quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

A câmara lê os jornais?

ELEIÇÕES 2025 – Precisamos de duas boas listas para as eleições municipais de Setembro/Outubro deste ano para podermos escolher bem. Temo que não as tenhamos. Se tal suceder, que apareça pelo menos uma terceira lista fora dos partidos tradicionais que mobilize os famalicenses. O nosso município merece.

ELEIÇOES 2025 II – E não só boas listas para a câmara. São precisas boas listas para a assembleia municipal. Importa atrair, para este órgão, gente nova (e reformados, porque não?) que se interesse pelos problemas da nossa terra e com diferentes formações profissionais ou académicas.

A CÂMARA LÊ OS JORNAIS? – Os membros da câmara (toda), os membros da assembleia, bem como os chefes dos serviços do município lêem os jornais da terra? Não só este, como é óbvio, mas todos os que se publicam? Se não lêem, deviam, pois os meios de comunicação social são voz dos cidadãos. Não se trata de ler tudo, claro, mas de ler os assuntos que dizem respeito aos respectivos pelouros e serviços.

FAMALICÃO E CALENDÁRIO – Famalicão e Calendário são duas freguesias muito populosas, distintas e amigas. Foram unidas à força. Ninguém quis saber da sua vontade. Cada uma delas tem condições para ter autonomia e ter a sua junta. Os de Famalicão querem ter uma junta da sua freguesia. Certamente Calendário quer ter também a sua junta, pois tem população e território com problemas que precisam de ser cuidados sem ter ainda de tratar dos da freguesia de Famalicão. De que se está à espera para fazerem uma separação amigável? Espero que as listas que se vão candidatar às eleições deste ano tenham isso em conta.

AFETRA – A Associação Famalicão em Transição merece a devida atenção. É uma associação com  gente nova  e qualificada que tem ideias pensadas e que quer o melhor para Famalicão, para o nosso país e para o planeta. Para desenvolver a sua actividade precisa de apoio, pois não tem fins lucrativos. Uma sede condigna é o apoio mínimo que a câmara lhe pode dar. Dará certamente.

PASSEIOS – É frequente encontrar pessoas que me pedem para falar de problemas da nossa cidade. Seria bom que essas pessoas pudessem falar com a gestora do centro urbano que existe e está ao serviço da câmara para dar conhecimento desses problemas a quem pode resolvê-los. A mim, pedem-me apenas para escrever, pois sabem que não posso fazer mais. Um dia destes, um famalicense fez questão de me mostrar o estado de um pavimento junto do Espaço Sénior onde ainda há pouco tinha caído uma pessoa. De que se está à espera para cuidar dos passeios da cidade?

GESTORA DO CENTRO URBANO – A gestora do nosso centro urbano deve ser uma pessoa simpática e competente que ande na rua, seja bem conhecida, ouça as pessoas, acolha sugestões, tome conta dos problemas da cidade, resolva o que pode ser facilmente resolvido, transmita a quem de direito o que é mais difícil de resolver. Bem tenho tentado contactar com ela, mas é difícil. No único contacto telefónico que consegui ter, depois de várias tentativas, remeteu-me para o gabinete da presidência da câmara (28/01/25). Assim fiz de imediato. Darei notícias, espero.

MUSEU BERNARDINO MACHADO – No sábado passado, da parte de tarde, o auditório do Museu Bernardino Machado estava cheio para uma sessão política de um partido (no caso, o PS). Bernardino Machado ficaria contente ao ver aquele auditório utilizado para acolher iniciativas do PS ou de qualquer outro partido democrático. O museu não se fez apenas para recordar o passado; ele deve estar aberto a actividades dirigidas ao futuro.

(Em Jornal de Famalicão, 30/01/25)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

As rolas da câmara e o Carnaval

PARQUE DA ESTAÇÃO – O parque de estacionamento junto da estação ferroviária de Famalicão (lado nascente) com lugar para algumas dezenas de automóveis de utentes da CP está limpo e com lugares vazios. Parabéns à câmara e à IP pelo trabalho feito, que não foi fácil. Importa manter sempre o parque limpo e livre para bem de todos. Devemos lutar por isso, sempre.

