quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Não há camas!

ESTÁDIO OU HOSPITAL – A nossa câmara municipal preocupa-se mais com o futebol (estádio) do que com a saúde (hospital). É pena!

NÃO HÁ CAMAS! – No dia 17/02/25 vários pacientes deslocaram-se de manhã, à hora marcada, ao nosso hospital para internamento (cirurgia). Foram mandados para casa porque não havia camas. Voltaram no dia seguinte, conforme lhes foi dito. Regressaram a casa por falta de camas, sem novo dia marcado. Quem tem a responsabilidade disto?

CEVE – Tenho uma particular simpatia pela Cooperativa Eléctrica do Vale do Este (CEVE) pelo trabalho que tem desenvolvido no vale onde nasci. Uma das iniciativas, que muito aprecio, é a colocação junto das passadeiras de peões de iluminação vertical intermitente para acautelar a segurança dos peões nas travessias nocturnas de estradas. Deveria ser um exemplo a seguir.

ENERGIA ELÉCTRICA FOTOVOLTAICA – Demos a conhecer recentemente a participação da CEVE na Comunidade de Energia Renovável (CER) no Vale do Este a que também está associada, entre outras, a associação Engenho, de Arnoso. Posteriormente, tive conhecimento de que a gigantesca central fotovoltaica que está a ser implantada no nosso concelho ocupa, em grande parte, território de Outiz, freguesia abastecida de energia eléctrica pela CEVE.

NEM OUVIDA, NEM ACHADA – A CEVE não foi ouvida nem achada, nem quanto à instalação, nem quando ao facto de a lei determinar que 10% da energia produzida numa central fotovoltaica com esta dimensão deve ser consumida na área local.

A PROPÓSITO – Sabe-se de quem são os terrenos onde estão instalados os painéis solares. Mas quem vai explorar aquela central? Será que não interessa saber? A câmara municipal sabe? Vamos perguntar.

JOSÉ MANUEL DE OLIVEIRA – É bom saber que em ano de bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco vai ser apresentado na Reitoria da Universidade do Porto (dia 27/02/25) um livro que é uma excelente tese de doutoramento sobre Camilo feita por um muito qualificado director da respectiva  Casa-Museu. Merece sinceros parabéns!

PEDRA E PEDREIRAS – Com a liberdade que este jornal me concede,  recomendo a leitura, no Notícias de Famalicão online, do artigo do também famalicense José Carvalho, bem ilustrado com várias  fotos, intitulado "Viagens na minha terra" e que começa assim: "Há poucas semanas decidi percorrer os trilhos junto à pedreira da Portela. O cenário é deprimente".

(Em Jornal de Famalicão, 27/02/25)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Câmara municipal e freguesias

PODERES DA CÂMARA MUNICIPAL – Falámos, na semana anterior, da existência de prédios importantes da cidade muito degradados, interessando pôr termo a essa situação, pois empobrecem a nossa urbe. Diz-se que, muitas vezes, a câmara nada pode fazer porque os prédios são privados. Não é bem assim. Há regras sobre a conservação de prédios urbanos que podem e devem ser aplicadas. Esperamos voltar a este assunto.

ÁRVORES, ÁRVORES, ÁRVORES! – Temos parques na cidade onde faltam árvores. Não tem sentido. As árvores fazem muita falta nas cidades e vilas, devendo dar-se particular atenção às que são frondosas e, dentro destas, às autóctones. Um exemplo: ainda um dia destes passei pelo Parque de Sinçães e, visto do alto de qualquer uma das suas pontes, nota-se bem a falta de árvores.

ACESSO AO PARQUE DE SINÇÃES – Já o dissemos e importa repetir. Quem vive na Rua Ana Plácido e nas ruas próximas tem o acesso ao parque muito dificultado, pois precisa de subir bem alto por uma de duas pontes para lá chegar. Se para gente nova essa subida é desporto, para pais que têm crianças pequenas ou para pessoas de idade e dificuldade de mobilidade é um tormento. Repare-se que essa dificuldade de acesso não existe quanto ao Parque da Devesa nas Avenidas Marechal Humberto Delgado e do Brasil.

BUPI – Não é de admitir que não se faça o cadastro integral dos prédios rústicos, não só do concelho, mas de todo o país. O BUPI ajuda, mas não basta. É preciso ir mais longe, passando a ser obrigatório o registo de todos. Não se diga que não é possível, pois é muito caro. Bastará que, freguesia a freguesia, se faça um levantamento dos prédios não registados e notificar os donos dos prédios para fazer tal registo. Se não se souber quem são os donos, um edital devidamente regulado resolverá o problema. Donos que não aparecem, não existem. Quando houver heranças indivisas há sempre um cabeça de casal que pode ser identificado e ter a obrigação de fazer o registo. Basta aperfeiçoar a lei sobre esta matéria.

