quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

O nosso hospital ameaçado!

REUNIÃO DE CÂMARA DE 9 DE FEVEREIRO – Alertado por uma notícia do Opinião Pública que anunciava, em primeira página, boas notícias para o nosso hospital (melhores acessos e novo parque de estacionamento), assisti a uma parte da reunião da câmara de 9 de Fevereiro de 2023 e as boas notícias desapareceram e dela trouxe motivos de muita preocupação.

ELEITOS LOCAIS – Importa dizer que não ponho em causa as boas intenções e a vontade de acertar dos onze vereadores que compõem a câmara, quer dos sete da maioria, quer dos quatro da minoria, os primeiros tendo a seu cargo o governo do município, os segundos atentos, apoiando o que for de apoiar e criticando o que for de criticar; o que me preocupa são as acções, os resultados.

URBANIZAÇÃO DA QUINTA DOS CARVALHOS – Na reunião da câmara municipal acima referida foi aprovada por maioria (abstenção do PS) a delimitação de uma unidade de execução para urbanizar a antiga Quinta dos Carvalhos, que a Avenida 9 de Julho cortou a meio. Para refazer a ligação e facilitar a circulação naquele local está prevista a construção de uma rotunda nesta avenida.

A ROTUNDA DA AV. 9 DE JULHO – Uma rotunda na extensa Avenida 9 de Julho (aquela que liga a Rotunda de Santo António à Rotunda do Marco, em Brufe), a fazer um pouco acima do posto de gasolina Galp da Toyota, justifica-se perfeitamente para facilitar o trânsito dos moradores de Santo Adrião, Talvai, parte de Mões e até de Mouquim para o centro da cidade. Ela deve ser feita. Só que essa rotunda, na forma como está prevista, não facilita o acesso ao hospital como se apregoa, dificulta-o. Seria bom que a página oficial do município desse, desde já, largo destaque a esta unidade de execução, possibilitando a consulta fácil por parte dos munícipes. É um dever da câmara se quer fazer tudo com transparência, como o seu presidente afirmou. Veremos!

ACESSO AO HOSPITAL – O acesso ao hospital ficaria facilitado com a nova rotunda se o trânsito fosse reservado para esse efeito e para um parque de estacionamento amplo a fazer nas traseiras da Rua Vasco de Carvalho de apoio ao hospital. Se, pelo contrário, se abrir o trânsito para acesso, não só ao hospital como ao centro da cidade, vai-se obstruir tudo. Não é possível fazer simultaneamente o escoamento fácil de ambos. Basta visitar o local. A via que virá da rotunda da 9 de Julho irá entroncar na Rua Norton de Matos e tem pela frente um sentido de trânsito proibido. Uma ambulância que precise de ir para a urgência terá de dar uma volta completa ao hospital, percorrendo a Rua Vasco Carvalho, a Rua Amadeu Mesquita, a Rua Cupertino de Miranda e entrar na Rua Norton de Matos no sentido norte. Por sua vez, o mesmo circuito terão de fazer os automobilistas até ao fim da Rua Amadeu Mesquita, onde serão presenteados com um sinal de STOP, antes de chegar à rotunda do Ovo.

SUPERFÍCIE COMERCIAL – Pior ainda! Anuncia-se para as traseiras da Rua Vasco Carvalho uma nova superfície comercial (mais uma!) e fácil é concluir que o acesso ao hospital também por essa razão ficará tudo menos facilitado e o próprio hospital será amputado de um espaço que lhe deveria ser inteiramente dedicado.

DISCUSSÃO PÚBLICA – Esta unidade de execução deveria ser objecto de uma ampla discussão pública e ao que tudo indica não vai. Não é no prazo mínimo de 20 dias que se discute um problema com esta dimensão. Uma vez que não houve até agora a discussão informal que deveria ter existido sobre este assunto, o mínimo de discussão pública oficial deveria ser de 60 dias. Não vai ser! A superfície comercial comandará os prazos e quer pressa. Quando dermos por ela, quer a superfície comercial, quer a rotunda, estarão construídas, o resto não importa. Bem gostaríamos de estar enganados!