DESAGREGAÇÃO DE FREGUESIAS – Felizmente vão ser restauradas, espera-se, uma série de freguesias no nosso concelho. Ainda haverá outras para restaurar e, porque as freguesias não são imutáveis, até poderá haver união (e não desagregação) de outras. As freguesias não devem ser demasiado pequenas nem demasiado grandes. Assunto para continuar a ser abordado.

ROLAS DA CÂMARA – Costumo acordar cedo e é com muito agrado que ouço o cantar das rolas que, julgo, têm ninho em árvores do jardim da câmara e se deslocam para os quintais que estão próximos, nomeadamente da Rua Conselheiro Santos Viegas. É bom sentir um pouco do campo na cidade.

PARQUES – O denominado "Boletim Municipal" de Janeiro de 2025, já referido na semana anterior, mostra o desenho de dois novos parques verdes: o Parque do Pelhe (0,8 km²) e o Parque de Sinçães Norte (0,22 km²). Ambos deveriam ser devidamente postos à apreciação dos famalicenses em sessão apropriada antes de serem postos a concurso. Estão em jogo cerca de 5 milhões de euros. Só que é pedir muito a esta câmara…

CARNAVAL – O mesmo boletim de propaganda já anuncia na última das suas 72 páginas a cores o Carnaval. O texto começa deste modo: "Depois do Natal, contam-se os dias para uma das mais divertidas noite do ano: o Carnaval". Só não anuncia que, nesta festa, a câmara vai  gastar 175.000 .

PASSEIOS – Os passeios da nossa cidade precisam urgentemente de atenção. Trata-se de regularizar o pavimento de modo a que as pessoas possam circular com segurança. Seria muito útil formar uma brigada permanente para cuidar deles. Não se trata de gastar muito dinheiro para ficarem bonitos. Basta que fiquem seguros.

ISRAEL/PALESTINA – Quase não se acredita, mas parece que vai haver cessar-fogo na estúpida guerra do Médio Oriente (as terras por onde Jesus Cristo andou, como faz questão de lembrar com tristeza a D.ª Isabel do Supermercado Bandeirinha). Esperemos que assim seja, pois não há coisa mais desumana do que a guerra.

(Em Jornal de Famalicão, 23/01/25)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Língua portuguesa e boletim de propaganda

LÍNGUA PORTUGUESA – Há milhares de imigrantes no nosso concelho e muitos deles estão longe de conhecer a língua portuguesa. Se os queremos integrar, uma das primeiras coisas a fazer é ensinar a nossa língua e a nossa cultura.

FEIRA SEMANAL – Impressiona a nossa feira semanal das quartas-feiras. Estende-se por largo espaço e nela encontramos tudo do que precisamos ou quase. Os comerciantes desde manhã muito cedo e até à tarde estão ali com tenda montada, sofrendo muitas vezes frio, chuva e vento, sol inclemente no Verão, atendendo os milhares de visitantes. A nossa feira semanal é um património que deve ser bem cuidado e à qual a câmara municipal deve dar toda a atenção, proporcionando as melhores condições.

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE RIBA DE AVE – Conheço mal esta instituição, mas fala-se bem dela. Visitei a página oficial e ela está bem estruturada e informa amplamente. Esta santa casa foi recentemente visitada pela ministra da Saúde, que a elogiou e salientou o humanismo e o pioneirismo das novas valências criadas no domínio da saúde mental (demência). Merece que sejam dados a conhecer mais elementos sobre ela.

ESPAÇO SÉNIOR – O Espaço Sénior funciona junto do antigo posto da PVT – e, até há alguns anos, posto de turismo. Agora abre as portas aos famalicenses mais idosos. É minha opinião que deveriam estar lá disponíveis para leitura todos os jornais famalicenses. Estão?

GESTORA DO CENTRO URBANO – Ao que parece, temos afinal uma gestora do centro urbano. Chama-se Ana Lima e vou continuar a tentar falar com ela. Não tem sido fácil.