GONDIFELOS – Neste processo de restauração de freguesias, Gondifelos deu um bom exemplo, pois sendo a freguesia maior da união (Gondifelos, Cavalões e Outiz), mostrou não pretender continuar a exercer um domínio sobre as duas mais pequenas e antes tomou a iniciativa de se separar, para ser a freguesia secular que sempre foi, mantendo a sua identidade. Merece parabéns!

CAVALÕES E OUTIZ – Entretanto, pela minha parte – e é apenas a minha opinião – não via nenhum problema em que Cavalões e Outiz continuassem unidas, pois são freguesias aproximadamente iguais com diminuta população e formariam uma boa freguesia. No entanto, a Lei n.º 39/2021, de 24 de Junho, que regula esta matéria de desagregação de freguesias, não permite isso, nesta fase. Diz expressamente: ou se separam todas ou fica tudo na mesma.

DIFERENTEMENTE – Como se explica que, em 2013, Calendário, com 9944 eleitores, e Vila Nova de Famalicão, com 7366, se tivessem unido, perdendo a autonomia e formando uma freguesia com 17310 eleitores (dezassete mil e trezentos e dez eleitores), enquanto, ao lado, Brufe, com 2048 eleitores, e Gavião com 3412, mantivessem a sua autonomia, tendo cada uma junta própria?

(Em Jornal de Famalicão, 20/02/25)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Energia renovável e escuteiros

ENERGIA RENOVÁVEL – Li muito recentemente no Diário do Minho: "Entidades de Famalicão criam Comunidade de Energia Renovável no Vale do Rio Este". A CEVE (Cooperativa Eléctrica do Vale d’Este), CRL, a Engenho – Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este e a União das Freguesias de Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures assinaram protocolo para o desenvolvimento de uma Comunidade de Energia Renovável (CER) no Vale do Rio Este. Importa saber mais sobre esta iniciativa que merece toda a atenção.

REABILITAÇÃO URBANA – Já não é boa notícia a situação de abandono ou não utilização de muitos prédios na cidade. Assim sucede, desde logo, no prédio propriedade da câmara (o que é ainda mais grave) situado na Rua Adriano Pinto Basto ao lado do Arquivo Municipal Alberto Sampaio. Outros prédios abandonados, degradados ou sem utilização situam-se na esquina da mesma Rua Adriano Pinto Basto com a Avenida Narciso Ferreira (o prédio artisticamente decorado), no redondo da mesma avenida com a Rua Alves Roçadas, tudo sem esquecer o prédio junto do mercado (antigos Armazéns Martinho Carneiro) e, ali próximo, também o volumoso prédio da ex-Residencial Francesa. E estes são apenas alguns. Era necessário  elaborar uma lista dos prédios muito degradados na cidade e a câmara utilizar os meios formais e informais que tem ao seu dispor para melhorar a cidade.

INQUÉRITO – Foi a 18 de Novembro de 2024, vai para três meses, que ocorreu o corte da Acácia do Jorge, na Casa de Camilo Castelo Branco. De imediato, nesse dia ou no dia seguinte, o presidente da câmara ordenou a realização de um inquérito. Esse inquérito ainda não foi publicado. Não sabemos porque demora tanto tempo. O que preocupa os famalicenses não são as eventuais sanções que poderão resultar desse corte, atingindo, ainda por cima, funcionários que costumam cumprir ordens. O que nos interessa é a verdade e eventuais responsabilidades políticas ou inexistência delas. Não é possível saber a verdade sobre este assunto?

LANDIM – Não gostaria de viver em Landim junto da fábrica da RMN. E mesmo morando aqui em Famalicão, no centro da cidade, há razões para estar preocupado. A RMN é uma empresa de produtos químicos perigosos e ainda recentemente foi aberta uma consulta pública por razões de segurança e pouca gente deu por ela. Todos os cuidados são poucos e toda a informação é necessária.

ESCUTEIROS – O Núcleo de Vila Nova de Famalicão do Corpo Nacional de Escutas comemorou 65 anos e a cidade encheu-se no passado domingo, dia 9 de Fevereiro de 2025, de muitas centenas de escuteiros vindos de todas as partes do concelho. Famalicão tem razões para se orgulhar da vitalidade do movimento escutista que nele se desenvolve. E vem à memória o entusiasmo do Pe. Manuel da Costa Rego por esta actividade de formação de jovens.