(Em Opinião Pública, 15/02/23)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

A câmara dá circo!

157.000 € PARA O CARNAVAL 2023 – Protesto! Podem dizer-me que o povo gosta, podem dizer-me que dá votos, mas não aceito que o município gaste 157.000 € do orçamento (não contando as derrapagens) no Carnaval. O Carnaval em Famalicão começou por ser uma iniciativa da sociedade praticamente sem custos para o município. Progressivamente, a câmara municipal foi-se apropriando do "entrudo" e municipalizou-o. A câmara municipal aprovou esta verba muito recentemente por unanimidade (!). O PS também aplaudiu. Roma no período da decadência dava pão e circo aos romanos para os contentar. A nossa câmara como não pode dar pão, dá circo. Como se não houvesse onde gastar melhor o nosso dinheiro. Como se não fosse possível um Carnaval popular sem grandes gastos.

E O CIRCO CONTINUA AO LONGO DO ANO – São, entre outras, as Festas Antoninas, a Feira de Artesanato, as Feiras Grandes, o Natal secularizado que começa logo em Novembro e para tudo isso uma quantidade de dinheiro que nem fazemos ideia. Seria bom saber detalhadamente na sessão da assembleia municipal, a realizar em Abril, para aprovação do relatório de actividades e contas do município, quanto dinheiro se gastou em 2022 nestas festas.

FAMALICÃO INDÚSTRIA – A indústria no nosso concelho tem-se desenvolvido muito (talvez um pouco territorialmente desordenada) e isso merece aplauso. Ao Made In somamos o Created In e a câmara tem estado muito activa.

FAMALICÃO AGRICULTURA – Já o mesmo não se pode dizer da agricultura. Temos neste domínio uma concentração cada vez mais indesejável na vinha e no milho para pasto do gado, quando deveríamos dar mais e melhor atenção aos produtos tradicionais desde o milho e outros cereais para a alimentação humana, à horticultura e à fruticultura. E sempre com especial relevo para a agricultura mais saudável, a agricultura biológica. Ai de nós se não cuidamos da agricultura de subsistência e ficamos praticamente dependentes apenas do que vem de fora!

FAMALICÃO FLORESTA – O nosso concelho tem 200 km² e, por isso, área mais do que suficiente para ter uma parte florestal de qualidade. O eucalipto invade quase tudo, descurando-se a nossa floresta tradicional. Tanto há a fazer aqui quando tivermos uma câmara capaz de perceber a importância da diversificação e da qualidade das espécies florestais.

SUPERFÍCIES COMERCIAIS – Vamos ter mais uma superfície comercial? E junto do centro? Próxima do hospital? Não temos mesmo juízo? Estamos a dar cabo do comércio tradicional, nomeadamente no ramo alimentar, e isso é mau para os famalicenses. Precisamos de estabelecimentos que tenham produtos nacionais e da região, que tenham empregados e empregadas para nos atenderem e com preços razoáveis. Em vez disso, gigantes da comercialização que funcionam com poucos empregados (fazem de nós consumidores seus empregados), que trazem produtos de não se sabe de onde, com proprietários sem rosto e que levam lucros para fora do nosso país. Que anda a fazer a câmara, que tem por obrigação planear e decidir? E que faz a ACIF, que não defende os seus associados?

ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE SALÃO AMADOR (AFSA) – Não conhecia, ou pelo menos não me lembrava, da existência da AFSA de Vila Nova de Famalicão. Teve direito a um suplemento especial do Opinião Pública da semana passada e em boa hora. São 24 associações no concelho e cerca de 500 atletas. Futebol amador dirigido ao bem-estar e saúde dos praticantes merece todo o apoio e desenvolvimento E amador sempre, porque o profissional é cada vez mais lugar de má frequência (e de negócios muito escuros).