EMBALAGENS – Já se deu bem conta do lixo que se produz com as embalagens de papel, plástico e outros materiais? Basta percorrer as ruas da cidade à noite, antes da recolha do lixo.

BOLETIM DE PROPAGANDA – Saiu um novo número do boletim de propaganda (Janeiro de 2025) da câmara municipal com a data de Janeiro de 2025 que merece leitura. Leitura crítica, claro, pois é pura informação e propaganda à custa dos munícipes. Não se encontra no boletim nada que não seja o elogio da câmara em boca própria. Bem se pode dizer que isto não se faz, que isto é proibido noutros países. A nossa câmara sempre o fará e neste ano ainda mais, pois é ano de eleições e nem sequer a oposição (as oposições) fará a crítica devida a este comportamento. E notem bem: a tiragem é de 61.750 exemplares.

GUARDA-RIOS – Entretanto, pelo mesmo boletim, ficámos a saber que temos uma brigada operacional de cinco guarda-rios para vigiar e monitorizar 200 quilómetros de linhas de água que compõem a bacia hidrográfica do concelho. É de aplaudir e desejar que façam um bom trabalho! Seria bom que começassem por fazer um relatório sobre a situação actual da nossa bacia para daqui a uns anos fazer o balanço. E de que se espera para divulgar um mapa do concelho com os 200 km das linhas de água?

(Em Jornal de Famalicão, 16/01/25)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Parque Norte, Santa Casa e outros assuntos

PARQUE NORTE – O prolongamento do Parque de Sinçães para Norte (saída para Braga) ocupará uma área de 23 mil km² na freguesia de Gavião e tem um custo estimado de quase 2 milhões de euros, informa a câmara. A tira de terreno que restou da comercialização (Continente e Lidl) da quinta que existia a sul do Tribunal Judicial e pomposamente destinada a parque (melhor seria chamar-lhe parquezinho) vai ter, pelo que se vê, obras com um custo de quase 2 milhões de euros. Um parque que bem ficaria com boas árvores que tanta falta ali fazem, com caminhos pedonais baratos e o fio de água devidamente cuidado que ali corre, não deveria custar mais de 500.000 €. Que vão fazer para gastar tanto dinheiro? Não seria muito melhor utilizá-lo, por exemplo, em reparação de estradas no concelho? Ou o dinheiro sobra? Que se espera para divulgar publicamente o projecto que vai ser colocado a concurso?

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE FAMALICÃO – Toma posse no próximo sábado, dia 11 de Janeiro de 2025, na sede, pelas 11h30, a recentemente eleita mesa da Santa Casa, que ficou assim constituída: Rui Manuel Matos Araújo Maia (Provedor); Ana Maria Almeida Oliveira Sampaio; António José Nascimento Pereira Peixoto; Francisco Manuel Oliveira Freitas; e Vítor Augusto Pinho Silva. A Santa Casa tem um orçamento anual que ronda os quatro milhões de euros e cerca de 180 funcionários. Desejamos à mesa eleita e aos restantes corpos sociais um bom mandato e notícias sobre o que se pretende fazer durante o mesmo. Temos o dever de ser exigentes, tendo em conta a história secular desta instituição. Há tanto que precisa de ser feito!

LIXO – "ASSIM NÃO! O LIXO TEM LOCAL, DIA E HORA MARCADOS". Assim se lê na página 2 da bem ilustrada Agenda Famalicão – Janeiro 2025. Acompanha o título uma foto bem elucidativa do lixo que se acumula à volta de um ecoponto. No entanto, este aviso não basta. É preciso melhorar e muito o serviço público de recolha de lixo na cidade e nas freguesias. A quantidade e variedade de resíduos sólidos é cada vez maior e a recolha respectiva e selectiva não tem acompanhado esse aumento.

OPINIÃO SOBRE O NOSSO ORÇAMENTO – Pedi a pessoa muito qualificada de fora do concelho uma brevíssima opinião sobre o nosso orçamento para 2025. Escreveu o seguinte: o que se gastou com a empresa de comunicação para fazer o layout e a configuração do documento poderia ser aproveitado para outro fim; a mensagem inicial deveria ser de quem aprovou o orçamento, não do presidente da câmara municipal, pois o orçamento não é "seu"; o documento mistura demagogia e dimensões financeiras: não é nem orçamento nem GOP, mas uma misturada de várias coisas; aqui, sim, poderá falar-se em "populismo"; o orçamento propriamente dito é igual a tabelas, nada mais...

