feira de São Miguel, por exemplo. Ganharíamos muito mais com isso, até em saúde!

(Em O Povo Famalicense, 09/10/07)