(Em Opinião Pública, 08/02/23)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Já chega!

ACIDENTE FORA DA PASSADEIRA – Um acidente fora da passadeira tem consequências graves quase sempre porque o automobilista vem com excesso de velocidade ou pouca atenção. Há uma concorrência de culpas. E há muitos automobilistas que não respeitam a velocidade nem conduzem com a atenção devida. A segurança rodoviária no centro da cidade (Av. Carlos Bacelar, Av. do Brasil, Av. Marechal Humberto Delgado, por exemplo) não está assegurada e a câmara também tem culpa, por incúria na prevenção de acidentes naquelas avenidas!

ACIDENTE MORTAL – Ainda há poucos dias houve, numa destas vias, mais um acidente mortal. Existe um registo anual do número de acidentes graves nestas vias da cidade? Se não existe, deveria existir e ser divulgado pela câmara municipal com detalhe. Devemos lutar por uma cidade segura.

CASA SENADOR SOUSA FERNANDES ABANDONADA – Foi através da obra Famalicão Através da sua Toponímia, de João Afonso Machado e David Vieira de Castro, que fiquei a saber que o prédio que fica junto do Arquivo Municipal Alberto Sampaio foi propriedade do Senador Sousa Fernandes e só, muito mais tarde, do médico que bem conheci com o mesmo nome. A casa foi adquirida pelo município (e bem) com a intenção de se fazer ali o Arquivo e seria o melhor lugar para este dada a sua extensão. Razões, talvez mesquinhas, impediram que tal sucedesse. Importa reabilitar aquele edifício quanto antes e dar-lhe uma boa utilização. O Senador Sousa Fernandes merece. Será preciso fazer um concurso de ideias? Não me parecia mal. Abandono do prédio é que não.

CADA E PAN – A CADA é a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos à qual os cidadãos se devem dirigir quando a Administração Pública, em geral, e a local, em particular, pratica ilegalidades por não cumprir os seus deveres. Foi o que fez, com inteiro êxito, o partido PAN perante a recusa da câmara municipal de facultar todos os documentos relativos à Central Fotovoltaica de OutizGemundeVilarinho das Cambas, como os meios de comunicação social seguramente relatarão e a este assunto esperamos voltar.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – Compete à assembleia municipal tomar as principais deliberações do município e fiscalizar a actividade da câmara. Julgo que ela está a falhar e muito neste seu último dever. Precisamos de uma AM de Famalicão muito mais activa e mais bem organizada. A propósito de organização e actividade, veja-se o que se fez na AM de Barcelos em muito pouco tempo. Leiam o artigo do seu Presidente Fernando Santos Pereira publicado na Revista das Assembleias Municipais e dos Eleitos Locais que acaba de sair e está ao dispor de todos os deputados municipais.

GREVES NAS ESCOLAS PÚBLICAS – Já chega! Avizinham-se tempos difíceis, seja qual for o Governo, na saúde, na educação, na justiça e na administração pública em geral e não é com greves indefinidas, que prejudicam principalmente os cidadãos, que os problemas se resolverão.

ÁRVORES – É de aplaudir o que fez o vereador do Ambiente, Hélder Pereira, em ligação com a UTAD por causa das árvores que caíram em Joane e Famalicão há algumas semanas. Esperamos voltar a este assunto e ao mais geral das árvores e da floresta.

ASSUNTOS – Assuntos do nosso concelho, um dos vinte maiores do país, não faltam. O que falta é tempo e espaço para os tratar. E como era bom que mais famalicenses escrevessem sobre os problemas do nosso município para ajudar a resolvê-los.

UCRÂNIA – É preciso trabalhar pela paz. A dificuldade é saber como a conseguir. Mas sem desistir, lutando sempre por ela. 