COMPOSTAGEM – Importa que haja notícia dos resultados do projecto piloto de compostagem que decorre, pelo menos, em parte da cidade. Temos colaborado com ele e é algo que deve avançar. Informação mais completa precisa-se.

O MAIS IMPORTANTE – O que é mais importante neste momento no nosso concelho está destacado na página oficial do município, mas nem é preciso consultá-la. Basta ver os pendões e cartazes espalhados pela cidade.

(Em Jornal de Famalicão, 13/02/25)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Das árvores da assembleia à propaganda

MAGNÓLIA DA ASSEMBLEIA – A bela magnólia de folha caduca do jardim dos Paços do Concelho, junto à assembleia municipal, está agora no máximo da floração. Primeiro, mostra as suas flores, depois virão as folhas. Aproveitem para a ver, porque as flores duram pouco.

CARVALHO DA ASSEMBLEIA – Perto da magnólia, mas já face à Rua Manuel Pinto de Sousa, fica a maior árvore dos Paços do Concelho. Sobre ela escrevi há mais de um ano o seguinte texto: "Existe junto do edifício dos Paços do Concelho no lado norte uma frondosa árvore – que tem junto dela uma placa, informando que se trata de um carvalho (quercus coccinea) – que precisa de mais atenção. Por um lado, está já sobre o telhado da assembleia municipal, precisando de uma intervenção (poda?) nesse local e não só. Ao mesmo tempo, e no mesmo sítio, faltam algumas telhas no edifício, situação que já deveria estar reparada há muito tempo. Esta árvore é o símbolo do desleixo que existe na cidade". (Jornal Opinião Pública, de 20/09/23). Continua sem poda e sem telhas!

NEM OCLOCRACIA – O regime político em que votam todos, com conhecimento ou sem conhecimento, é a oclocracia, também podendo ser denominado governo das multidões. É perigoso.

NEM EPISTOCRACIA – O regime político em que só votam e só podem ser eleitos os sábios, os que têm sério conhecimento da política, é a epistocracia. Quem escolhe os sábios? E eles também erram.

ANTES DEMOCRACIA – O regime em que votam todos, mas em que se procura que o voto seja esclarecido pelo conhecimento é a democracia. É o regime mais difícil, mas o que mais respeita a dignidade das pessoas. Exige que se pense bem antes de votar.

PROPAGANDA – Por mera casualidade, ao entrar em casa esta semana, estava a funcionária dos CTT a meter na caixa do correio, para além do resto, duas espécies de propaganda: uma propaganda ilícita extremamente volumosa e pesada que tinha o nome de "Boletim Municipal" e um folheto modesto intitulado "Famalicão primeiro". Sobre a propaganda ilícita da câmara (melhor, da coligação PSD/CDS), pois foi feita com o nosso dinheiro, já tive ocasião de escrever. Sobre a propaganda lícita do PS ocorre-me dizer o seguinte.

UM HOMEM SÓ? – O folheto do PS tem 4 páginas coloridas e boa apresentação. Tem 7 fotografias do candidato a presidente da câmara, Dr. Eduardo Oliveira. Parece um homem só. Já era mais que tempo para conhecer a equipa de  vereadores(as) que o acompanham e vai tudo muito atrasado nas freguesias, em relação às quais já deveriam ser bem conhecidos nomes, não só de candidatos(as) a presidente de junta, mas a outros lugares da junta e da assembleia.

FREGUESIAS – Note-se que um acolhimento menos entusiasta a um(a) presidente de junta pode ser compensado por elementos da junta bem considerados(as) que não estejam disponíveis, por razões atendíveis, para exercer um cargo mais exigente. A junta, tal como a vereação, deve ser uma equipa e não uma pessoa só!

GOZAR COM QUEM VÊ – Dei-me ao trabalho de contar a quantidade de anúncios com que a SIC bombardeia os telespectadores no intervalo do programa dominical de Ricardo Araújo Pereira (cerca de 50 anúncios!). Isto é gozar com quem vê! Não deixemos que nos gozem. Publicidade sim, mas com medida.

(Em Jornal de Famalicão, 06/02/25)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

A câmara lê os jornais?

ELEIÇÕES 2025 – Precisamos de duas boas listas para as eleições municipais de Setembro/Outubro deste ano para podermos escolher bem. Temo que não as tenhamos. Se tal suceder, que apareça pelo menos uma terceira lista fora dos partidos tradicionais que mobilize os famalicenses. O nosso município merece.