AUTO-ESTRADA FAMALICÃO-PÓVOA – A7 – O trajecto de auto-estrada entre Famalicão e Póvoa de Varzim/Vila do Conde demora 10 minutos a percorrer à velocidade de cerca de 100 km²/hora. A que título, nestas circunstâncias, partir a auto-estrada a meio, próximo de Fradelos, para fazer um nó? Só se for para destruir mais solo agrícola do nosso concelho.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – Saberão os munícipes quanto pesa a assembleia municipal na despesa do município? Talvez tenham uma surpresa. Vou tentar obter informação relativa a 2023, pois essa está já na posse do município e não muda muito de ano para ano.

(Em Jornal de Famalicão, 09/01/25)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Árvores e orçamento

SURPRESA – Plantaram recentemente árvores no lado nascente da Rua Conselheiro Santos Viegas (junto dos Paços do Concelho), preenchendo caixas que estavam vazias há anos. Do lado poente também há caixas igualmente vazias, esperando-se que sejam também preenchidas. Tenho má impressão dos serviços municipais que tratam das árvores na cidade, considerando-os desleixados e, por isso, esta plantação foi uma surpresa. Esperamos agora que não só sejam plantadas as que faltam, mas também sejam devidamente cuidadas as restantes árvores desta rua central da cidade. Um acrescento para dizer que não tenho especial gosto pelo tipo de árvores (ameixoeiras) da rua, não só pela cor castanha, mas também pelo facto de só serem bonitas durante alguns dias do ano (fase muito breve da floração). De qualquer modo, desde que bem tratadas, cumprem a sua função.

ÁRVORES – Mas se os serviços municipais querem mesmo reverter a opinião que tenho sobre eles e que pode estar errada, então que plantem árvores nos muitos sítios da cidade (praças e ruas) que estão à espera de as acolher e cuidem das muitas que existem nos espaços públicos sem o devido acompanhamento (poda, por exemplo). Basta andar pela cidade e estar atento.

CORTE DE ÁRVORES – Algo que choca também é ver cortar árvores de grande porte por estarem a estragar passeios e depois deixá-los na mesma, sem retirar as raízes e a parte  do tronco que restou e sem os reparar. Não se compreende. É uma descoordenação completa nos serviços do município. É preciso dar exemplos?

GESTOR URBANO – Faz falta o prometido gestor urbano para melhorar aspectos da nossa cidade. Promessa não cumprida?

ESTÁDIO – Como é possível estar a ser preparado um concurso público para concessão do estádio municipal e não acompanharmos as grandes linhas dessa concessão? O que se pretende na realidade? Não há discussão pública sobre este assunto em tempo, ou seja, antes de abrir o concurso?

ORÇAMENTO – Foi aprovado no passado sábado, dia 21/12/24, na assembleia municipal, o maior orçamento de sempre do nosso município. Mas saberão os famalicenses o conteúdo desse orçamento? Quais são as grandes, médias e pequenas receitas e as grandes, médias e pequenas despesas? Continuarei a tentar encontrar técnico especializado para ajudar a  dar essa informação, o que não parece fácil. Para ler o orçamento podem os leitores utilizar este link.

COMISSÃO MUNICIPAL DE FINANÇAS – Tudo seria diferente se a nossa assembleia municipal tivesse, como devia, uma comissão permanente de finanças por onde o orçamento passasse antes de ir a plenário. Essa comissão teria a possibilidade, não só de informar, como de apreciar detalhadamente o orçamento e fazer um relatório antes de ele subir a plenário da assembleia e o debate nesta seria muito mais qualificado. Assim sucede nas assembleias municipais de primeira linha do nosso país.