(Em Opinião Pública, 03/02/23)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

A revista de propaganda da maioria

A REVISTA DE PROPAGANDA DA MAIORIA – Director: Mário Passos. Editor: José Agostinho Pereira. Redacção: Cristiana Carmo e Joana Batista. Fotografia (…). Grafismo e Paginação (…). Propriedade: Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (?). Contactos (…). Tiragem: 25.000 exemplares. Depósito Legal (…). Distribuição Gratuita. (….). Esta publicação, que usa o nome de Boletim Municipal e tem a data n.º 01/23 – Janeiro, não é um boletim municipal, mas uma revista de propaganda da maioria da câmara municipal, dirigida pelo seu presidente e paga com o dinheiro dos munícipes. Isto não se faz, isto humilha a democracia local. Não sabe a câmara que há outras formas de dar a conhecer a sua actividade de forma completa e isenta, sem gastar o dinheiro que é nosso? E logo 25.000 exemplares, ilustrados e em papel caro? As oposições calam-se? Nota: Omitimos, por brevidade, alguns dados mais secundários, os que estão (…), mas que o leitor poderá consultar se procurar (e descobrir!) a envergonhada ficha técnica.

PRÉDIOS EM RUÍNA – Há no centro da cidade, na periferia e no concelho edifícios particulares e até públicos que ameaçam ruína com perigo de caírem na via pública e provocarem danos, ferimentos graves e até mortes. Sabe-se que a câmara tem seguros para o efeito, mas quando o estado de ruína (ou má conservação) é conhecido e a câmara não lhe põe termo, como pode e deve, a responsabilidade não é só civil, mas também criminal e por esta respondem em tribunal os membros da câmara e os responsáveis dos serviços que têm competências nesta matéria. Todos conhecemos prédios nessa situação.

TRANSPORTES PÚBLICOS – A rede de transportes públicos no concelho aumentou para 50 linhas com um investimento de cerca de 5 (cinco) milhões de euros. Importa ver os resultados. Importa saber quantos passageiros transporta por dia, quais são as linhas com mais e menos movimento e fazer o balanço no fim do ano. Vejo o Voltas, que circula na cidade e vai quase sempre vazio. Por outro lado, faz falta um pequeno autocarro para circular no centro histórico para facilitar a vida a quem tem menos capacidade de andar a pé ou transportar compras. Informação regular sobre esta matéria precisa-se.

PISTA CARLOS BACELAR – A Avenida Carlos Bacelar, que liga a Rotunda de Santo António à Rotunda Bernardino Machado e Avenida Marechal Humberto Delgado, é uma pista de corrida no centro da cidade e não pode ser. Importa corrigir. Torna-se necessário criar uma saída para a Rua Ana Plácido para quem circula no sentido ascendente e colocar semáforos e passadeiras. Só a incúria pode deixar tudo como está.

ELEIÇÕES NAS FREGUESIAS – Vamos ter eleições na freguesia de Ribeirão. A lei está mal feita. Sempre que numa freguesia não se consegue eleger os vogais da junta (e em Ribeirão foi difícil) dentro de determinado prazo ou aprovar o orçamento, a consequência deverá ser a queda do executivo e com ela a realização de novas eleições. Não deveria haver a necessidade de os membros da lista do presidente terem de renunciar todos para provocar eleições. E faz muito bem uma junta ir para eleições quando não tem condições para governar a freguesia. Os eleitores decidirão. 

(Em Opinião Pública, 25/01/23)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Alargar o hospital

ALARGAR O HOSPITAL – Ao que parece, a nossa Maternidade fica. Ainda bem. Mas não há lugar para descanso. É preciso alargar o nosso hospital e muito. Ele pode crescer na parte detrás. E é preciso adquirir, por negociação ou expropriação, mais espaço para norte. O terreno agrícola que fica junto da Rua Vasco Carvalho está livre. Só a falta de visão dos responsáveis do nosso município permitirá a sua urbanização para outros fins. Todos nós devemos estar atentos. Não há uma liga de amigos do hospital activa? Está a administração do hospital atenta?