ELEIÇOES 2025 II – E não só boas listas para a câmara. São precisas boas listas para a assembleia municipal. Importa atrair, para este órgão, gente nova (e reformados, porque não?) que se interesse pelos problemas da nossa terra e com diferentes formações profissionais ou académicas.

A CÂMARA LÊ OS JORNAIS? – Os membros da câmara (toda), os membros da assembleia, bem como os chefes dos serviços do município lêem os jornais da terra? Não só este, como é óbvio, mas todos os que se publicam? Se não lêem, deviam, pois os meios de comunicação social são voz dos cidadãos. Não se trata de ler tudo, claro, mas de ler os assuntos que dizem respeito aos respectivos pelouros e serviços.

FAMALICÃO E CALENDÁRIO – Famalicão e Calendário são duas freguesias muito populosas, distintas e amigas. Foram unidas à força. Ninguém quis saber da sua vontade. Cada uma delas tem condições para ter autonomia e ter a sua junta. Os de Famalicão querem ter uma junta da sua freguesia. Certamente Calendário quer ter também a sua junta, pois tem população e território com problemas que precisam de ser cuidados sem ter ainda de tratar dos da freguesia de Famalicão. De que se está à espera para fazerem uma separação amigável? Espero que as listas que se vão candidatar às eleições deste ano tenham isso em conta.

AFETRA – A Associação Famalicão em Transição merece a devida atenção. É uma associação com  gente nova  e qualificada que tem ideias pensadas e que quer o melhor para Famalicão, para o nosso país e para o planeta. Para desenvolver a sua actividade precisa de apoio, pois não tem fins lucrativos. Uma sede condigna é o apoio mínimo que a câmara lhe pode dar. Dará certamente.

PASSEIOS – É frequente encontrar pessoas que me pedem para falar de problemas da nossa cidade. Seria bom que essas pessoas pudessem falar com a gestora do centro urbano que existe e está ao serviço da câmara para dar conhecimento desses problemas a quem pode resolvê-los. A mim, pedem-me apenas para escrever, pois sabem que não posso fazer mais. Um dia destes, um famalicense fez questão de me mostrar o estado de um pavimento junto do Espaço Sénior onde ainda há pouco tinha caído uma pessoa. De que se está à espera para cuidar dos passeios da cidade?

GESTORA DO CENTRO URBANO – A gestora do nosso centro urbano deve ser uma pessoa simpática e competente que ande na rua, seja bem conhecida, ouça as pessoas, acolha sugestões, tome conta dos problemas da cidade, resolva o que pode ser facilmente resolvido, transmita a quem de direito o que é mais difícil de resolver. Bem tenho tentado contactar com ela, mas é difícil. No único contacto telefónico que consegui ter, depois de várias tentativas, remeteu-me para o gabinete da presidência da câmara (28/01/25). Assim fiz de imediato. Darei notícias, espero.

MUSEU BERNARDINO MACHADO – No sábado passado, da parte de tarde, o auditório do Museu Bernardino Machado estava cheio para uma sessão política de um partido (no caso, o PS). Bernardino Machado ficaria contente ao ver aquele auditório utilizado para acolher iniciativas do PS ou de qualquer outro partido democrático. O museu não se fez apenas para recordar o passado; ele deve estar aberto a actividades dirigidas ao futuro.

(Em Jornal de Famalicão, 30/01/25)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

As rolas da câmara e o Carnaval

PARQUE DA ESTAÇÃO – O parque de estacionamento junto da estação ferroviária de Famalicão (lado nascente) com lugar para algumas dezenas de automóveis de utentes da CP está limpo e com lugares vazios. Parabéns à câmara e à IP pelo trabalho feito, que não foi fácil. Importa manter sempre o parque limpo e livre para bem de todos. Devemos lutar por isso, sempre.

DESAGREGAÇÃO DE FREGUESIAS – Felizmente vão ser restauradas, espera-se, uma série de freguesias no nosso concelho. Ainda haverá outras para restaurar e, porque as freguesias não são imutáveis, até poderá haver união (e não desagregação) de outras. As freguesias não devem ser demasiado pequenas nem demasiado grandes. Assunto para continuar a ser abordado.

ROLAS DA CÂMARA – Costumo acordar cedo e é com muito agrado que ouço o cantar das rolas que, julgo, têm ninho em árvores do jardim da câmara e se deslocam para os quintais que estão próximos, nomeadamente da Rua Conselheiro Santos Viegas. É bom sentir um pouco do campo na cidade.