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA – Confesso que me passaram ao lado os 150 anos da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão que ocorreram este ano (1874-2024). Culpa minha! A Santa Casa é uma instituição de grande relevo no município e deveria estar mais atento a ela. Aliás, tem na sua história grandes feitos como a construção ainda no século XIX do hospital onde funciona hoje a Universidade Lusíada e a construção do actual hospital, inaugurado em 1964. Procurarei dar mais elementos sobre a importância da Santa Casa da Misericórdia, que realizou recentemente eleições, logo que os obtiver.

(Em Jornal de Famalicão, 02/01/25)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Requalificação e ampliação do hospital

PEDREIRAS – Quem conduz na EN n.º 14 em direcção a Braga e chega ao alto de Santiago da Cruz, se olhar para o lado direito vê cada vez maior a cratera que a pedreira de Santa Marinha da Portela crava na paisagem, desfigurando-a. Aquilo está autorizado para ser assim mesmo? Ou não há fiscalização? Importa saber com detalhe o que se está a passar e saber também se há outras pedreiras no nosso concelho legais ou não e o seu estado. Sem perda de tempo.

O MAIOR ORÇAMENTO DE SEMPRE – A imprensa local deu largo destaque há duas semanas ao facto de o nosso município ter para gerir, em 2025, um orçamento de 219 milhões de euros, o maior de sempre. Seria natural que os famalicenses soubessem com detalhe de onde vem e para onde vai esse dinheiro. Os jornais locais seriam o local adequado para obter esse conhecimento. O mais certo é que fiquemos com ideias vagas sobre as receitas e as despesas previstas para 2025. Prestaria um bom serviço aos famalicenses alguém que se desse a esse trabalho, informando com a maior objectividade possível a proveniência e o destino desses milhões. Teremos essa sorte? Que há pessoas, famalicenses ou não, capazes de tal fazer não temos dúvidas, que algum ou alguma o faça é outra coisa. Vou tentar encontrar.

REQUALIFICAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL – Pela imprensa, ficámos a saber que o PSD local defende a requalificação e ampliação do Hospital de Famalicão. Sofia Fernandes, vereadora e líder concelhia do PSD, lembrou que existe um projecto de expansão e de reorganização de serviços que está previsto no Plano Director do Hospital de Famalicão. Confesso que desconhecia esse plano e certamente ele está disponível na página oficial respectiva. Tenciono consultá-la e dar conta desse plano. Acresce que, para o PSD local, "a defesa da requalificação e ampliação da unidade hospitalar de Famalicão é, no curto e médio prazo, a solução mais realista e mais exequível para consolidar o nível de especialização e diferenciação já existente, potenciando-se também, por essa via, o reforço de especialidades complementares”. Acompanho esta posição, pois a não ser que me convençam com fortes argumentos, a criação de um novo hospital em Famalicão a curto e médio prazo não é viável. Importa agarrar na requalificação e ampliação e traçar metas de execução temporalmente definidas e realistas. De que se está à espera? Que seja o Governo o primeiro a interessar-se por este assunto? Podemos esperar sentados, pois o primeiro não será.

OUTRO CEMITÉRIO SOLAR – Não bastava o cemitério solar de Outiz-Vilarinho, também denominado Gemunde (Gemunde era uma antiga freguesia que foi anexada à de Outiz)! Vai ser construído pela mesma empresa (BNZ – quem é quem nesta organização?) uma outra central do mesmo tipo, agora em Ribeirão. Informa o semanário digital Notícias de Famalicão (09/12/24), com fotografia do aviso de comunicação prévia (que é na prática uma espécie de licenciamento), que está pronta a arrancar em Ribeirão a Central Fotovoltaica do Ameal com uma área de 32,2 hectares, o que equivale "à soma das áreas do Parque da Devesa e do Parque de Sinçães". Vale a pena ler a notícia completa, pois não só aquela vila vai ser contemplada com outro cemitério, ainda que mais pequeno (são só 10 hectares…) como se fica a saber o comportamento da nossa câmara perante esta ocupação do território concelhio.