MÁRIO MARTINS – As preocupações sociais notam-se bem no que escreve e faz Mário Martins colaborador residente de O Povo Famalicense. Lembram-se do que afirmou há algum tempo sobre a pobreza e miséria extremas e a necessidade de lhe pôr cobro no nosso concelho? Mário Martins também escreve naturalmente sobre outras coisas (boas e más) que fazem parte do pulsar da nossa terra. Tem tido, a esse propósito, a bondade de me referir. Agradeço e considero que os que escrevem nos jornais da terra deveriam dialogar e debater, pois nem sempre têm a mesma opinião. É um hábito que infelizmente não temos.

FAMALICÃO ATRAVÉS DA SUA TOPONÍMIAPeguem no livro de João Afonso, ilustrado por David Vieira de Castro, e percorram a cidade seguindo os trajectos por ele alinhados e que partem do centro para a periferia. Apreciem o que a cidade tem de bom, mas vejam também a quantidade de ruas novas sem saída. Não é que não devam existir ruas sem saída, o que não é de admitir é que haja tantas. Já se deram ao trabalho de as contar?

RUAS SEM SAÍDA – Um exemplo nas "imediações da câmara": na ligação da Rua Ana Plácido (aquela que vem do lado do hospital) com a Avenida Carlos Bacelar temos duas ruas sem saída: uma à esquerda em direcção à Rotunda de Santo António, outra à direita em direcção à Rotunda Bernardino Machado que choca com os Bombeiros Voluntários Famalicenses e tem um sinal de proibição no final.

HISTÓRIA DA CIDADE – Está por fazer a história da nossa cidade e ela deveria ser feita com todo o cuidado e qualidade. Não é preciso ir à Idade Média, onde muito pouco ou quase nada se encontraria. A história da nossa então vila (assim reconhecida por D. Maria II) começa com a formação do actual concelho na primeira metade do século XIX. Desde esse tempo até hoje muito cresceu e é essa história que importa contar.

EDITAVE – São muitas as pessoas que trabalham na Editave. É uma empresa de referência que teve como fundador principal Feliz Pereira e é hoje continuada, entre outros, por Arcindo Guimarães, contando sempre com a dedicação permanente de João Fernandes. Como é habitual, mas a pandemia tinha interrompido, o pessoal da Editave reuniu em jantar anual que desta vez decorreu ,na passada sexta-feira (dia 13/01/23) na remodelada Pensão Santo António ao fundo do campo da feira. Jornal, rádio e TV, tudo isto é a Editave hoje, constituindo o principal grupo de comunicação social do concelho e um dos maiores do país a nível local.

(Em Opinião Pública, 20/01/23)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Pequenos problemas?

TOPONÍMIA – A toponímia da nossa cidade e, dentro da nossa cidade, a freguesia onde moro, que é a de Vila Nova de Famalicão, que tem como patrono Santo Adrião, é uma miséria em termos de identificação. A maior parte das ruas e praças não tem placa com nome e quando o tem está deficientemente colocada e mal se vê dado o tamanho.

TOPONÍMIA II – Uma rua que seja respeitada tem nome no princípio e no fim e quando é muito grande ou atravessada por outras tem novas placas indicativas. A colocação de placas é competência da junta de freguesia, mas é claro que a nossa freguesia não tem junta e, por isso, não é de admirar.

REABILITAÇÃO URBANA – Como é possível que edifícios que são simbólicos na cidade, como o da Rua Conselheiro Santos Viegas, que foi provisoriamente sede da câmara municipal (durante o incêndio dos Paços do Concelho) e cujo último habitante foi o Dr. Luís Faria (conservador do Registo Civil) e o da Rua Adriano Pinto Bastos, que foi adquirido pelo município e de que foi último habitante o Dr. Sousa Fernandes (médico)? Cuidem, por favor, pelo menos dos tectos. Há lei para isso.