PARQUES – O denominado "Boletim Municipal" de Janeiro de 2025, já referido na semana anterior, mostra o desenho de dois novos parques verdes: o Parque do Pelhe (0,8 km²) e o Parque de Sinçães Norte (0,22 km²). Ambos deveriam ser devidamente postos à apreciação dos famalicenses em sessão apropriada antes de serem postos a concurso. Estão em jogo cerca de 5 milhões de euros. Só que é pedir muito a esta câmara…

CARNAVAL – O mesmo boletim de propaganda já anuncia na última das suas 72 páginas a cores o Carnaval. O texto começa deste modo: "Depois do Natal, contam-se os dias para uma das mais divertidas noite do ano: o Carnaval". Só não anuncia que, nesta festa, a câmara vai  gastar 175.000 €.

PASSEIOS – Os passeios da nossa cidade precisam urgentemente de atenção. Trata-se de regularizar o pavimento de modo a que as pessoas possam circular com segurança. Seria muito útil formar uma brigada permanente para cuidar deles. Não se trata de gastar muito dinheiro para ficarem bonitos. Basta que fiquem seguros.

ISRAEL/PALESTINA – Quase não se acredita, mas parece que vai haver cessar-fogo na estúpida guerra do Médio Oriente (as terras por onde Jesus Cristo andou, como faz questão de lembrar com tristeza a D.ª Isabel do Supermercado Bandeirinha). Esperemos que assim seja, pois não há coisa mais desumana do que a guerra.

(Em Jornal de Famalicão, 23/01/25)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Língua portuguesa e boletim de propaganda

LÍNGUA PORTUGUESA – Há milhares de imigrantes no nosso concelho e muitos deles estão longe de conhecer a língua portuguesa. Se os queremos integrar, uma das primeiras coisas a fazer é ensinar a nossa língua e a nossa cultura.

FEIRA SEMANAL – Impressiona a nossa feira semanal das quartas-feiras. Estende-se por largo espaço e nela encontramos tudo do que precisamos ou quase. Os comerciantes desde manhã muito cedo e até à tarde estão ali com tenda montada, sofrendo muitas vezes frio, chuva e vento, sol inclemente no Verão, atendendo os milhares de visitantes. A nossa feira semanal é um património que deve ser bem cuidado e à qual a câmara municipal deve dar toda a atenção, proporcionando as melhores condições.

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE RIBA DE AVE – Conheço mal esta instituição, mas fala-se bem dela. Visitei a página oficial e ela está bem estruturada e informa amplamente. Esta santa casa foi recentemente visitada pela ministra da Saúde, que a elogiou e salientou o humanismo e o pioneirismo das novas valências criadas no domínio da saúde mental (demência). Merece que sejam dados a conhecer mais elementos sobre ela.

ESPAÇO SÉNIOR – O Espaço Sénior funciona junto do antigo posto da PVT – e, até há alguns anos, posto de turismo. Agora abre as portas aos famalicenses mais idosos. É minha opinião que deveriam estar lá disponíveis para leitura todos os jornais famalicenses. Estão?

GESTORA DO CENTRO URBANO – Ao que parece, temos afinal uma gestora do centro urbano. Chama-se Ana Lima e vou continuar a tentar falar com ela. Não tem sido fácil.

EMBALAGENS – Já se deu bem conta do lixo que se produz com as embalagens de papel, plástico e outros materiais? Basta percorrer as ruas da cidade à noite, antes da recolha do lixo.

BOLETIM DE PROPAGANDA – Saiu um novo número do boletim de propaganda (Janeiro de 2025) da câmara municipal com a data de Janeiro de 2025 que merece leitura. Leitura crítica, claro, pois é pura informação e propaganda à custa dos munícipes. Não se encontra no boletim nada que não seja o elogio da câmara em boca própria. Bem se pode dizer que isto não se faz, que isto é proibido noutros países. A nossa câmara sempre o fará e neste ano ainda mais, pois é ano de eleições e nem sequer a oposição (as oposições) fará a crítica devida a este comportamento. E notem bem: a tiragem é de 61.750 exemplares.

GUARDA-RIOS – Entretanto, pelo mesmo boletim, ficámos a saber que temos uma brigada operacional de cinco guarda-rios para vigiar e monitorizar 200 quilómetros de linhas de água que compõem a bacia hidrográfica do concelho. É de aplaudir e desejar que façam um bom trabalho! Seria bom que começassem por fazer um relatório sobre a situação actual da nossa bacia para daqui a uns anos fazer o balanço. E de que se espera para divulgar um mapa do concelho com os 200 km das linhas de água?

(Em Jornal de Famalicão, 16/01/25)