MENINO JESUS – Sim! Acredito no Menino Jesus, não no das prendas, mas do que nasceu pobre nas terras martirizadas da Palestina e nos veio anunciar a Boa Nova que o Sermão da Montanha tão bem ilustra. É esse o Natal que importa viver!

(Em Jornal de Famalicão, 19/12/24)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Cemitério solar de Outiz/Vilarinho

ANTÓNIO SAMPAIO DA NÓVOA – Decorreu no dia 6 de Dezembro de 2024, no auditório da Casa Museu de Camilo Castelo Branco, em Seide, no âmbito das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, uma sessão sobre a educação e o futuro, orientada pelo Professor António Sampaio da Nóvoa, que decorreu com muito interesse. Saliento o seguinte. Depois de referir que andou a visitar 50 escolas do nosso país durante 50 dias, Sampaio da Nóvoa pôde verificar em relação há 50 anos a seguinte mudança e a seguinte continuidade. Mudança na relação professor-aluno fora da sala de aulas, ocorrendo muito mais convivialidade. Continuidade dentro da sala de aula com o quadro, a mesa do professor e as cadeiras dos alunos devidamente alinhadas. Foi sobre a necessidade de mudança desta relação dentro da sala de aula que Sampaio da Nóvoa falou principalmente. O futuro exige outra relação que vai muito além da mera recepção de conteúdos pelos alunos.

CENTROS COMERCIAIS VAZIOS – Os centros comerciais da cidade estão muito mal. Estão cheios de lojas vazias. Visitem-nos. Podem começar pelo Centro Comercial Galiza, junto dos Paços do Concelho. É preciso encarar de frente o problema e encontrar soluções, que certamente há. Era interessante que se apresentassem ideias. Talvez seja necessário gastar menos dinheiro em festas e apoiar o comércio do centro da cidade. A Associação Comercial não tem nada a dizer? 

RECICLAGEM – Temos uma sociedade que, como temos referido, produz cada vez mais lixo. Um dos grandes problemas de todos os município é a forma de lidar com ele de modo que não degrade cada vez mais os solos e  possa ser, na medida do possível, reciclado. Famalicão tem feito esforços nesse sentido, mas há muito mais para fazer. É preciso pedagogia; é preciso informar devidamente; é preciso melhorar o serviço público de recolha de lixos, que são da mais variada espécie. O lixo que serve para compostagem está a ser objecto de um projecto piloto. Importa dar os passos seguintes.

FORA D’HORAS – Há quem defenda o elevadíssimo gasto com as nossas iluminações de Natal com o retorno, nomeadamente para o comércio, que isso dá. Sempre fomos muito cépticos em relação a isso, porque as iluminações são à noite e o comércio a essas horas está fechado. Eis que hoje (dia 10/12/24) deparei, no átrio da câmara municipal, com um folheto volante intitulado "Fora d’horas", anunciando que o comércio de rua de Famalicão estará de portas abertas até à meia-noite no dia 21 de Dezembro para compras de última hora. Será que essa noite vai dar ao comércio local rendimento que justifique em boa parte as centenas de milhar de euros gastos com as iluminações e para o pagamento dos quais também contribuíram com os impostos que pagam? Era necessário fazer um balanço geral e rigoroso do retorno desta despesa.

MILHÕES DE LUZES – E, já agora, sabem os leitores que foram colocadas 3.700.000 (três milhões e setecentas mil) luzes LED no centro da cidade para as iluminações de Natal?

CEMITÉRIO SOLAR DE OUTIZ/VILARINHO – Pertence ao jornal Opinião Pública de 4 de Dezembro de 2024 a melhor foto de primeira página e o melhor título ("Central fotovoltaica ganhaforma e causa indignação") sobre o cemitério solar que está a ser construído em Outiz/Vilarinho, ocupando 80 hectares de território do nosso concelho. Este cemitério não era necessário. O nosso concelho poderia contribuir para a produção de energia solar, colocando pequenos painéis junto de casas, fábricas e outros prédios sem fazer a devastação que está a ser feita. É preciso dizer  isto, oportuna e inoportunamente. E, pelo que acabo de saber, a devastação do território do concelho continua.

(Em Jornal de Famalicão, 12/12/24)