MUROS – Os muros que ladeiam as estradas nacionais e municipais do nosso concelho estão seguros? Têm sido devidamente fiscalizados pelos serviços municipais como devem?

RIOS, RIBEIROS E REGATOS – Hoje, terça-feira, dia 03/01/23 está um dia de sol. No entanto, até agora e desde há semanas tem chovido muito. Os nossos rios, ribeiros e regatos saltaram fora das margens. Precisamos de cuidar bem deles. Temo que tal não esteja a suceder.

FAMALICÃO ATRAVÉS DA SUA TOPONÍMIAAmanhã, dia 4, vai ser apresentado na Casa do Território o livro de João Afonso Machado e de David Vieira de Castro (ilustrações) com o título supra. Vale a pena ler e apreciar.

PEQUENOS PROBLEMAS – Esta semana preenchi este espaço com aquilo que podemos chamar, talvez injustamente, pequenas problemas do nosso município, mas os outros não estão esquecidos. 

(Em Opinião Pública, 04/01/23)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

A corrupção do Governo e a pureza da câmara

GOVERNO – A corrupção do governo vê-se, lê-se e ouve-se praticamente todos os dias. Basta ver a televisão, ler os jornais ou ouvir a rádio. Em geral, não há primeiro-ministro, ministro, secretário de Estado ou alto dirigente da função pública que escape. Com mais gravidade ou menos, todos eles estão metidos ou ligados à corrupção.

CÂMARA – Pelo contrário, na câmara tudo é pureza. Em geral, não há presidente de câmara, vereador ou dirigente que tenha algo que se aponte. É integridade na sua expressão mais elevada. Basta ver, ler e ouvir os meios de comunicação social locais.

CIDADANIA – E, no entanto, os cidadãos (e as cidadãs) menos radicais talvez cheguem à conclusão que a corrupção e a integridade existem no governo e na câmara, qualquer que ela seja. Mas nem tanta corrupção como se apregoa, nem tanta integridade como se exibe. Fala-se muito mais do governo, porque há uma diferença abissal entre os meios de comunicação social nacionais e locais.

CENTRAL FOTOVOLTAICA OUTIZ/VILARINHO – Se ainda não visitou, visite. Já la fui duas vezes. Dizem que a câmara não fornece informação sobre este assunto. Nomeadamente, continuamos sem ter acesso a todo o processo administrativo que conduziu ao licenciamento. A câmara é integra e facultará (se não facultou já) sem reservas toda a informação. Ficaremos a saber tudo. Enquanto se espera, circulam fotografias aéreas daquela área. São impressionantes.

OBRAS DO CENTRO HISTÓRICO – Lembram-se que foram pedidos documentos relativos à recepção pela câmara das obras do centro histórico (mercado e Praça D. Maria II, melhor, antigo e secular campo da feira)? Estes documentos já foram entregues certamente a quem os pediu, mas como tudo estava como deve ser nem deles se fala. As derrapagens nos custos e nos prazos foram normalíssimas.

FLORESTA – Ouvi hoje, terça-feira, 27/12/22, o nosso Presidente da República dizer que é uma "dor de alma" a falta de atenção à floresta no nosso país e o atraso do cadastro predial. Aplica-se este lamento ao nosso concelho?

AGRICULTURA – Como vai a política agrícola no nosso concelho? Será que a agricultura merece atenção? Não sei se há um vereador ou vereadora que tenha a seu cargo este pelouro ou mesmo se o pelouro existe. Vou verificar na página do município, depois de escritas estas linhas.

DESAGREGAÇÃO DE FREGUESIAS – Começaram as primeiras reposições de freguesias no concelho. Outras se seguirão, naturalmente. Não voltará tudo a antes de 2013, mas há ainda desagregações a fazer, corrigindo erros que se mantêm. 

(Em Opinião Pública, 28/12/22)